domingo, 3 de abril de 2011

Os Instrumentos de Magia


Sempre que possível, uma bruxa deve ter seu Altar, que deverá ser seu ponto de ligação com os Deuses. Não precisa ser nada complicado ou luxuoso. Tradicionalmente, ele deve ficar ao Norte. Uma vela preta é colocada a Oeste simbolizando a Deusa, e uma vela branca a Leste para o Deus. No Altar deve estar o Cálice e o Athame, o Pentagrama, a Varinha e outros objetos utilizados nos rituais. Também é comum se colocarem símbolos para os Quatro Elementos, como uma pena para o Ar, uma planta para a Terra, uma vela vermelha ou enxofre para o Fogo, e, logicamente, água para esse mesmo elemento. Muitas pessoas colocam um símbolo para a Deusa e o Deus, como uma concha e um chifre, ou mesmo estátuas e gravuras dos Deuses. Deve ser criativo, pois o Altar é o um espaço pessoal, onde deve ser colocado amor. Se, por algum motivo, não for possível montar um Altar, pode ser um espaço na sua imaginação, pois o verdadeiro Templo está dentro de você, ou vá para a Natureza e faça dela o mais lindo de todos os santuários.

Pentáculo
O Pentáculo é normalmente um disco, um prato de metal ou madeira com a figura de Pentagrama dentro de um círculo. Ele é usado para consagrar várias outras ferramentas. É também utilizado como um ponto focal de concentração. É associado ao elemento Terra e seu ponto cardeal. Alguns Bruxos usam um Pentáculo para invocar qualquer elemento da Natureza. Você poderia fazer seu próprio Pentáculo com argila ou com uma pedra, pintando o símbolo do Pentagrama sobre o material escolhido. Ele é utilizado para consagrar ervas e para carregar magicamente um talismã ou qualquer instrumento que precise de uma dose de energia extra, e é utilizado também para proteção. Representa a ligação do Bruxo com os Deuses.

Sino
O sino de cristal ou de latão é freqüentemente usado pelos bruxos para sinalizar o início e fechamento de um ritual ou Sabbat, para invocar um espírito ou deidade em particular e para despertar os membros do Coven que estão em meditação. Os sinos são tocados também em vários ritos funerários wiccanos para abençoar a alma do bruxo que cruzou o reino dos mortos.

Livro das Sombras

O livro das sombras (também conhecido como Livro Negro) é o diário secreto no qual o bruxo registra seus encantamentos, invocações, rituais, sonhos, receitas de várias poções pessoais e outros assuntos. Um livro desse tipo pode ser mantido por um indivíduo em separado ou por todo um coven. Quando ocorre a morte do bruxo, o livro das sombras pode ser passado para seus filhos ou netos, mantido pela Alta Sacerdotisa e pelo Alto Sacerdote do coven (se o bruxo for membro de um deles no momento de sua morte) ou queimado para proteger os segredos da arte. Qualquer que seja a decisão tomada, ela naturalmente depende dos costumes daquela determinada tradição wiccana ou da vontade pessoal do bruxo.

Punhal ou átame (athame)

O punhal é uma faca ritualística com cabo preto e lâmina de fio duplo, tradicionalmente gravada ou cunhada com vários símbolos mágicos e astrológicos. Representa o antigo e místico elemento ar, símbolo da força da vida, e é usado pelos bruxos para traçar círculos, exorcizar o mal e as forças negativas, controlar e banir os espíritos elementais, guardar e direcionar a energia durante os rituais. Utiliza-se o punhal com cabo branco (bolline) somente para cortar varetas, colher ervas para magia ou para cura, esculpir a tradicional lanterna de Samhain e gravar runas e outros símbolos mágicos em velas e talismãs.

Bolline
O Bolline é uma faca com o cabo branco. Ele é utilizado na colheita de ervas, na construção de talismãs e amuletos mágicos. Existem alguns modelos de Bolline na forma de uma pequena foice, totalmente de prata, em alusão ao antigo Instrumento dos Druidas para a colheita de ervas que possuía esta forma. Ele é um Instrumento opcional, visto que muitos Bruxos usam o átame para desempenhar a função de colher as ervas e construir talismãs.

Varinha
A Varinha (também conhecida como Bastão de Fogo) é um bastão fino de madeira, feito de um galho de árvore. Representa o antigo e místico elemento fogo, é símbolo de força, de vontade, e de poder mágico do bruxo que o possui. A varinha de acordo com vários compêndios de magia, deve ter aproximadamente 50 cm de comprimento. é usada para invocar as salamandras (elementais do fogo) em determinados tipos de rituais, traçar círculos, desenhar símbolos mágicos, direcionar a energia e mexer bebidas no caldeirão. Varinhas de freixo são usadas em ritos de cura, as de sabugueiro para consagração e banimentos, as de acácia e aveleira para todos os tipos de magia "branca". As de carvalho servem para magia druídica e solar. Em magias lunares para invocar à Deusa, magia de desejo e ritos de cura usamos varetas de salgueiro e sorveira.

Caldeirão


O caldeirão é um pequeno pote escuro de ferro fundido que combina simbolicamente as influências dos quatro antigos e místicos elementos e que representa o ventre divino da Deusa Mãe, sendo utilizado pelos bruxos para vários propósitos como ferver poções, queimar incenso e guardar carvão, flores, ervas ou outros elementos mágicos. O caldeirão pode ser usado também como instrumento para divinação - muitos bruxos enchem seu caldeirão com água na noite de Samhain e os utilizam como espelho mágico para olhar o futuro ou o passado.

Cálice
O cálice (também conhecido como taça ou vaso sagrado) representa o elemento água e é usado no altar durante os rituais.

Espelho Mágico
Esta é uma antiga prática irlandesa muito utilizada pelos camponeses. Pegue um espelho e unte-o com uma mistura de sal e limão. Aguarde uma noite de Lua Crescente e "aprisione-a" no espelho (refletindo nele sua imagem). Seu espelho estará magnetizado, sempre que quiser peça para que a Luz, que agora mora dentro dele, ilumine seus caminhos.

Espada CerimonialA espada cerimonial representa o elemento fogo e é o símbolo da força do bruxo. Em certas tradições wiccanas, a espada cerimonial é usada no lugar do punhal de cabo preto pela Alta Sacerdotisa do coven, para traçar ou apagar um círculo. A espada, como o punhal, pode também ser usada para controlar e banir espíritos elementais e para guardar e direcionar a energia durante os rituais.

Vassoura

A vassoura é símbolo do magistério feminino e das forças purificadoras da natureza. Até hoje é costume "limpar" as energias negativas de uma casa varrendo-as para fora com uma vassoura desenhada com símbolos mágicos (pentagrama, círculo, taça, espada).

Magia da Floresta em 2011


As Nações Unidas designam 2011 como o Ano Internacional das Florestas.
Então vamos unir forças e divulgar proteção a Mãe natureza.
As florestas ocupam cerca de 30% da superfície terrestre.
As florestas são vitais para a vida do ser humano, devido a muitos fatores principalmente de ordem climática.
A floresta é um ambiente existente na natureza que envolve uma série de espécies de vida, e geralmente selvagem graças aos recursos e fenômenos naturais.
Com o crescimento das populações e suas inovações tecnológicas, ouve a proliferação de resíduos que contaminam e afectam o meio ambiente alcançando nossas florestas.
Os elementos da Natureza sentiram a invasão do ser humano e tentam resgatar seus prejuízos.
Com as manifestações naturais das esferas da terra a natureza mostrou ao homem que era hora de parar de degradar o meio ambiente
Assim, o Homem tem vindo a desenvolver práticas que permitem a proteção e a conservação da Natureza.
Nós que acreditamos em “energia” para praticar magia, sabemos da importância de uma floresta.
E sabemos que cada vez mais aumenta a distância entre nós e uma floresta pelo crescimento desordenado da urbanização.
Vamos procurar entender mais dos espíritos da floresta, das vidas naturais e sobrenaturais que ali estão, e respeitar este ambiente.
Precisamos crescer e civilizar sim, e já acostumamos com nossa floresta de pedra, com o asfalto nas ruas, os meios de transportes urbanos, e toda tecnologia que avança diariamente.
Mas também precisamos das florestas, e sem elas vamos perder também um encanto natural e uma energia natural.
Em 2011 comente mais sobre as florestas, divulgue que é seu ano internacional e se envolva mais no assunto.
É lá que moram os seres encantados, quer você acredite ou não.
Passeie por uma mata ou floresta e tente ficar em silêncio e disposto a um contato com os seres que moram ali, você vai se surpreender.
Um dia a natureza foi única selvagem e depois começou um processo de habitação desrespeitosa e invasora.
O mundo natural costuma estar associado ao mundo real.
Fazemos parte do Universo e temos que ter nosso espaço nele, mas podemos evitar tanta destruição.
Passeie pela floresta e ame a natureza!
2011, Ano Internacional das Florestas

A Lua é a Mulher


A NATUREZA TRINA DA MULHER
A natureza da mulher é cíclica e bem separada de seus desejos pessoais e ela experimenta a vida através desta natureza sempre mutável. As mudanças mais marcantes de seu comportamento acontecem em relação aos seus sentimentos. Tudo pode estar auspicioso e alegre em certo momento, mas passado pouco tempo poderá estar melancólico e deprimente. Desta forma, sua percepção subjetiva da vida é projetada para o mundo exterior e a mulher pode sentir a mudança cíclica como uma qualidade da própria vida.
No curso de um ciclo completo, que corresponde à revolução lunar, a energia da mulher cresce, brilha esplendorosa e volta a minguar totalmente. Essas mudanças afetam-na tanto na vida física como sexualmente e também psiquicamente. Na mulher, a vida tem fluxo e refluxo que é dependente de seu ritmo interno. O ir e vir da energia, quando perfeitamente compreendido pela mulher, pode presenteá-la com uma oportunidade de trabalho ou uma aventura espiritual, a qual ela espera há muito tempo. Se a Lua lhe for favorável, ela poderá ter uma vida mais livre e cheia de oportunidades, mas se a Lua estiver desfavorável, pode perder sua chance, sendo incapaz de recuperá-la. Não é de admirar que nossos ancestrais chamassem a Lua de "Deusa do Destino", pois realmente é fato que ela influência no destino da mulher, assim como dos homens também, embora inconscientemente.
No mundo patriarcal, as mulheres descuidaram-se de seus ritmos para tornarem-se competitivas e o mais próximas possíveis dos homens. Caíram, sem perceber, sob o domínio do masculino interior, perdendo o contato com seu próprio instinto feminino, passando a viver somente através das qualidades masculinos do "animus". Entretanto, negar sua identidade é constituir-se em um ser sem alma. Não é incorporando os valores masculinos ou tentando imitar seu comportamento que terá reconhecido o seu valor. A mulher deve ser reconhecida também, pela sua dimensão feminina e não pela sua dissociação da sua realidade psíquica.

Veremos a mulher em sua diferente Lua....

A MULHER LUA CHEIA
O aspecto de Mãe da Deusa sempre foi o mais acessível para que a humanidade o reconhecesse, invocasse e o identificasse. A Lua Cheia está associada à imagem maternal da Deusa, à mulher em toda a sua plenitude, ao potencial pleno da força vital. Ela corresponde ao crescimento e amadurecimento de todas as coisas, ao ponto culminante de todos os ciclos, à semente germinada e à plenitude do caldeirão.
Na Lua Cheia entramos em outra dimensão do feminino, aqui o instinto se coloca a serviço da criação e da humanização. Esta é a fase lunar que é iluminada pelo Sol em sua totalidade, indicando mais clareza de consciência e um melhor relacionamento entre masculino e feminino, o que propicia a criação.
A Lua Cheia é a Lua Grávida de criatividade, de riqueza e da realização do próprio crescimento. É a imagem da Mãe, com o poder divino de carregar uma nova vida em seu ventre. É ela que gera, promove o crescimento e dá o nascimento. Ela é a deusa da maternidade, que traz consigo a fertilidade para a terra e para os homens.
A Lua Cheia nos conecta com a terra, nos coloca em contato com os valores terrenos, é o próprio amor realizado. Esta Lua-Mãe, foi expressa mitológicamente pelos gregos como Deméter com sua prodigiosa energia para nutrir e acalentar e sua dedicação desinteressada para com os filhos e a família. Esta deusa-mãe também é visualizada em Cibele, Ísis, em Astarte e na Virgem Maria. Todas aparecem sempre com o filho, o que pressupõe uma capacidade de relacionamento e reprodução realizada. O filho representa o nascimento, o Logos no feminino. A Lua, deste modo, relaciona-se com o mundo de maneira mais humana, através de seu filho. Estabelece-se assim, um contato mais íntimo entre o mundo interno e o externo, do divino com o terreno e do espiritual com o material.
A maternidade em si já é uma doação, mas também associa-se à capacidade de sacrifício. Todas as deusas citadas, têm em comum o fato de terem um filho que morre e depois ressuscita. O filho seria a semente que morre, se decompõe na terra, para trazer em seguida a renovação da vida. Mas, enquanto não chega a hora do sacrifício, o filho reina junto com a Mãe-Lua e é controlado por ela.
A mulher regida pela Lua Cheia é mais confiável, pois se assemelha à Mãe. Ela é acolhedora, mais domesticada e sempre se coloca à disposição e proteção do outro. Esta mulher tem os pés no chão e seus mistérios não são tão ocultos, pois ela se revela mais claramente. Ela acolhe a criação, que é a união do masculino com o feminino. Mas esta mulher tem uma preocupação exagerada com a segurança, o que  impede o seu aprofundamento em seus relacionamentos, pois o contato mais íntimo, pode constituir-se em uma ameaça. Desenvolve então, um controle fora do comum e nada pode pegá-la desprevenida. Aqui desenvolve-se um impedimento a sua criatividade, pois seus passos são calculados, evitando confrontar-se com o desconhecido, que podem lhe proporcionar surpresas desagradáveis.
A mulher-lua-cheia é a esposa e mãe perfeita, desfaz-se em eficiência e cuidados, mas falta-lhe a paixão e a inquietação.
A MULHER LUA MINGUANTE
O terceiro aspecto da Deusa, a Anciã, corresponde à fase da Lua Minguante, sendo o menos compreendido e o mais temido.
A Lua Minguante define-se no acaso e na velhice. É aquela que encerra em si a sabedoria e os segredos nunca revelados. Está associada a velha bruxa, ao deteriorar da força vital, ao envelhecimento, assim como, aos poderes de destruição e da morte, à destruição do impulso de Eros.
A mulher que é arquetípicamente regida pela Lua Minguante é misteriosa e por vezes indefinível. Parece possuir um potencial para realização de algo que é difícil definir com exatidão. Possui virtualidades pressentidas, mas nem sempre realizadas. Ela mesma não se define de maneira consciente e clara. Possui também uma certa dificuldade em lidar com os aspectos da vida consciente. Esta é a mulher que vive no "mundo da lua". Está sempre descobrindo novas possibilidades, mas tem certa dificuldade em direcioná-las e nunca consegue finalizar o que começou.
Como está mais próxima e mantém constante contato com as fontes inconscientes da fertilidade, aparenta estar realizando algo, mas que pode nunca concretizar. É sempre suscetível a perder-se em sonhos e devaneios em função da dificuldade que tem em lidar com o concreto e o real. O seu maior obstáculo é o tempo presente, pois está sempre voltando ao passado, revendo tudo o que foi capaz de realizar, ou lamentando o que deixou de fazer. Ela está sempre distante do presente e por isso torna-se fria e distante dos outros, devido ao seu excesso de auto-referência.
A sua criatividade, se não submetida ao controle do ego consciente, pode assumir uma forma caótica e desordenada. A sua maior dificuldade está em mobilizar e dirigir essa energia. Possui ela, todo o potencial para a criação por seu acesso fácil às fontes criadoras lunares, mas necessita compreender e separar a mistura orobórica criativa, a fazer a ordenação do caos, para que ele se transforme num cosmo criativo
A mulher Lua Minguante possui uma energia muito forte, mas ela pode manifestar-se de maneira tanto construtiva, como destrutiva, dependendo da forma como trabalha o seu consciente. A necessidade de mudança também está sempre determinando seu comportamento. O que mais importa para ela é o próprio processo do que o objetivo final, o caminho não tem tanta importância, mas premente é a necessidade de fazer a passagem.
A introspecção ao mundo interior ocorre facilmente para a mulher regida pela lua minguante. A sua maior dificuldade está no fato de tornar-se produtiva e realizar toda a fertilidade encontrada. Se não conseguir direcionar essa vitalidade, objetivando-a e encaminhando-a para a realização criativa, toda essa riqueza pode se tornar inútil.
A Lua Minguante sempre serviu como vaso adequado para a projeção de todo o lado sombrio, tanto do homem como da mulher. Aqui penetra-se no reino de Hécate e Lilith e tantas outras deusas que apresentam aspecto sombrio, mas que pode no final nos trazer a iluminação. Talvez torne-se necessário para a mulher fazer um acordo com estas deusas, para que elas a presenteiem com a possibilidade de um enriquecimento de personalidade, permitindo a sua expressão de uma forma mais humanizada e não tão instintiva. Deste modo, as dimensões do instinto poderão ter uma via mais integrada, em que pode haver a participação de novas forças energéticas.
É observando e reconhecendo os movimentos da Lua no céu e integrando as suas três fases, que poderemos nos alinhar e sintonizar com o fluxo do tempo e com os ritmos naturais. Nos utilizando dos poderes mágicos da Lua e reverenciando as Deusas ligadas a ela, criaremos condições para melhorar e transformar nossa realidade, harmonizando-nos e vivendo de forma mais equilibrada, plena e feliz.
A MULHER LUA CRESCENTE
A primeira face da Deusa é a Donzela, ou Virgem e que corresponde a Lua Crescente. Representa a juventude, a vitalidade, a antecipação da vida, o início da criação, o potencial de crescimento e a semente do "vir a ser".
A Lua Crescente, portanto, liga-se a "virgem", a mulher solteira e sugere inúmeras  promessas ocultas de crescimento, de riqueza, de criatividade e de prazer. Esta Lua nos faz voar à um mundo de sonhos e devaneios. Nos tornamos seres alados que levitam num céu estrelado de possibilidades, onde o impossível torna-se realidade. É o verdadeiro despertar de Eros, do amor, da vida que não nos impõe nenhum obstáculo. Neste mundo onde tudo é possível a mulher personifica-se como a eterna amante, a musa inspiradora que concretiza a eterna felicidade.
A mulher na Lua Crescente consegue expor sua feminilidade com muita espontaneidade. Ela é a personificação da deusa em sua manifestação instintiva e natural, buscando sua essência. Ela é rica em fertilidade e possibilidades, sem limites. Precisa de todo o espaço para expandir-se e manifestar-se. É erva que se alastra e cobre tudo, pois ela é livre, animal sem dono, que não admite ficar presa à ninguém. Dona de si mesma, ela se rege, se governa por seus princípios internos, muitas vezes à custa de muito sofrimento, pois toda liberdade tem seu preço.
Este princípio feminino é representado por várias deusas e uma delas é Àrtemis, a arqueira-virgem e amazona infalível, que corria livre pelos campos e de coração solitário. Ela é arquétipo da feminilidade mais pura e primitiva. Ela santifica a solidão e a vida natural. E, é ela que garante a nossa resistência a domesticação. Outra deusa da Lua Crescente é Inana, uma antiga entidade suméria que é portadora de qualidades lunares femininas. Em época de mudanças, esta deusa sempre está presente e pode ser invocada.
As mulheres que incorporam os atributos da Lua Crescente, são muito sensuais, verdadeiras Afrodites contemporâneas e conhecedoras da influência de seus poderes. Sentem orgulho de seu sexo e possuem uma vitalidade rara, somada a uma ansiedade de ampliar os horizontes de seu psiquismo. Jamais se adaptam à limites sociais e culturais, pois seu desejo de expansão é incontrolável. Estão sempre mudando, são mulheres inquietas e instáveis. Como a Lua Crescente, revolucionam, criam e transformam constantemente. São difíceis de serem civilizadas, pois como Àrtemis, possuem um amor intenso pela liberdade, pela independência e autonomia. Possuem temperamento estouvado e aprendem muito cedo a engolir suas lágrimas e planejar vinganças pelas humilhações que sofrem, devolvendo na medida certa o que receberam.
Para um homem relacionar-se com uma mulher-lua-crescente, pode ser um desafio e tanto. Igualmente, a mulher que penetrar fundo nesse lado de sua natureza artemisia, precisará reconhecer o poder primitivo de sua sanguinolência e o efeito que pode ter sobre o homem. A Lua Crescente nos põe em contato com todos esses aspectos da natureza feminina.

A LUA E A MENSTRUAÇÃO
A cada 28 dias a Lua completa seu ciclo de crescente a minguante. A Lua Nova marca a primeira iluminação e um fiapo fica visível no céu noturno. A Lua então cresce até o primeiro quarto, quando se pode visualizar a metade de seu disco. Continua a crescer e completa-se até atingir a Lua Cheia. Neste ponto, começa a diminuir de tamanho até o terceiro quarto, quando novamente só se vê a metade do disco e continua assim até que não se veja mais seu disco. Em quinta fase, esta Lua Escura dura três noites e esta, é este é o mais poderoso de todos os ciclos da Lua.
A Lua, com seu ciclo de nascimento, crescimento e morte, é um lembrete poderoso, todos os meses, da natureza dos ciclos. Em épocas remotas, os ciclos menstruais das mulheres eram perfeitamente alinhados com os da Lua. A mulher ovulava na Lua Cheia e menstruava na Lua Escura. A Lua Cheia era o ápice do ciclo da criação, era  quando o óvulo era liberado. Nos 14 dias que antecedem esta liberação, as energias da criação reúnem tudo que é necessário para constituir o óvulo. Quando passava a Lua Cheia e o óvulo não era fertilizado, tornava-se maduro demais e se decompunha, derramando-se no fluxo natural de sangue na Lua Escura. Quando a mulher vive em perfeita harmonia com a Terra, ela só sangra os três dias da Lua Escura. Quando a Lua Nova emerge, seu  fluxo naturalmente deve cessar e o ciclo da criação é reiniciado dentro dela.
Em nossa sociedade atual, o uso de pílulas anticoncepcionais, fez com que a mulher deixasse de incorporar e compreender este ciclo de criação e destruição dentro de si.
Alguns índios norte-americanos, consideravam a Lua uma mulher, a primeira Mulher e, no seu quarto minguante ela ficava "doente", palavra que definiam como menstruação. Camponeses europeus acreditavam que a Lua menstruava e que estava "adoentada" no período minguante, sendo que a chuva vermelha que o folclore afirma cair do céu era o "sangue da Lua".
Em várias línguas as palavras menstruação e Lua são as mesmas ou estão associadas. A palavra menstruação significa "mudança da Lua" e "mens" é Lua. Alguns camponeses alemães chamam o período menstrual de "a Lua". Na França é chamado de "le moment de la luna".
Entre muitos povos em todas as partes do mundo as mulheres eram consideradas "tabu" durante o período da menstruação. Este período para algumas tribos indígenas era considerado um estado tão peculiar que a mulher deveria recolher-se à uma "tenda menstrual" escura, pois a luz da Lua não deveria bater sobre ela. O isolamento mensal da mulher, tinha o mesmo significado que os ritos de puberdade dos homens. Durante este curto espaço de tempo de solidão forçada, as mulheres mantinham um contato mais íntimo com as forças instintivas dentro de si.
Em tribos mais primitivas, nenhum homem podia se aproximar de uma mulher menstruada, pois até sua sombra era poluidora. O sangue menstrual, nesta época, era tido como contaminador. Acreditavam também, que a mulher menstruada tinha um efeito poluente sobre o fogo e se por algum motivo se aproximasse dele, esse se extinguiria. Ainda, de acordo com o Talmude, se uma mulher no início da menstruação passasse por dois homens, certamente um deles morreria. Se estivesse no término de seu período, provavelmente causaria uma violenta discussão entre eles.
Por vários motivos as mulheres acabaram impondo à si mesmas uma abstinência, muito embora, tanto nelas como nos animais, o período de maior desejo sexual é imediatamente anterior ou posterior a menstruação.
Na Índia, acredita-se ainda hoje, que a Deusa-Mãe menstrua. Durante essa época, as estátuas da deusa são afastadas e panos manchados de sangue são considerados como "remédio" para a maior parte das doenças. Na Babilônia, pensava-se que Istar, a Deusa Lua, menstruava na época da Lua Cheia, quando o "sabattu" de Istar, ou dia do mal, era observado. A palavra "sabattu" vem de sabat e significa o descanso do coração. É o dia de descanso que a Lua tem quando está cheia. Este dia é um percursor direto do sabath e considerava-se desfavorável qualquer trabalho, comer comida cozida ou viajar. Essas eram as coisas proibidas para a mulher menstruada. O sabath era primeiramente observado somente uma vez por mês e depois passou a ser observado em cada uma das fases da Lua.
Hoje, uma compreensão científica e objetiva já nos livrou de todos estes tabus, mas é bom lembrar que em certo momento histórico, inconscientemente, a natureza instintiva feminina podia provocar a anulação dos homens.

sábado, 2 de abril de 2011

O Jardim Mágico

Outrora as pessoas colhiam elas mesmo as ervas para os seus chás, cozinhados remédios e magias...criando assim uma cumplicidade entre elas e as plantas. De nossos dias sabemos o quanto se torna difícil, principalmente para aqueles que residem em grandes centros urbanos.

No entanto, um bom mago sabe o quanto é necessário manter um pequeno jardim mágico, mesmo se reside numa cidade, num apartamento ou até num pequeno quarto, não só podemos como devemos criar um pequeno espaço para o nosso jardim Mágico.

O Mago adora o cheiro da terra, mergulhar as mãos e sentir a sua humidade, cuidar das plantas, semear, regar, colher criando um elo quase como de mãe com filho, orgulhosos por verem desenvolver e crescer o que cuidaram com amor.

Cabe a cada um designar a sua preferência, adaptando por exemplo num pequeno recanto de uma varanda vasos com as plantas mais utilizadas, na cozinha pode dispor de vasos com plantas aromáticas no rebordo da janela, ou até mesmo adaptar um espaço numa marquise! Contudo evite o uso de luzes artificiais como alguns horticultores fazem, para a magia estas não convêm nem de perto nem de longe, lembre-se que o sol é um principal energizador e a luz natural é fundamental.

Com um pouco de força de vontade podemos sempre criar o nosso jardim mágico, por mais pequenino que ele seja, um bom mago sabe o quanto é necessário o contacto com a natureza.

As Plantas não são apenas maravilhosas amigas, quem nunca ouviu dizer que cantar e falar com as plantas as vê crescerem e ficarem vivazes, elas não só trazem vida e alegria a uma casa como ainda purificam o ar que nela circula. Elas são as primeiras a reagir a ataques energéticos, vê como estão as tuas plantas e saberás como está o ar da tua casa.

As plantas são os instrumentos mestres na magia. Ao cultiva-las tratem de faze-lo seguindo algumas regras, alem de seguir a roda do ano, as estações, as fases da lua dos Céus e naturalmente a preferência consoante as plantas, umas gostam mais de luz outras mais de escuridão. Nada melhor para conhecer as plantas do que vê-las crescer, tocar, sentir, cheirar resumidamente EXPERIENCIAR, essa é a palavra-chave para o conhecimento, para alem de estar a criar essa tal cumplicidade que anteriormente foi referida. Consagre as sementes ou as plantas que vai semear e quando as vir despertar da terra, saúde o início da nova vida. Não tenha vergonha de conversar com elas, elas são vida tanto como um animal ou como uma pessoa, lembre-se magia a vergonha e o ridículo não têm lugar.

Optem por semear em lua crescente, esta concede força e crescimento, assim como tentem faze-lo quando o vento de oeste soprar, carregado de humidade incentiva a fertilidade e a sua força vai assegurar o sucesso do seu trabalho. Quando tiver escolhido o local propício para plantar, define o local com uma pequena sebe natural, por exemplo de Espinheiro Alvar (Crataegus oxyacantha). Encontram-se facilmente num horto ou então até pode procurar no mato próximo de si, esta planta é muito abundante em varias regiões, o espinheiro traz uma acção benéfica e concede propriedades de fertilidade para alem de manter em equilíbrio a energia positiva do seu jardim. Também pode optar por outras sebes naturais assim como por pedras que cria uma ambiente agradável e bonito ao seu jardim. O importante é entender que não convêm misturar as plantas em molhes e caso tenha um jardim grande acabará por se esquecer onde está plantado o quê.

Lembre-se de plantar em completo respeito, as sementes que segura nas suas mãos são sagradas. Verifique que todas as sementes estão sãs antes de começar, normalmente uma semente em bom estado está seca, rija, cheia e uma cor brilhante, as que estiverem enrugadas não as plante. Caso tenha sementes para plantar mas ainda não está na época de as semear, guarde-as num saquinho de linho ou de nylon, mas separadamente, isto é não misture varias sementes de plantas diferentes no mesmo saco.

Reserve também no seu jardim um pequeno recanto selvagem, para o pequeno povo e lembre-se de ofertar mel e leite assim como outras coisas a gosto para eles ajudarem a tratar de seu jardim, ofereça pão seco ou milho, sementes ou fruta e disponha de recipientes de agua e ninhos para as aves, lembre-se que o jardim é um organismo vivo, um todo com a natureza, dentro de casa pode faze-lo junto dos vasos e das plantas assim como nós aqui enfeita-mos os próprios vasos com símbolos do pequeno povo, símbolos de crescimento como sempre dê asas a sua imaginação.


Faça da jardinagem uma actividade alegre e familiar, reserve um lugar ou uns vasos para as crianças, meta-as em contacto directo com a terra, deixem elas plantar uma flor ou uma planta, e cuidar dela, isso levará a criança a começar a ter gosto pela natureza e a ganhar responsabilidades para alem de desenvolver movimentos, locução… é uma actividade para todas as idades!
Aconselhamos vivamente ao uso de um pequeno caderno de jardinagem onde possam anotar o que foi desenvolvendo durante a jardinagem, assim como quando, o como e onde plantou, ver a duração de crescimento, para futuramente saber quando replantar, colher etc., mantenha nele também um calendário das luas e das estações e anote tudo o que tenha a ver com o magnifico altar da natureza.

A Fada Morgana

Morgana fala... 

Em vida, chamaram-me de muitas coisas: irmã, amante, sacerdotisa, maga, rainha. O mundo das fadas afasta-se cada vez mais daquele em que cristo predomina. Nada tenho contra o Cristo, apenas contra os seus sacerdotes, que chama a Grande Deusa de demônio e negam o seu poder no mundo. Alegam que, no máximo, esse seu poder foi o de Satã. Ou vestem-na com o manto azul da Senhora de Nazaré – que realmente foi poderosa, ao seu modo –, que, dizem, foi sempre virgem. Mas o que pode uma virgem saber das mágoas e labutas da humanidade?
E agora que este mundo está mudado e Arthur – meu irmão, meu amante, rei que foi e rei que será – está morto (o povo diz que ele dorme) na ilha sagrada de Avalon, é preciso contar as coisas antes que os sacerdotes do Cristo Branco espalhem por toda parte os seus santos e lendas.

Pois, como disse, o próprio mundo mudou.
Houve tempo em que um viajante se tivesse disposição e conhecesse apenas uns poucos segredos, poderia levar sua barca para fora, penetrar no mar do Verão e chegar não ao Glastonbury dos monges, mas à ilha sagrada de Avalon: isso porque, em tal época, os portões entre os mundos vagavam nas brumas, e estavam abertos, um após o outro, ao capricho e desejo dos viajantes. Esse é o grande segredo, conhecido de todos os homens cultos de nossa época: pelo pensamento criamos o mundo que nos cerca, novo a cada dia.


E agora os padres, acreditando que isso interfere no poder do seu Deus, que criou o mundo de uma vez por todas, para ser imutável, fecharam os portões (que nunca foram portões, exceto na mente dos homens), e os caminhos só levam à ilha dos padres, que eles protegeram com o som dos sinos de suas igrejas, afastando todos os pensamentos de um outro mundo que viva nas trevas. Na verdade, dizem eles, se aquele mundo algum dia existiu, era propriedade de Satã, e a porta do inferno, se não o próprio inferno. Não sei o que o Deus deles pode ter criado ou não. Apesar das historias contadas, nunca soube muito sobre seus padres e jamais usei o negro de uma de suas monjas-escravas. Se os cortesãos de Arthur em Camelot fizeram de mim este juízo, quando fui lá (pois sempre usei as roupas negras da Grande Mãe em seu disfarce de maga), não os desiludi.

E na verdade, ao final do reinado de Arthur, teria sido perigoso agir assim, e inclinei a cabeça à conveniência, como nunca teria feito a minha grande Senhora, Viviane, Senhora do Lago, que depois de mim foi a maior amiga de Arthur, para se transformar mais tarde em sua maior inimiga, também depois de mim.
A luta, porém, terminou. Pude finalmente saudar Arthur, em sua agonia, não como meu inimigo e o inimigo de minha Deusa, mas apenas como meu irmão, e como um homem que ia morrer e precisava da ajuda da mãe, para a qual todos os homens finalmente se voltam. Até mesmo os sacerdotes sabem disso, com sua Maria sempre-virgem em seu manto azul, pois ela, na hora da morte, também se transforma na Mãe do Mundo.

E assim, Arthur jazia enfim com a cabeça em meu colo, vendo-me não como irmã, amante ou inimiga, mas apenas como maga, sacerdotisa, Senhora do Lago; descansou, portanto no peito da Grande Mãe, de onde nasceu, e para quem, como todos os homens, tem a finalidade de voltar. E talvez – enquanto eu guiava a barca que o levava, desta vez não para a ilha dos padres, mas para a verdadeira ilha sagrada no mundo das trevas que fica além do nosso, para a ilha de Avalon, aonde, agora, poucos, além de mim, poderiam ir – ele estivesse arrependido da inimizade surgida entre nós.(...)
A verdade tem muitas faces e assemelha-se à velha estrada que conduz a Avalon: o lugar para onde o caminho nos levará depende da nossa própria vontade e de nossos pensamentos, e, talvez, no fim, chegaremos ou à sagrada ilha da eternidade, ou aos padres, com seus sinos, sua morte, seu Satã e Inferno e danação...Mas talvez eu seja injusta com eles. Até mesmo a Senhora do Lago, que odiava a batina do padre tanto quanto teria odiado a serpente venenosa, e com boas razões, censurou-me certa vez por falar mal do deus deles.
“Todos os deuses são um deus”, disse ela, então como já dissera muitas vezes antes, e como eu repeti para as minhas noviças inúmeras vezes, e como toda sacerdotisa, depois de mim, há de dizer novamente, “e todas as deusas são uma deusa, e há apenas um iniciador. E cada homem a sua verdade, e Deus com ela”.
Assim, talvez a verdade se situe em algum ponto entre o caminho para Glastonbury, a ilha dos padres, e o caminho de Avalon, perdido para sempre nas brumas do mar do Verão.

Mas esta é a minha verdade; eu, que sou Morgana, conto-vos estas coisas, Morgana que em tempos mais recentes foi chamada Morgana, a Fada.

Marion Zimmer Bradley, in As Brumas de Avalon
Awen 

Avalon a Ilha Sagrada


  Saudações amigos!!!
            Existem muitos mistérios que envolvem a Sagrada ilha de Avalon.... Mistérios que muitos ja tentaram desvendar, sem sucesso... Até hoje, não se sabe se realmente é real sua história, ou se apenas uma lenda criada por um povo antigo.
Para os verdadeiros seguidores da Grande Mãe, para aqueles que têm a magia dentro do coração, Avalon realmente existe, e está em algum lugar, pronta para ser encontrada por aqueles que crêem em sua existência.
            Eu, não tenho dúvidas a respeito de sua existência, sinto sua presença constante dentro de meu coração... e um dia, nós, filhos de Avalon, retornaremos a esse lugar espetacular, de onde um dia saímos para mostrar ao mundo um pouco da sabedoria da grande Mãe!!!
Vejamos abaixo, o que livros e sites falam de Avalon. A visão da mitologia, e a visão de quem acredita em sua existência.
Boa leitura!!
Bênçãos da Deusa!!!


AVALON OU GLASTONBURY

Castelos e fortificações de pedra compõem boa parte da paisagem da Inglaterra rural. Em muitos deles, a passagem do Rei Arthur e de seus leais cavaleiros da Távola Redonda com seus feitos nobres deixou marcas, ajudando a construir suas histórias.
Mas é no sudoeste da Inglaterra, a 150 km de Londres, na cidadezinha de Glastonbury (um dos lugares mais sagrados da Inglaterra) que expedições arqueológicas encontraram não só vestígios de um Arthur em carne e osso como também do seu refúgio, a lendária Ilha de Avalon.
Para muitos respeitáveis estudiosos, porém, não há dúvidas de que a pacata e bucólica Glastonbury de hoje foi outrora a mítica Ilha de Avalon e atrai visitantes de todos os gêneros: românticos fascinados pela história do rei Arthur, peregrinos à procura da herança da antiga religião, místicos em busca do Santo Graal, em busca da energia que emana de Stonehenge que era ligada ao antigo rio Avalon, ainda quando Glastonbury era rodeada por pântanos, enquanto; os astrólogos são seduzidos pela existência de um zodíaco na paisagem, chamado Templo das Estrelas de Glastonbury por Katherine Maltwood.
Pesquisas arqueológicas atestam que os campos de Glastonbury há milhares de anos, foram pântanos drenados, ou seja, a cidade já foi uma ilha, o que reforça sua proximidade com as lendas de Avalon também chamada de "Ynis Vitrin" ou Ilha de Vidro. O nome Avalon tem origem no semi-deus celta Avalloc. Os Celtas a consideravam uma passagem para outro nível de existência.
Segundo pesquisadores, Avalon ainda pertencia ao mundo, a comunidade de lá convivia pacificamente com os cristãos, que ali chegaram pedindo abrigo. Foram acolhidos com a condição de que não interferissem nos cultos e nas tradições antigas. Diz-se que padre José de Arimatéia levou o cálice Graal contendo o sangue de Jesus para a ilha de Avalon (Glastonbury com seus pântanos atualmente drenados).

Em Avalon havia suas deusas e deuses, vivia em harmonia com a natureza, ao seu ritmo, seguindo as mudanças das estações do ano, os ciclos da lua com seus antigos rituais. Viviam lá as Sacerdotisas da Lua e aprendizes dos mistérios e forças da natureza, conheciam a magia, as ervas para curar, os segredos do céu e das estrelas e a música principalmente...Em Avalon onde tudo florescia era iluminada pelo sol.
Entretanto, com o passar do tempo, os padres (não José de Arimatéia, que se “dizia”, teria uma concepção contrária de outros padres) começaram a ver os cultos pagãos como profanos, dizendo que em seus rituais o demônio era adorado, condenando-os. Muitas comunidades pagãs foram destruídas, e a partir de 391, com a consolidação do cristianismo como religião oficial do Império Romano, as perseguições tornaram-se maiores e os cultos pagãos foram totalmente proibidos.
Avalon é uma ilha sagrada. Há muitas eras, pertencia ao mundo, mas hoje, está entre a Terra e o Reino Encantado, cercado pelas brumas que encobrem a ilha e a separa do mundo dos homens.
Inúmeros sítios místicos da Bretanha envolvem uma história particularmente rica e variada, figurando em cultura druida, cristãos, cultos celtas, no ciclo arturiano e na espiritualidade da Nova Era. No entanto, mesmo as associações mais antigas são relativamente novas, se comparadas com os primórdios dos marcos sagrados. Há 6 mil anos ou mais, alguns desses sítios constituíam o solo sagrado de um povo mais remoto – os adoradores neolíticos da Deusa-Mãe.
A Deusa, uma divindade da mãe-terra reverenciada pelas sociedades primitivas em muitas partes do mundo, aparentemente teve seus seguidores na Inglaterra. Em Silbury Hill há uma enorme colina perto de Stonehenge, que teria representado o ventre da deusa grávida. Para erguê-la, seus construtores teriam feito um esforço prodigioso, arrastando cerca de 36 milhões de cestas cheias de terra, durante 15 anos.
A pedra-ovo, considerada símbolo da poderosa mãe cósmica pode possuir uma energia própria: Dowsers afirma que ela emite fortes vibrações. Com quase 40 metros de altura, uma estrutura artificial pré-histórica que alguns historiadores acreditam que ela representasse um olho, um símbolo usual da deusa-mãe. O morro em si seria a íris e o círculo em seu topo, a pupila.
A 1,50 quilômetro a leste de Glastonbury, ergue-se a mais de 150 metros de altitude outra colossal gravidez da terra, o Tor, um cone extraordinário, visível de todas as direções em um raio de mais de 30 quilômetros.
Ao redor de suas encostas os terraços construídos pelos homens formam um imenso labirinto que se enrosca até o corpo. Alguns pesquisadores acreditam que esses caminhos tortuosos foram projetados para a prática de rituais pagãos, na pré-história.
O Tor é coroado pela torre em ruínas de uma igreja dedicada a São Miguel, um célebre caçador de dragões e inimigo dos espíritos do mal.
Os monges medievais erigiram a igreja com o intuito de cristianizar o local e erradicar seus vínculos com reis e deuses pagãos.
O que na minha opinião, este tipo de estratégia nunca funcionou, pois a fé está dentro de nossos corações, em nossos pensamentos e a natureza é a nossa razão principal, não serão templos erguidos pelas mãos de mortais que irão fazer de nós pessoas boas ou ruins.
Segundo uma lenda celta, a entrada para Annwn, a morada subterrânea das fadas, pode ser encontrada através de túneis e câmaras naturais localizadas debaixo do Tor. Seria através desse portal que Gwynn ap Nudd, rei das fadas, teria partido em caçadas selvagens para encontrar e roubar os espíritos dos mortos.
O Tor de Glastonbury é inconfundível em uma vista aérea. Sobressai de tal maneira na paisagem, que induziu à hipótese de ter servido como referência para a aterrissagem de discos voadores. “Tor” em celta significa Portal, passagem; estaria ali o umbral que permite a passagem do nosso mundo para a ilha sagrada de Avalon.
                          
Uma tradição milenar relata também que está em Glastonbury (antiga Ilha de Avalon) o Poço do Cálice Sagrado (Chalice Well), onde José de Arimatéia, amigo e protetor de Cristo, no ano 37 d.C., teria escondido o Santo Graal, o cálice da Santa Ceia, contendo o sangue de Jesus. O poço fica nas proximidades da colina de Tor.
É um lugar muito apreciado para meditação. De uma fonte, sai uma água pura e cristalina com propriedades medicinais. O sangue do cálice teria sacralizado e tingido a água pura do poço.
Esta é realmente vermelha. Segundo cientistas, devido ao alto teor de ferro no solo. Para os turistas e locais, beber as águas do "Chalice Well" é beber da própria fonte da juventude.
Enfim, Glastonbury é um berço sagrado que abriga muitos mistérios...


AVALON, A ILHA SAGRADA DAS FADAS, BRUXAS...



Avalon,  palavra provavelmente do celta, abal: maçãs. A terra dos Deuses, a ilha das maçãs, um reino de pura beleza e amor, de maravilhas, da magia da grande Deusa, a busca constante de todo o ser humano que, apesar de todas as desilusões, ainda tem a esperança de fazer deste mundo uma lenda real, ou seja, um lugar melhor para se viver.
A maçã representa a imortalidade, o conhecimento e a magia. Existem vários relatos referentes a sua simbologia e às viagens célticas, conhecidas como Immran, ao Outro Mundo, supostamente, uma realidade contígua à realidade comum.
Os Immram, são jornadas místicas, nas quais um herói é atraído por uma fada, que lhe entrega um ramo de maçã e o convida para ir para o Outro Mundo, como em "A Viagem de Bran", Filho de Febal. Outro Immram, relata "A Viagem de Maelduin", que trata da busca do herói pelos assassinos de seu pai. Ele passa por uma ilha onde encontra uma macieira e dela corta um ramo com três maçãs. Estes frutos são capazes de saciar a sua fome e a de seus companheiros por quarenta dias sem ingestão de qualquer outro alimento. (Jean Markale, 1979:246).
Avalon também recebe o nome de Ilha Afortunada, pois suas colheitas são fartas e abundantes. Diz a lenda que, era governada por Morgana e suas nove irmãs, sacerdotisas guardiãs do caldeirão do renascimento, símbolo da Grande Deusa, capaz de curar todos os males. Além de evocar as brumas para adentrarem à ilha encantada.
Avalon está associada a Caer Siddi (Fortaleza das Fadas), o Outro Mundo ou Annwn, a Terra da Eterna Juventude. Ilha feérica, onde apenas o povo das fadas e os nobres cavalheiros de alma pura podiam adentrar.

Existia em Caer Siddi uma fonte que jorrava vinho doce e onde o envelhecimento e a doença eram desconhecidos. Entre os seus tesouros havia um caldeirão mágico, tema diretamente ligado à abundância existente na Ilha das Maçãs. (Ellis, 1992:25; Geoffroy de Monmouth, Vita Merlini e Jean Markale, A Grande Epopeia dos Celtas).
Na mitologia céltica existem dois tipos de mitos sobre o caldeirão: o caldeirão do renascimento e o caldeirão da abundância. Dagda, pai de todos os Deuses, possuía um caldeirão proveniente da cidade de Múrias. Ao provar dele, ninguém passava fome, (Ellis, 1992:77). Já Matholwch recebera o caldeirão do renascimento do Deus Bran e com ele era possível ressuscitar um morto, mas que perderia a capacidade de falar. (Mabinogion, 1988:31).
O caldeirão, mais tarde, deu origem ao mito do Graal, inicialmente nas obras de Chrétien de Troyes. Com a sua cristianização em fins do século XII, o conteúdo do cálice passou a ser o sangue de Cristo. Simbolizando o conhecimento e o alimento da alma. A propósito da temporalidade do Outro Mundo, representada pela "Insula Pomorum", Ilha Paradisíaca, onde a passagem do tempo não é percebida pelos humanos que para lá vão, como pode ser visto nos relatos sobre Bran. (Le Goff, 93).
A ilha sagrada de Avalon não existe nas dimensões de tempo e espaço conhecidos por nós. Ao longo dos séculos, as pessoas tentam localizá-la, em locais como: o País de Gales, a Irlanda, a Cornualha e a Bretanha.
A cidade de Glastonbury, em Somerset na Inglaterra, é particularmente associada a Avalon, através dos seus mitos e lendas locais, relacionando a colina do Tor como sendo a entrada do Annwn, lar de Gwynn ap Nud, o rei das fadas e guardião do submundo. Descendo a colina, em meio aos carvalhos, chega-se a "Chalice Well Gardens", os Jardins do Cálice Sagrado, fonte de água avermelhada com propriedades curativas, reforçando o mito do Santo Graal.
Invisíveis aos olhos descrentes, as brumas revelam seus mistérios apenas aos que servem ao princípio maior, junto aos Deuses. A lenda se torna realidade, mas o medo, como sempre, é o grande desafio daqueles que estão na travessia deste portal mágico, prestes a desvendar os segredos do Outro Mundo.
Avalon é o templo do mundo interior, terra da eterna magia e saber que oferece iniciação e esclarecimento a todos que iniciam nessa jornada. E, somente, aqueles que compreendem que a vida é infinita em suas possibilidades poderão abrir as portas deste mundo.
O universo nos coloca, sincronicamente, em caminhos que irão modificar não apenas a nossa existência, mas toda a realidade que nos cerca.
Avalon se apresenta nos corações daqueles que são sinceros e seguem o que lhes foi traçado pelos Deuses, mas, somente nós somos os responsáveis por tecer o fio do nosso destino.

A Floresta Sagrada

A Floresta Sagrada é morada das árvores anciãs, que nos orientam a sustentar nosso viver; das tempestades intensas, que nos ensinam como somos afetados pelos elos e conexões com as leis naturais. Ela é também lar das calmas chuvas que animam nossos passos suados e cansados; dos peixes, que nos despertam para fluir nos caminhos das águas da vida; dos mosquitos, que nos alertam sobre o cuidar de si; dos sapos, que anunciam o próximo dia; das borboletas, que nos ensinam a responsabilidade da transformação e a busca da origem de quem realmente somos. Afinal, somos natureza, floresta... Somos vida.

O ser humano se distanciou do Sagrado e vê a natureza com objetivos ilusórios de poder e controle, provocando a infeliz trajetória de destruição da vida, do desmatamento, da biopirataria, da manipulação da vida em laboratório.

O homem cria meios de finalizar o ciclo natural, como a monocultura, na qual um vegetal é rigidamente confinado com fins produtivos, para obter quantidades absurdas de produtos, trocando o “sistema natural” pelo "egossistema".

Essa atitude gera um grande desequilíbrio e, no caso de uma floresta nativa, que acompanha o ciclo natural do existir em elo, um vegetal auxilia a continuidade de outra espécie vegetal. Já o plantio de uma só cultura produz uma infinidade de impactos ambientais, disseminando problemas e doenças, e levando os seres humanos a mexer intensamente na genética da planta para compensar o erro original; e faz isso sem qualquer lucidez ou ética.

Os ciclos estão sendo rompidos com imensa facilidade. Mesmo com a natureza ensinando que se leva um tempo enorme para construir, além de muito trabalho, e que destruir é muito mais rápido, a arrogância do ser humano faz com que pense que tem o poder em suas mãos, levando-o a criar condições terríveis para a continuidade da vida na Terra.

O excesso de informação corrompida leva-o a pensar que viver numa floresta é algo absurdo, primitivo. Esse tipo de pensamento sequer deixa espaço para a mente criar uma tecnologia natural voltada a nutrir a terra e a viver em harmonia com as florestas do mundo.

As florestas do mundo são o mundo, e nós seres humanos somos filhos destas várias mães, que nos sustentam, nos ensinam, nos alertam para a condição de seres vivos. Desta maneira, desconsiderar o que é uma floresta é negar a própria origem, apagar o caminho de nossa existência, acreditando que poderemos reverter facilmente o mal que realizamos.

A sociedade contemporânea prioriza o instantâneo, afirmando que necessitamos viver enquanto existe vida e deixando que nossos filhos e netos dêem um jeito na situação, vendendo a falsa idéia que, com o avanço tecnológico, alcançaremos uma solução sem esforço, dando a esperança de que não precisaremos fazer nada para consertar o que fizermos de errado, pois a tecnologia a “ser descoberta” o fará.

Essa maneira de pensar afirma que a floresta se encontra sentenciada ao desaparecimento e, então, busca aproveitar o agora, porque amanhã ela não existirá mais. Isso sem contar as terras que são vendidas ou doadas para fins agropecuários, para pessoas sem amor ou compreensão do ecossistema, da biodiversidade e dos mais simples fluxos da vida.

Quando uma pessoa entra numa floresta somente para se divertir, por curiosidade, ela não absorve a lucidez que a vida natural ensina. Ela está ali pela superficialidade da experiência e acaba se deixando levar pela falta de atenção, deixando passar um vegetal que está à sua frente, passando para outra planta que se encontra adiante, limitando sua percepção visual, auditiva e sinestésica a um minúsculo mundo de querer e desejar. Sem saber por que realmente está fazendo aquilo, perde a real extensão da mãe-natureza.

Se vivêssemos segundo o equilíbrio e a sabedoria dos elos e da natureza, poderíamos crescer e sustentar todas as pessoas que existem no planeta hoje. Bastaria seguir a sabedoria do fluxo das leis naturais, e este pensamento, transformado em atitudes reais, proporcionaria uma visão apurada do que é uma floresta. Deixaríamos a visão de “bicho na natureza selvagem” e reconheceríamos que uma formiga é um ser tão sábio quanto uma onça, que os cupins são tão nobres quanto uma arara, que os pernilongos são os guardiões da floresta. Nossa visão se ampliaria e mudaria.

Abrindo nosso campo interno para acolher a vida, conseguimos observar a natureza para entendê-la. O ser humano adquire a capacidade de ir além do visível, dos dados técnicos e mapas gráficos, passando a ser um com a natureza.

O externo se conecta com o interno e, nesta nova condição, pode entender que a floresta é o portal de retorno ao Sagrado, o local em que todos os meios sensoriais se comunicam em amplas freqüências, um ponto em que percebemos o espiritual em tudo.

Nesse caminho, compreendemos que as árvores conversam em um sistema avançadíssimo de conexão, no qual vibrações são transferidas a longas distâncias e se materializam em movimentos como aromas, campos magnéticos, fluxo de temperatura, entre outros milhares de manifestações próprias dos seres que já estão num nível de consciência expandida.

O tempo, nesse ponto, é diferente. Basta observar uma árvore com 150 anos. Nascida de uma semente, viveu cada etapa desse tempo, passando por vários momentos como chuva, calor, frio. Nela, vários seres fizeram ninhos, viveram e morreram por gerações e, como uma mãe, ela sustentou esses ciclos de existência.

Nos ciclos da natureza observamos nascimento, vida, morte e renascimento. No nascer físico de um ser humano, o feto é a reunião biológica de um novo corpo para um ser que é antigo como espírito. Essa ação produz para este novo ser uma oportunidade para seu amadurecimento, na vida física.

Essa mesma situação ocorre com uma semente no ciclo de vida de uma árvore, no qual ocorrem a gestação, o desenvolvimento dessa vida, o parto, a infância, a adolescência, a maturidade e a velhice, ensinando a planta sobre a sabedoria do renascimento

No crescimento da árvore, em seu amadurecimento, há a vinda das flores, dos frutos e, com eles, as sementes. Estas caem das árvores e encontram o solo. Essa aparente queda das sementes é a doação sagrada, o parir de uma nova vida, e esse cuidado é tão amplo que muitas árvores soltam suas folhas ao solo, formando um manto sustentador no qual as sementes vão cair, manifestando naturalmente sua germinação. E na semente encontra-se toda a potência e sabedoria da árvore-mãe que, pouco a pouco, irá se manifestar em plenitude.

Essa nova árvore é a essência de sua mãe-anciã; o corpo desse vegetal é novo, mas sua essência é a mesma que a mais antiga de sua espécie; embora a árvore seja da mesma espécie, em seu crescimento, ela irá mostrar um movimento próprio mediante seu entrecruzamento com os ventos, com a chuva, com os raios do sol, além de outros milhares de entrecruzamentos. E assim a vida expressa sua beleza de dentro para fora, da origem para a extensão.

A floressta ensina pelo silêncio. Basta observar o tronco de uma árvore por dentro e perceberemos vários movimentos nas fibras ou estruturas: são as “palavras de ensino” que a sabedoria daquela árvore nos transmite. Por exemplo: a existência de árvores mais fibrosas do que outras; de madeira dura e madeira mole; os pontos de reunião, conhecidos como "nós"; regiões expandidas, por esta razão, mais claras e moles.

Os caminhos na fibra são usados como um guia pelo marceneiro no momento em que precisamos materializar algum utensílio para nossa vida, pois são expressões da sabedoria das árvores. Ao segui-los, poderemos notar que a materialização do utensílio fica mais clara, tranqüila e simples.

As árvores não falam com palavras. Seu idioma são os movimentos de suas fibras, suas cores e toda sua manifestação como seres da natureza. Quando uma árvore já realizou toda a sua expansão e se encontra na velhice, isto fica aparente em suas cascas e poderemos observar em suas folhas o caminho da morte.

E nesse movimento da lei cósmica ocorrerá a reunião e a expansão, e a árvore morrerá de um estado para renascer em outro. Seus pedaços apodrecidos dentro da floresta úmida são os mantos sustentadores do nascimento de novas vidas, de microrganismos que trarão a força de ignição na germinação e no crescimento de novos vegetais.

Na floresta, há vida em todos os lugares. Mesmo que ela nos pareça vazia, é apenas uma ilusão dos ruídos da mente, pois há muitas vidas embaixo ou acima da terra, no alto das árvores, no céu, em todos os lugares da floresta.

Quando se expande a consciência, caminhar dentro de uma floresta é desenvolver a flexibilidade interna e externa, pois temos de mexer o corpo, adaptar-nos à caminhada. Abaixando-nos para passar debaixo de um tronco, arrastando-nos para atravessar algum local, damos voltas, começando novos caminhos.

E esses são movimentos que estimulam a maturidade espiritual do ser, pois eles nos lembram que, quando a floresta chamar, nós saberemos como entrar devagarzinho, observando o caminho e sempre na direção que o fluxo da vida vai ensinar.