sexta-feira, 13 de maio de 2011

Magia e Encantamento das Árvores

O culto às árvores é a primeira forma que surgiu de religião. O culto envolvia originalmente o sacrifício de seres humanos e de animais aos "espíritos das florestas" em troca de proteção contra o infortúnio.
Finalmente esse costume bárbaro foi abandonado e surgiram atos mais civilizados e menos repulsivos, como o bater na madeira para afastar olho-grande, que se mantém até hoje.
A Arvore, símbolo fálico e sagrado para vários deuses e deusas, representa a vida e a imortalidade. Na história, existiram várias associações mitológicas entre deidades e árvores, como a de Apoio e o louro, Attis e o pinheiro, Atena e a oliveira, Osíris e o cedro, e Júpiter e o grande carvalho.

A árvore é o símbolo mais poderoso e majestoso de vegetação e teve papel importante em várias lendas da antiguidade. Acreditava-se que várias deidades, tanto do panteão grego como do romano, tinham nascido sobárvores, e, em vários mitos e fábulas, heróis incontáveis (e também deuses) eram magicamente transformados em árvores como resultado da pena
ou da ira dos deuses poderosos.

As árvores têm sido encarnações e símbolos de várias deidades (Gautama Buda encarnou como espírito de árvore 43 vezes) e também serviram como residência de espíritos, ninfas e vários outros seres sobrenaturais, aosquais eram consagradas.
O génio da antiga Arábia vivia dentro de árvores e possuía poderes de mudar as formas. Na Alemanha e na Escandinávia, acreditava-se que criaturas semelhantes a duendes estranhos, conhecidas como "esposas-de-musgo" ou "mulheres-selvagens", habitavam determinadas
árvores nas florestas. Na Rússia existem histórias de demónios de um olho só. Na América do Sul, fantasmas perigosos da floresta, que atraem os humanos para a morte, habitam as florestas. No folclore japonês,existem grotescos espíritos da floresta que possuem cabeça e patas de falcão, corpo de homem e um grande nariz. No antigo Egito e na Pérsia,
vários deuses e deusas frequentemente habitavam ou tomavam a forma de árvores (sicômoros sagrados em particular), e, na Grécia, as três ninfas conhecidas como dríades e hamadríades tinham a vida ligada adeterminada árvore, sentindo qualquer dano a algum galho ou ramo, como um ferimento, e morrendo quando a árvore murchava ou morria.

Assim como havia associações mitológicas entre os deuses e as árvores, havia também associações entre elas e as ninfas; Rea e a romã; Hélica e o salgueiro; Filira e a lima; Dafne e o laurel, entre outras.
As árvores são reverenciadas na África, e acredita-se que sejam habitadas por deuses tribais e espíritos benevolentes que dão o sol e a chuva, fazem as sementes crescerem e abençoam as mulheres com afertilidade. Entretanto, é crença comum entre o povo Basoga da África
Central que um espírito da árvore ficará enraivecido se sua moradia for cortada e trará a morte para o chefe da tribo e para toda a sua família.
Os iroqueses e outras tribos nativas americanas acreditam que cada árvore possui o seu espírito guardião ou deus guardião, sendo costume agradecer-lhe pêlos presentes que dão em forma dos frutos.

Os textos religiosos japoneses mencionam Kuku-No-Chi, um deus que habita os troncos das árvores, e Hamori, um deus que protege as folhas das árvores. Os japoneses também acreditam que cada árvore é protegida por sua própria deidade particular.


AS ARVORES NA RELIGIÃO ANTIGA
A árvore é um dos símbolos tradicionais mais essenciais, e seu culto tem sido parte importante e altamente influente na história da religião de quase todas as raças sobre a face da terra.
No culto às árvores de muitas culturas pagãs antigas, a maioria delas era tida como feminina, e sua seiva, oferecida em cálices dourados aos deuses. Acreditava-se que todas as suas partes possuíam poderes místicos, e os rebentos que nasciam sobre as sepulturas dos sereshumanos ou dos animais sacrificados eram tidos como especialmente sagrados.

As árvores eram símbolo essencial da religião caidéia. Símbolos em forma de árvore foram encontrados nos templos antigos e em cilindros gravados, e há descrições de usos dos ramos tanto nas cerimónias religiosas como mágicas nos textos sagrados dos caldeus.
Na antiga Ática, durante a orgia dionisíaca (o festival do deus grego do vinho, Dionísio), as árvores eram cobertas com vestes e jóias para representar o deus. Essa prática era também comum em outros festivais gregos (e também romanos).
Árvores sagradas estilizadas, cercadas de seguidores e decoradas com guirlandas aparecem em muitas esculturas indianas dos tempos antigos.
(Outro estágio de estili-zação da árvore sagrada é sua decoração com máscara ou artigo de vestuário para simbolizar a deidade; e, por fim, a escultura do seu tronco numa estátua.)
Na Grécia, quando se honrava um deus ou uma deusa, eram colocadas grinaldas feitas dos galhos da sua árvore sagrada sobre a mesma, que era, então, adorada. Penduravam-se, também, várias oferendas e presentes, trofeus de caça e armas dos conquistadores para trazer boa sorte.

Mesmo após muitos pagãos terem sido convertidos aos novos caminhos do cristianismo, as pessoas continuaram a acender velas e a oferecer pequenos sacrifícios sob árvores sagradas. (Nos tempos atuais os Bruxos ainda penduram guirlandas sobre certas árvores e dançam em torno de seus troncos.)


YGGDRASIL
O conceito de universo como árvore aparece repetidamente na mitologia e no simbolismo pagãos, sendo talvez mais bem conhecido na sua formaescandinava, onde, acredita-se, um freixo gigante sempre verde, conhecido como "Yggdrasil", é a "Arvore do Mundo", que liga o Céu ao submundo. Seu tronco sagrado passa pelo centro do mundo, e seus galhos se espalham sobre os céus e estão cheios de estrelas brilhantes. As três deusas do destino habitam suas raízes, junto com uma serpente gigantesca, semelhante a um dragão. Debaixo do Yggdrasil, os deuses teutônicos se reúnem todos os dias para julgar.


A ARVORE DA VIDA
O folclore e as mitologias de várias culturas diferentes em todo o mundo contêm uma gigantesca Árvore da Vida, que é a essência de todas as árvores e cujos frutos conferem a imortalidade quando comidos pêlos mortais.
A Árvore da Vida, na lenda nahua, era a piteira — uma planta tropical que se dizia ter sido descoberta pela deusa de 400 troncos Mayauel. (De acordo com a antiga religião asteca, o "leite" da piteira fora utilizado pelo deus de cabeça de cachorro, Xolotl, para nutrir o primeiro homem e a primeira mulher criados pêlos deuses.)

Na Cabala, a Árvore da Vida é um diagrama místico de Deus, do homem e do universo, e até na Bíblia (Génesis, capítulo II) existe menção à Árvore da Vida que crescia no Jardim do Éden junto com a Arvore do Conhecimento do Bem e do Mal, que originou o fruto proibido.

De acordo com a lenda dos chineses, indianos e sul-americanos, as almas dos mortos ascendem ao reino do paraíso pelo tronco de uma Árvore da Vida sagrada. A macieira era a Árvore da Vida adorada pêlos antigos celtas. A chinesa era tanto o pessegueiro como a tamareira. A dos semitas era também a tamareira, e Árvore da Vida na história do "Jardim do Éden", daBabilónia, era a palmeira. Na Índia, a Árvore da Vida sagrada (Asvatthd) era a figueira. Como o Yggdrasil, seus galhos atingiam o céu, e suas raízes desciam àsprofundezas do submundo.
A figueira é tida como a Árvore da Vida por muitos povos, sendo com frequência adorada como a Árvore do Conhecimento. Os kayans do Boméu Central acreditam que se originaram dos ramos e das folhas de uma Árvore da Vida milagrosa que, no início dos tempos, caiu
dos céus na terra.


BOSQUES SAGRADOS
No Antigo Testamento existem numerosas referências a bosques sagrados e a altares neles erigidos.
Na mitologia grega, um oráculo do deus Zeus estava localizado num bosque sagrado de carvalhos. Um bosque sagrado em Dodona possuía o dom da profecia, e os fogos das vestais que ardiam no bosque consagrado em Nemi consistiam de varetas e galhos de carvalho.
Uma árvore grande dentro de um bosque sagrado representava a deidade masculina dentro da Deusa, tanto como filho quanto como amante, e o ato de quebrar um dos seus galhos significava o mesmo que ameaçar o deus de castrá-lo.
Nos bosques de Diana, em Nemi, os reis sagrados combatiam os inimigos que ousavam quebrar um galho das árvores sagradas. Os sacerdotes patriarcais tendam os bosques sagrados e os consideravam perigosos emaus. Aqueles que os tentavam destruir eram punidos com uma maldição da mãe-Deusa, como aparece em vários mitos moralizantes, como o de Erisichton, que foi transformado num mendigo sujo e desgraçado pela ira
da deusa Demeter.
umbigo do culpado e pendurá-lo na parte da árvore que tinha sido atingida. Esse era, então, conduzido em torno do tronco várias e várias vezes ate que o lado interno do seu corpo estivesse ferido para substituir a casca retirada.
Em várias outras partes do mundo existem leis contra o corte de árvores ou de danos causados a elas, e até o século 14 o simples ato de quebrar um galho era considerado pecado na Láturânia.


ARVORES E VAMPIROS

Na Era das Trevas, os juníparos eram utilizados como proteção contra vampiros em vários países. Acreditava-se que freixos, oervinas e sorveiras possuíam qualidades místicas e protetoras, e a madeira dessas árvores em particular era esculpida em forma de estacas e enterradas no coração dos corpos suspeitos de se transformarem em vampiros e de se levantarem das tumbas à noite em busca de sangue humano.

TRADIÇÕES SOBRE AS ÁRVORES
Desde os tempos antigos, as árvores têm desempenhado papel importante na medicina popular, no xama-nismo, na divinação, na magia e na superstição. Suas raízes, cascas, folhas, galhos, sementes e frutos curaram muitas doenças, protegeram casas, seres humanos e animais contra o mal, a má sorte e os raios, trouxeram força para bebidas e poções mágicas e afrodisíacos, e auxiliaram Bruxos e Feiticeiros no lançamento de todos os tipos de encantamentos maravilhosos da magia.


ACÁCIA
Na índia e na Patagônia, acredita-se que a acácia seja habitada por espíritos, sendo realizadas várias oferendas e sacrifícios em troca de fertilidade, cura e proteção contra o mal e o infortúnio. A madeira da acácia é ritualisticamente queimada nos altares sagradosdos budistas e utilizada para preparar os fogos sacrificiais dos hindus.

AMIEIRO
Nos tempos antigos, o amieiro era usado nos ritos de idolatria em honra à deusa Astarte e nas práticas divina-tórias para diagnosticar doenças. Segundo a lenda, o amieiro sangra, chora e começa a falar quando écortado. Houve uma época em que era ilegal cortar um deles.
É usado, na medicina popular, no tratamento de queimaduras, coceiras e reumatismos.

MACIEIRA
A macieira é conhecida na Europa como Árvore da Imortalidade pela Sabedoria", e seu fruto tem sido assunto de inúmeros provérbios e ditos populares.
De acordo com lendas irlandesas, as macieiras (como as nogueiras, os carvalhos e as cinco árvores místicas que representam os cinco sentidos) eram produzidas pelo deus trifólio (ou trevo) Trefuilngid Tre-Eochair, que foi associado a São Patrício, e, também, eram conhecidas como a Árvore Tripla ou Chave Tripla (nome que se refere ao tridente, ao falo triplo, destinado a fertilizar a Deusa Tripla.)
Em várias partes da Europa planta-se uma macieira quando nasce um bebé e acredita-se que esse bebé crescerá ou definhará junto com a árvore. O costume de plantar uma "Árvore do Nascimento" é também comum na África Ocidental, na Papua, Nova Guiné, no sul dos Estados Unidos e em regiões do Bornéu holandês.
Na mitologia dos índios iroqueses, a macieira é a árvore central do Céu. A madeira da macieira é transformada em varetas que são utilizadas para traçar círculos mágicos, e o seu futuro usado na magia do amor, nosencantamentos Vudu de amor, nos amuletos para fertilidade, nas divinaçoes e nos encantamentos para imortalidade. Os clérigos da Idade Média acreditavam que as feiticeiras podiam provocar uma possessão demoníaca por intermédio'de maçãs encantadas ouenvenenadas dadas as suas vítimas escolhidas.
A tradição de procurar maçãs no Halloween é remanescente da antiga divinação mágica druida do casamento, e, na Europa medieval, acreditava-se que uma mulher solteira poderia ver a imagem de seu futuromarido se descascasse uma maçã diante de um espelho iluminado por uma viIa na noite do Halloween.
A maçã é mais conhecida como o fruto proibido comido por Adão e Eva, mas o fruto não foi identificado na Bíblia, e a maçã nunca mencionada em relação à história de Adão e Eva.

FREIXO
Na Irlanda, as varetas feitas de freixo eram usadas pêlos druidas nos seus rituais mágicos. Na Escócia, o freixo era usado para proteger as crianças dos feiticeiros e, na Inglaterra, como remédio popular para curar verrugas.As crianças eram frequentemente rezadas com ramos de freixo para serem curadas de cortes e raquitismo.Bastões de freixo eram usados para curar doenças pela magia em animais domésticos, para traçar círculos mágicos e manter longe as serpentes.

BAMBU
O bambu simboliza, na Índia, a amizade, sendo o emblema do fogo sagrado. Sua madeira é comumente usada em rituais mágicos das tribos melanésias e entre os Semang da Malaia. No Japão, é tida como sagrada e está ligada ao culto da lua e à magia lunar.

FIGUEIRA DE BENGALA
A figueira-da-índia é sagrada para os videntes e ascetas da Índia, sendo a Árvore do Conhecimento na mitologia indiana. O deus hindu Vishnu nasceu sob a sombra de uma figueira-da-índia, e acredita-se que aquele que duvidar e danificar ou cortar uma delas despertará a ira dos deuses e será punido com a morte.

LOUREIRO
O loureiro é tido como símbolo da ressurreição, sendo usado na cura, na divinação e nos sonhos mágicos. Os herbalistas da antiguidade usavam suas raízes para tratar as enfermidades do fígado, do baço e de outrosórgãos, internos. Acreditavam que os frutos da árvore podiam neutralizar o veneno das criaturas peçonhentas e auxiliavam no tratamento das tosses e da tuberculose. As folhas eram tidas como altamente místicas, sendo usadas para proteger as casas dos raios e dos trovões, e para manter longe os feiticeiros e os demónios.

VIDOEIRO
Na mitologia escandinava, o vidoeiro simboliza o renascimento da Primavera. Como uma árvore da magia, o vidoeiro é usado nos rituais de purificação e nos trabalhos com o tempo atmosférico. A vassoura dos Bruxos (de galhos) era tradicionalmente feita de vidoeiro.
É uma antiga superstição na Terra Nova que uma vassoura de vidoeiro "limpará" a família.
Uma vassoura especial feita com galhos de vidoeiro era usada na Europa medieval como açoite para exorcizar os demónios, os duendes e os fantasmas. Em certas áreas da Rússia é costume, no domingo de Petencostes, vestir um vidoeiro com roupas de mulher.

CEDRO
Na Mesopotâmia, o cedro era tido tanto como deidade quanto como oráculo. Diz-se que para revelar os que praticam as artes negras da feitiçaria basta queimar varetas de sabugueiro no fogo da noite de Natal oucortá-las na véspera do dia de São João. Os frutos podem ser levados nos bolsos, como amuletos para proteger contra a inveja venenosa e também podem ser usados em torno do pescoço, como remédio mágico contra hidropisia. As flores do sabugueiro, com seu perfume doce e acentuado, há muito são associadas à morte e aos funerais, e houve época em que se acreditava que, se um broto de sabugueiro plantado numa sepultura começasse a crescer, era sinal de que a alma de quem estivesse ali enterrado se
encontrava em paz.
Antigamente penduravam-se flores de sabugueiro nas portas do estábulo para proteger os cavalos da magia negra. Guirlandas feitas com elas eram usadas pêlos druidas para decorar altares sagrados para Beltane e para afastar as influências malignas.
Os nativos americanos chamavam o sabugueiro de "árvore da música" e faziam flautas mágicas dos seus ramos. Usavam também a casca como antídoto, sob a forma de cataplasma, nas inflamações e nos inchaçosdolorosos.
Todas as partes do sabugueiro têm sido usadas pela medicina popular no tratamento de numerosos distúrbios e doenças. Os frutos de cor púrpura escura fazem um vinho delicioso, e as flores secas podem ser usadas para fazer um chá relaxante. O sabugueiro temsido usado pêlos Bruxos como afrodisíaco e pode também ser ingrediente mágico em vários encantamentos de amor, proteçào e prosperidade.

OLMO
O olmo é uma árvore frondosa que se diz possuir poder místico para proteger contra os raios. Na Inglaterra, era associado aos duendes, e os santeros da Santería o utilizavam no lançamento de encantamentos mágicos.
Segundo a mitologia teutônica, a primeira mulher sobre a terra foi criada de um olmo pêlos deuses. Na medicina popular é usado para tratar de inchações, tosses, doenças de pele e infecções venéreas.

FIGUEIRA
A figueira é o símbolo da paz e da plenitude. Acredita-se que sua sombra seja frequentada por espíritos; sua casca e frutos são usados tanto na magia como na medicina popular para tratar vários problemas e doenças.
Segundo os Evangelhos, a figueira era "amaldiçoada com a infertilidade" por Jesus Cristo porque se recusou a dar um fruto para ele fora da estação (Marcos 2: 13-22). O Livro do Génesis testemunha que as folhas da figueira foram usadas por Adão e Eva logo que eles adquiriram oconhecimento para cobrir a nudez.

AVELEIRA
A aveleira sempre esteve associada aos Bruxos, e o nome "aveleira-dos-bruxos" sobrevive até hoje. A árvore tem sido associada também ao deus Thor.
É conhecida como a "Árvore do Conhecimento" (especialmente nas lendas irlandesas), sendo usada nos encantamentos mágicos para a imortalidade, proteção e cura. Acreditava-se que os bastões de aveleira possuíampropriedades divinatórias, e há muito é usada pêlos rabdo mantos para localizar tesouros enterrados e água. São também tradicionalmente usados
como varetas pêlos magos brancos e para proteger os animais contra encantamentos das fadas ou dos demónios maldosos. Segundo o folclore galês, os ramos de aveleira tecidos em "capas do desejo" ajudam arealização dos desejos.

LOURO
O louro é símbolo da imortalidade, da vitória e da paz. Diz-se que é capaz de dotar os profetas com a visão, e está associado à inspiração poética. Suas folhas eram mastigadas pelas devotas da Deusa Tripla para induzir otranse poético e erótico. Eram também mascadas pelas sacerdotisas do Oráculo de Delfos para inspiração oracular. O louro é largamente usado em todas as formas de magia do amor, do desejo e da cura.

LIMEIRA
Na Alemanha, a limeira era sagrada. Segundo lendas populares e superstições, era habitada por duendes e possuía o poder de fazer os heróis dormirem um sono encantado.
Seus fruto é usado principalmente na magia do amor, mas, em certas partes da Índia, é o ingrediente principal em várias maldições poderosas.
Na medicina popular, a lima é usada como emplastro para ferimentos e para tratar de resfriados, dores de garganta e escorbuto.

BORDO
O bordo é o símbolo da reserva. Houve época em que seus galhos eram comumente usados como bastões de adivinhação para localizar águas subterrâneas. Suas folhas são usadas pêlos japoneses nos festivais daflorada. A decocçao feita com suas cascas é utilizada em várias tribos norte-americanas para provocar o vómito.

MURTA
A murta é uma árvore verdejante, simbolicamente associada ao amor e ao casamento, e sagrada para muitas deusas do amor. É também símbolo daautoridade, da imortalidade, da morte e da ressurreição.
Guirlandas de flores de murta eram usadas pêlos antigos noivos romanos no dia do seu casamento; mas era também o símbolo do amor ilegal ou incestuoso, e foi muitas vezes banida de várias cerimónias religiosas. Na magia popular, a murta é usada nos encantamentos de amor, nos amuletos, nos afrodisíacos das paixões e nos encantamentos para atrair boa sorte.

CARVALHO
O carvalho é uma árvore com várias e antigas associações mitológicas e mágicas. Na tradição alexandrina de Wicca, o carvalho simboliza os aspectos crescentes do ano do Deus Chifrudo. Era tida como a "árvore do oráculo", pelo filósofo grego Sócrates, e como a mais sagrada das
árvores, pêlos antigos druidas celtas, que acreditavam que as folhas possuíam grandes poderes sobrenaturais para curar e renovar as forças.
As bolotas (o "fruto" do carvalho) eram comidas pêlos druidas na preparação para realizar profecias.
Os antigos romanos também acreditavam nos extraordinários poderes do carvalho e, para se proteger das forças do mal, eles usavam guirlandas feitas com suas folhas sobre cabeça, como coroas protetoras.Sacrifícios humanos eram realizados ao deus fenício Baal "sob cada
carvalho frondoso" (Ezequiel 6:13), e, na Estónia, o sangue dos animais sacrificados era despejado nas suas raízes, como libação aos deuses. O carvalho é a madeira tradicional e essencial para as achas do Natal e nas fogueiras do Solstício de Verão. Seus ramos são usados nos encantamentos wiccanianos para atrair boa sorte, e a casca da árvore é transformada em incenso para glorificar deuses e deusas para os quais o carvalho é sagrado. Na medicina popular, o chá de carvalho é usado no tratamento de oxiúros, pedras da vesícula, dentes moles e doenças venéreas.

OLIVEIRA
O oliveira é um símbolo da paz e das bênçãos divinas. Seus ramos faziam as coroas que eram usadas pêlos noivos gregos, conquistadores romanos e deuses que viviam no topam do Monte Olimpo. Ramos de oliveira eram colocados em chaminés e sobre as portas para impedir a queda de raios e para afastar feiticeiros, demónios e fantasmas.
A oliveira e seu fruto têm sido usados em encantamentos para cura, na magia do amor e nos antigos ritos de fertilidade. Seu óleo é usado para untar velas de altar, abençoar estátuas religiosas e alimentar lâmpadas sagradas de templos.

LARANJEIRA
A laranjeira é o símbolo do amor eterno, da castidade e da pureza. Suas flores eram usadas como flores de noivado, e seus frutos, pêlos praticantes de Vudu na magia do amor, e pêlos feiticeiros europeus na magia negra complacente.

PALMEIRA
A palmeira é a Árvore da Vida e local de habitação da Deusa e vários mitos antigos. É usada pêlos santeros nos rituais de fertilidade e na magia de trabalhos com o tempo atmosférico.

PESSEGUEIRO
Na China, o pessegueiro é emblema da longevidade e símbolo sagrado do ioni da Deusa. Acreditava-se que a árvore possuísse forças espirituais fortes, e as varetas mágicas feitas dos seus galhos eram usadas pêloschineses nos encantamentos de imortalidade, nos rituais de fertilidade e nos ritos para manter os demónios e espíritos malévolos afastados O pessegueiro, no Japão, simboliza a fertilidade, e sua madeira é usada para bastões divinatórios pêlos rab-domantes.
Varetas de pessegueiro são usadas na medicina popular para tratar problemas de estômago, abdómen inchado e dores no coração. Segundo uma antiga crença, na Itália e nas regiões do sul dos Estados Unidos, as verrugas podem ser curadas, enterrando-se folhas de pessegueiro

PEREIRA
Em várias partes da Europa planta-se uma pereira quando nasce uma menina, e acredita-se que a criança crescerá ou definhará junto com a árvore

PINHEIRO
O pinheiro simboliza a vida, a longevidade e a imortalidade. A pinha é o símbolo semítico da vida. Na mitologia japonesa, os espíritos do pinheiro são conhecidos como Jo e Ubá. Essas árvores são o símbolo da fidelidade no casamento, e existem numerosos mitos sobre amantes devotados que foram magicamentetransformados em pinheiros. Os galhos do pinheiro são utilizados em várias cerimónias dos nativos americanos, e sua fumaça é usada pêlos indianos para tratar problemas de reumatismo, tosse e resfriados.
Elas são plantadas como "Árvores do casamento" no Tirol e usadas pêlos Bruxos na Europa e nos Estados Unidos com o objetivo de proteção, cura e encantamentos, bem como para atrair o afeto de uma pessoa. O incenso depinho é comumente usado na magia para desfazer outra, e nos ritos de purificação.

ÁLAMO
O álamo-branco é tido como a árvore do Equinócio do Outono e da antiguidade. Na Grécia pré-helênica, o álamo-preto era usado como "árvore de funeral" e consagrado à Mãe Terra.
No antigo folclore romano, os álamos eram sagrados para o herói Hércules, e, no século 17, na Inglaterra, suas folhas constituíam ingrediente importante nos "caldos-do-infemo" e nos amuletos mágicos.

SORVEIRA
A sorveira (também conhecida como freixo-das-mon-tanhas) tem várias associações mágicas e míticas. Era uma das árvores sagradas dos druidas, e acreditava-se uma proteção contra feitiçaria e espíritos do mal naIdade Média.
Os frutos da sorveira eram usados para curar os ferimentos adquiridos nas batalhas, e acreditava-se que davam ao homem um ano extra de vida. Atualmente os frutos secos são moídos e transformados em incensesmágicos que são queimados ritualisticamente para invocar a Deusa, os guias espirituais familiares dos Bruxos ou espíritos elementais.
As folhas são usadas em divinaçoes de amar e encantamentos ou em rituais
destinados a ampliar a criatividade poética. Antigamente a sorveira do Dia dos Bruxos era celebrada no antigofestival celta de Beltane (Véspera de Maio), que é, agora, um dos quatro
grandes Sabás celebrados pêlos Bruxos.

SALGUEIRO
O salgueiro, em geral encontrado próximo de poços sagrados, há muito tem sido associado à Bruxaria e ao culto da Deusa. Era tido como sagrado pêlos Bruxos e poetas pagãos, pois todas as suas partes são úteis naprática da magia. A madeira dá varetas excelentes para rituais de cura e magia lunar, e pode também ser usada em talismãs quando se busca a
proteçào da Deusa.
Os salgueiros, que são associados tanto à cura como à Primavera, são apropriados para decorar os altares no Candiemas, pois esse Sabá (também conhecido como Imbolc) é o festival de Brígida — a deusa pagã da cura edos poços sagrados. Eram usados pêlos druidas como amuletos protetores, e, na Idade Média, havia a crença comum de que as famílias dos Bruxos cresciam entre os salgueiros.
No norte da Europa, o salgueiro estava tão ligado à Religião Antiga que até a palavra witch (feiticeira) tem a mesma raiz de willow (salgueiro). Na China, o salgueiro é reverenciado como a árvore da Imortalidade, e, na Europa, é o símbolo da eloquência.

TEIXO
O teixo, como outras coníferas, é conhecido como a "Árvore da Imortalidade" em várias partes do mundo. Era comumente usado na prática da feitiçaria medieval, sendo um dos ingredientes místicos do caldeirão da Deusa-Bruxa Hécate, na peça Macbeth, de Shakespeare (ato IV, cena l) Segundo uma antiga superstição popular, o homem ou a mulher que ousar
dormir na sombra de um teixo certamente terá morte horrível ou cairá em sono encantado

CORRESPONDÊNCIAS ZODIACAIS E PLANETÁRIAS 
Temos a seguir uma lista de árvores e de seus governantes planetários, bem como de influências astrológicas correspondentes, se é que existem AMIEIRO: Vénus, Câncer (amieiro-preto) e Peixes (amieiro comum).
AMENDOEIRA: Sol.
MACIEIRA: Vénus, Libra e Touro.
DAMASQUEIRO: Vénus e Netuno.
FREIXO: Sol.
ÁLAMO: Mercúrio.
ABACATEIRO: Vénus.
BALSAMINA: Mercúrio.
BANANEIRA: Lua; Escorpião.
FIGUEIRA-DE-BENGALA: Júpiter.
LOUREIRO: Sol; Leão. ÁRVORE-DE-CERA: Mercúrio.
LOURO-DE-CERA: Ver Loureiro.
FAIA: Saturno; Sagitário.
BERGAMOTA: Vénus.
VIDOEIRO: Vénus.
ÁRVORE BO: Júpiter.
BUXO: Saturno.
FRUTA-PÃO: Vénus.
CAJUEIRO: Marte; Escorpião.
CEDRO: Mercúrio.
CEREJEIRA: Vénus; Libra.
CASTANHEIRO: Júpiter.
COQUEIRO: Vénus.
CAFEEIRO: Mercúrio e Urano.
CIPRESTE: Saturno; Capricórnio.
CORNISO: Vénus e Netuno.
SABUGUEIRO: Vénus.
OLMO: Saturno; Sagitário.
EUCALIPTO: Plutão.
FIGUEIRA: Júpiter.
ABETO: Júpiter.
ESPINHEIRO: Marte.
AVELEIRA: Mercúrio
CICUTA: Saturno; Capricórnio.
CARVALHO-SAGRADO: Ver Azevinho.
CARVALHO-DA-VÁRZEA: Ver Azevinho.
AZEVINHO: Saturno; Capricórnio.
JUNÍPERO: Sol e Marte.
COLA: Urano.
LIMEIRA: Júpiter.
MAGNÓLIA: Júpiter.
MANGUEIRA: Lua.
BORDO: Júpiter.
LENTISCO: Marte; Escorpião.
NESPEREIRA: Saturno.
FREIXO-DA-MONTANHA: Lua.
AMOREIRA: Mercúrio e Júpiter.
MIRRA: Júpiter; Aquário.
MURTA: Vénus.
NOZ-MOSCADA: Júpiter e Urano.
CARVALHO: Júpiter; Sagitário.
OLIVEIRA: Sol e Júpiter.
LARANJEIRA: Vénus e Netuno; Leão.
PALMEIRA: Sol; Escorpião.
PESSEGUEIRO: Vénus e Netuno.
PEREIRA: Vénus e Netuno.
FIGUEIRA-DOS-PAGODES: Júpiter.
PINHEIRO: Saturno.
PIPAL: Ver Figueira-dos-pagodes.
PLÁTANO: Vénus e Júpiter.
AMEIXEIRA: Vénus.
ROMÃZEIRA: Vénus, Mercúrio e Urano.
CHOUPO: Saturno.
MARMELEIRO: Saturno.
SORVEIRA-BRAVA: Lua.
SORVEIRA: Saturno.
ESTORAQUE: Sol.
SUMAGRE: Júpiter.
SICÔMORO: Vénus e Júpiter.
TAMARINEIRO: Saturno.
NOGUEIRA: Sol.
SALGUEIRO: Lua.
TEIXO: Saturno; Capricórnio.

ÁRVORES DAS DEIDADES PAGÃS, DAS NINFAS E DOS HERÓIS 

Temos a seguir uma lista de árvores que são sagradas para as deidades
pagas, para as ninfas e para os heróis.

AMIEIRO: Bran.
AMENDOEIRA: Artemis, Attis, Chandra, Hécate, Júpiter,
Fillis e Zeus.
MACIEIRA: Afrodite, Flora, Hércules, as Hespérides, Frey,
Idhumm, Pomona e todas as Deusas do Amor.
DAMASQUEIRO: Vénus.
FREIXO: Akka, Marte, Odin, Poseidon e Rauni.
ÁLAMO: Gaia (Mãe Terra), os Maruts, Nunu e Zeus.
ABACATEIRO: Flora e Pomona.
BANANEIRA: Kanaloa.
FIGUEIRA-DE-BENGALA: Hina, Shu, Shiva, Vishnu e Zeus.
LOURO: Apoio, Adónis, Buda, Ra, Artemis, Gaia (Mãe
Terra), Marte, Hélios, Esculápio e Dafae.
FAIA: Baco, Diana, Dionísio e Hércules.
VIDOEIRO: Thor, Kupala e a Senhora das Florestas.
ÁRVORE BO: Buda.
FRUTA-PÃO: Pukuha Kana e Opinéia.
CEDRO: Artemis, Ea e Wotan.
CEREJEIRA: Flora, Pomona e Maya, a Virgem mãe de Buda. COQUEIRO:
Ganimede e Tamaa.
CIPRESTE: Ahura Mazda, Apoio, Artemis, Astarte, Beroth, Cupido, Dis, o
Destino, as Fúrias, Hades, Hércules,Jove, Melcarth, Mitra, Ohrmazd,
Plutão, Saturno e Zoroastro.
CORNISO: Apoio, Consus e Marte.
SABUGUEIRO: as Dríades, Elle, Freya, Holda, Hylder-Moer, Vénus e todas
as figuras de Deusas-Mãe.
OLMO: os Devas, Embla, Ut e Vertumnus.
FICUS: Rômulo e Remo. FIGUEIRA: Baco, Brahma, Dionísio,
Flora, Jesus Cristo,Juno Caprotina, Marte, Maomé, Plutão, Pomona,
Zeus e a Grande Mãe indo-iraniana.
ESPINHEIRO: Baco, Dionísio, Tapio, Biblos, Atena, Pa, Cibele, Artemis,
Diana e outras Deusas lunares.
AVELEIRA: Thor e Chandra.
AZEVINHO: Fauno.
MANGUEIRA: Pattini.
BORDO: Nanabozho.
AMOREIRA: Flora, Minerva, Pomona, e San Ku Fu Jen.
MIRRA: Adónis, Afrodite, Cibele, Demeter, Hécate, Juno, Mara, Mirra, Ra,
Rea e Saturno.
MURTA: Alcina, Afrodite, Artemis, Astarte, Dionísio, Ha-thor, Mirsine,
Mirtelio e Vénus.
CARVALHO: Alá, Ares, Balder, Blodeuwedd, Brahma, Ceres, Dagda, Demeter,
Diana, Dianus, as Dríades, Hades, Har Hou, Hera, Hércules, Hórus,
Janicot, Jeová, Jumala, Júpiter, Kashiwa-No-Kami, Marte, Odin, Perkunas,
Perun, Plutão, Taara, Thor, Zeus e todos os Deuses do Trovão.
OLIVEIRA: Amon-Ra, Apoio, Aristeus, Atena, Brahma, Flora, Ganimede,
Indra, Júpiter, Minerva, Pomona, Po-seidon, Wotan, Zeus e todos os
Deuses solares.
LARANJEIRA: Hera e Zeus.
PALMEIRA: Afrodite, Apoio, Astarte, Baal-Peor, Chango, Hanuman, Hermes,
Mercúrio e Sarasvati.
PESSEGUEIRO: Flora, Pomona, Shou-Hsing e Wang Mu.
PEREIRA: Flora, Hera e Pomona.
PINHEIRO: Atti, Cibele, Dionísio, Pa, Poseidon, Rea, Shou-Hsing e
Silvano.
PLÁTANO: Helena.
AMEIXEIRA: Flora e Pomona.
ROMÃZEIRA: Du'uzu, Hera, Kubaba, Mercúrio, Perséfone, Saturno e Urano.
CHOUPO: Brahma, Dis, as Helíades, Hércules, Perséfone, Faeton, Plutão e
Zeus.
MARMELEIRO: Afrodite e Vénus.
SORVEIRA-BRAVA: todas as Deusas lunares.
ESTORAQUE: Loki, Mercúrio e Thoth.
SICÔMORO: todos os Deuses e Deusas egípcios.
TAMAREIRA: Apoio.
NOGUEIRA: Dionísio.
SALGUEIRO: Artemis, Beli, Brígida, Circe, Hécate, Hélice, Hera, Hermes,
Orfeu, Osíris, Perséfone e todos os aspectos de morte da Deusa Tripla da
Lua.
TEIXO: Hécate e Saturno.

Princípios fundamentais sobre ataque e autodefesa psíquicos

Ataques psíquicos existem? Óbvio. São sempre intencionais? Não.

Partimos do ponto onde compreendemos que de tudo no universo emana energia. De pedras a pessoas. Magia é lidar com as diversas energias que existem. A Bruxaria lida especificamente com a magia da natureza, o que inclui pessoas. E nós vivemos em meio a isso tudo. Logo, recebemos e enviamos energia o tempo todo.
Qual a principal vantagem em ser um estudante ocultista ou praticante de Bruxaria? Identificar a influência dessas energias e fazer algo a respeito.
Erro primário no tato com a magia:confiar somente em nossos instintos, pois eles podem nos enganar. Não somos feitos apenas de instinto, mas de intelecto. Por isso é importante estarmos preparados, e isso é constante, trabalho de uma vida.
Princípios fundamentais sobre ataques psíquicos:
  • Algumas forças da natureza são como são, e ir contra elas será desastroso somente para nós mesmos.
  • Há pessoas que sabem como lidar com tais forças e sempre existiram aquelas que usaram tais energias para propósitos egoístas e, muitas vezes, nocivos aos outros.
  • É necessário primeiramente identificar um ataque, antes de achar que “tudo é ataque” e sair se protegendo contra tudo e contra todos. Isso é desequilíbrio. O diagnóstico sempre deve vir antes do tratamento.
  • Nenhuma manifestação de ataque psíquico deve ser ignorada.
  • Antes de concluir que se trata de um ataque psíquico, deve-se tentar encontrar todas as soluções naturais e materiais possíveis.
  • Há duas portas de acesso para ataques psíquicos em qualquer pessoal: oinstinto de autopreservação (medo) e o instinto sexual (desejo). Veja como o instinto pode se tornar facilmente um vício espiritual se você não sabe o que está fazendo.
  • Para atacar uma pessoa, é necessário criar uma atmosfera densa em torno de sua imagem. Isso é exaustivo. Essa atmosfera é criada a ponto de transbordar, e quando isso acontece, ela é direcionada a determinada pessoa. Se o atacante não sabe controlar essa energia, a mesma ficará dispersa no universo e será respondida por todos os seres que tiverem essa nota tônica como base de sua natureza. A lei do retorno. O que ele enviou, voltará para si mesmo, e frequentemente de forma muito pior, pois envolverá outras energias e criaturas de todos os tipos.
  • Uma pessoa que opera um ataque psíquico nunca se livrará do ato. Ficará preso para sempre em sua alma e consciência.
  • Se existe um vínculo entre o atacante e o defensor, o ataque fica mais fácil. Tal vínculo pode inclusive vir de vidas passadas.
  • Os ataques acontecem, em 99% dos casos, durante o sono da vítima, que é o momento quando sua mente está mais frágil e receptiva.
  • Um ataque não necessariamente tem como foco a pessoa principal, mas pessoas vinculadas a ela que podem ser mais receptivas a esse tipo de problema. Trata-se de um ataque indireto.
  • Animais percebem as energias mais rapidamente que os seres humanos. Se uma pessoa se aproxima do seu cão ou gato, e este sai correndo ou tem qualquer outra reação repulsiva, fique atento(a).
Natureza dos ataques:
  • A forma mais comum de ataque psíquico não é intencional, provendo apenas de mentes ignorantes e malignas, mas não preparadas magicamente. Essas pessoas acabam se tornando as próprias vítimas de seu despreparo. Nesses casos, jamais um ataque deve ser respondido com outro ataque, pois você estará se rebaixando ao nível da ignorãncia.
  • Outra forma comum de ataque psíquico se refere não somente a pessoas, mas a lugares. Aquela sensação de entrar em um lugar e se sentir mal é verdadeira. Algumas pessoas são sensíveis para identificar imediatamente o que está acontecendo, outras não. Identificando, você evita o problema. Tem gente que nunca percebe e sofre do mesmo mal há anos, pois não sabe qual é o problema.
  • ataque intencional, apesar de ser mais raro, também acontece, claro. É lançado por quem sabe o que está fazendo. Esses são os mais graves, pois não existe outra alternativa senão bater de frente.
Formas de ataques psíquicos:
  • projeção do corpo etéreo tem não apenas a mente em ação, como a manifestação no plano físico. Esse ato é chamado de duplo etéreo ou ectoplasma: quando a ação física é produzida à distância por meios ocultos e em transe profundo. Também é absolutamente exaustivo e pode levar o projetor ao limite de suas forças, ocasionando perda de peso etc. Uma mente confusa ou doente pode se projetar sem intenção, também.
  • Existe igualmente a projeção de elementais artificiais. Trata-se do mesmo tipo acima, mas a pessoa projeta outra coisa, que não sua imagem. Uma mãe que pede com muita fé a proteção do anjo da guarda para o seu filho pode projetar inconscientemente um elemental artificial nesse formato. Desnecessário dizer que a imagem mental bem definida é fundamental nesses casos. Além disso, a projeção inconsciente pode aterrorizar o próprio projetor (projetar um fantasma no seu quarto, por exemplo). O conceito fundamental a respeito dessa “coisa” é que ela é uma parte do projetor exteriorizada. Uma espécie de “patrono do Harry Potter” de verdade, que fica ligado a você por um cordão fino em seu plexo solar.
  • vampirismo é extremamente comum e trata-se basicamente da relação entre um parceiro dominante que mais ou menos conscientemente absorve a energia do mais fraco. A cura é o afastamento da vítima. Sempre que se tem o relato de uma união estreita e possessiva entre duas pessoas com a desvitalização de uma delas, é uma boa recomendar uma separação temporária e observar os resultados. É de essencial importância ao ocultista saber diferenciar o parasitismo do vampirismo. Como se pode deduzir, um é inconsciente e o outro, consciente.
  • Assombrações também podem acontecer, existindo duas formas que podemos considerar: uma alma presa a uma pessoa em particular e uma alma presa a um determinado lugar, afetando todas as pessoas que ali se encontrem. Exceto quando se trata de uma influência excepcionalmente forte, a pessoa insensível é imune. É importante ter em mente que, quando falamos de assombrações, primeiramente falamos em interferências, e não em ataques, pois a perturbação não necessariamente precisa constituir um ataque. Por isso o ensino espiritualista é tão popular (e valioso) – ele ajuda a suavizar a tensão entre os mundos. O que é necessário considerar é que existem almas e almas, assim como as pessoas são diferentes. Da mesma forma que existem almas de pessoas ignorantes, existem almas de pessoas que sabem bem o que estão fazendo. E obviamente a forma de lidar com cada uma delas difere enormemente.
  • Contatos não-humanos caracterizam-se também como uma forma de ataque, se for o caso. Aqui entram criaturas diversas que habitam o imaginário das mais diversas culturas do planeta. Lobisomens, demônios, extraterrestres, seres das montanhas, goblins etc. Para saber como lidar com tais seres, é necessário estudar sua literatura específica.
  • Riscos incidentais da magia, ou a lei do retorno. Em todos os caminhos ocultistas, há suas consequências. Um ataque pode ser a resposta de algo que você tenha feito. O adepto iniciado é extremamente cauteloso quando trabalha com magia porque sabe o que existe na retaguarda. O ocultista não-iniciado vai sem destino e não pensa nas consequências, falando em voz alta nomes que leu em algum livro sobre o assunto, de tão fácil acesso, sem saber que tipo de energias está invocando ou acreditando que nada irá acontecer. Foi graças a esse tipo de pessoas que a magia ganhou tão má fama no decorrer da história da humanidade, pois existe uma frequência assustadora de resultados desfavoráveis, quase sempre ligados ao despreparo dos praticantes.
Características comuns de quem está sofrendo um ataque psíquico:
  • Sonhos esquisitos relacionados ao ataque (geralmente é o primeiro sinal).
  • Sensação de peso sobre o peito, como se alguém estivesse se ajoelhando sobre você à noite (geralmente esse é um sinal da influência do lugar).
  • Sensação de mal eminente, medo e opressão.
  • Exaustão progressivamente mais forte.
  • Doença que nenhum médico consegue identificar.
  • Colapso mental.
  • Maus odores.
  • Manchas pela casa.
  • Pegadas bizarras.
  • Presença de sino astral (audição de um som semelhante a um sino mesmo).
  • Explosões inexplicáveis de fogo.
  • Poltergeist (objetos que caem das estantes e outras manifestações ruidosas).
Princípios fundamentais para a autodefesa psíquica:
  • Controle da imagem mental (auto-sugestão) é essencial. Paciência, equilíbrio, foco e concentração são essenciais.
  • Toda mensagem à mente subconsciente deve ser expressa em termos muito simples. Nada de termos difíceis e conceitos complexos na hora de exteriorizar.
  • Se pensamos em uma pessoa, estamos em contato com essa pessoa. Esse é um princípio básico. Se você a retratar com nitidez, será como se estivesse cara a cara com ela. Se não conseguir visualizar direito, é como se a visse à distância. Obviamente isso pode ser utilizado de diversas formas, e é assim que se opera tanto um ataque quanto uma defesa.
  • Em todo ataque psíquico, o defensor sempre tem a vantagem, pois lidar com o inconsciente e as energias é exaustivo e demanda muito controle. Se tiver alguns poucos – mas eficientes – conhecimentos, dificilmente algum ataque lhe será problema.
  • Enquanto a aura não for transpassada, não há nenhum acesso, e as duas maneiras pelas quais a aura pode ser transpassada é pelo medo ou pelo desejo vindos de dentro para fora, com relação à entidade atacante. Esses dois sentimentos são instintivos e, por isso mesmo, frágeis, fáceis. Um mago jamais se deixa levar por eles porque isso significa abrir as portas.
  • É prudente afastar-se de pessoas que manifestam certo tipo de fascinação, obsessão ou paixonite a seu respeito.
  • É prudente afastar-se de pessoas claramente desequilibradas e que ainda não tenham qualquer vínculo com você. Não deixe que tenham.
  • O uso de talismãs e amuletos é útil, especialmente colares feitos de prata ou espelhos.
  • Cuidar do seu corpo é uma das ações mais importantes. Nunca fique sem se alimentar, não perca muito peso, mantenha-se em equilíbrio. Corpo vazio é vítima mais fácil. O mesmo vale para o uso de álcool e substâncias prejudiciais ao corpo no geral: evite-as, pois alteram seu estado de quilíbrio.
  • As impressões que temos são coisas importantes nos assuntos psíquicos, pois representam o conhecimento e a experiência que temos inconscientemente.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Bruxinhas com Auto-estima

Auto-estima é a opinião e o sentimento que cada pessoa tem por si mesma.É ser capaz de respeitar, confiar e gostar de si.Para se conhecer melhor, nada como um diálogo interno
  As pessoas que tem baixa auto-estima tem:
  •  insegurança
  • inadequação
  •  perfeccionismo
  •  dúvidas constantes
  •  incerto do que se é
  •  sentimento vago de não ser capaz de realizar nada >> depressão
  •  não se permite errar
  • necessidade de: agradar
  • aprovação
  • reconhecimento
Mas, como aumento a auto estima?Para aumenta-la, é preciso:
  •  autoconhecimento
  •  gostar da imagem refletida no espelho
  •  identificar as qualidades e não só os defeitos
  • aprender com a experiência passada
  • viver o momento presente
  • ter uma meta. Pode ser uma ""metona"" ou uma ""metinha"", mas vá atrás dela. Foco total!
  • ouvir a intuição (o que aumenta a autoconfiança)
  • manter diálogo interno
  • Procurar não ser dura com você mesma: deixe de ficar se cobrando e se julgando demais.
  • Saber se perdoar.
  •  Culpa só atrapalha e acaba com o prazer da gente.
  • veja os Deuses em cada coisa.
  •  pare de se comparar com os outros.
  •  lembre-se de ter gratidão por tudo que tem.
  •  ter uma crença por alguém ou por algo
  •  rir muito
  •  ensinar algo para alguém.
  •  fazer todo dia algo que o deixe feliz. Pode ser coisas simples como dançar, ler, descansar, ouvir música, caminhar.
Ao pensar em uma bruxa, a pessoa logo lembra daquela senhora voando em uma vassoura... seria engraçado se não fosse tão sério. O que as pessoas deveriam lembrar é da velha Inquisição, onde vidas foram tomadas, até mesmo sem provar a culpa da vítima. Tempos longínquos, mas muito marcantes... e são esses fatos que são relembrados com curiosidade pela humanidade. Tempos de proíbição, a mulher deveria casar virgem, e servir ao homem sempre com a disposição que lhe fosse determinada. Era a época onde se deveria agir pela fé, ou seja, justificar toda fé. Só não sabiam que essa fé chegaria tão longe, ao ponto de matar pessoas, seres humanos, justificando a vontade divina. Hoje, o principal fundamento da vida é a razão. Paracelso disse que as bruxas o tinham ensinado tudo o que sabia sobre cura. Em 1570 o carcereiro do Castelo de Canterbury libertou uma feiticeira condenada, justificando, com a opinião popular, que ela sozinha era melhor para tratar os doentes do que todos os e padres e exorcistas. Feiticeiras ou Fadas? No início da Idade Média, quase todaAo pensar em uma bruxa, a pessoa logo lembra daquela senhora voando em uma vassoura... seria engraçado se não fosse tão sério. O que as pessoas deveriam lembrar é da velha Inquisição, onde vidas foram tomadas, até mesmo sem provar a culpa da vítima. Tempos longínquos, mas muito marcantes... e são esses fatos que são relembrados com curiosidade pela humanidade. Tempos de proíbição, a mulher deveria casar virgem, e servir ao homem sempre com a disposição que lhe fosse determinada. Era a época onde se deveria agir pela fé, ou seja, justificar toda fé. Só não sabiam que essa fé chegaria tão longe, ao ponto de matar pessoas, seres humanos, justificando a vontade divina. Hoje, o principal fundamento da vida é a razão. Paracelso disse que as bruxas o tinham ensinado tudo o que sabia sobre cura. Em 1570 o carcereiro do Castelo de Canterbury libertou uma feiticeira condenada, justificando, com a opinião popular, que ela sozinha era melhor para tratar os doentes do que todos os e padres e exorcistas. Feiticeiras ou Fadas? No início da Idade Média, quase todas as mulheres podiam ser chamadas de bruxas, já que qualquer mulher sabia mais sobre superstições e encantamentos do que uma centena de homens. Até o século 15, os "Feitiços e Encantamentos" das mulheres foram, virtualmente, o único depositário de prática médica. As mulheres da idade média conheciam o poder das ervas, dos ciclos lunares, dos ventos, das chuvas, estrelas e planetas. Estavam profundamente ligadas por um amor e agradecimento à Terra e todas as manifestações de força e poder que vinha desta. Os pagãos acreditam que a volta da ligação com a natureza é o único caminho para uma vida harmônica e equilibrada, por isso todos os Ritos sagrados da Bruxaria estão centrados na Estação do Ano e fases lunares. Bruxas nunca comprometem seus filhos com a sua fé particular, pois acreditam que cada um deve seguir o seu próprio caminho. As crianças sempre são ensinadas à honrar sua família, amigos, a ter integridade, honestidade, a tratar a Terra como sagrada e a amar e respeitar todas as formas de vida. O fanatismo é repudiado pelos pagãos, assim como o proselitismo é inadmissível. Acreditam e aceitam a Lei Tríplice, que determina que um ato sempre tem a resposta em efeito bumerangue. O que se faz retorna 3 vezes para o emissor, portanto tratam de gerar bons pensamentos e fazer todas as coisas sempre para o bem de todos os envolvidos. Respeito na mesma proporção não só a seres humanos, mas para a Terra, animais e plantas. Todos os tipos de bruxaria são derivados do Xamanismo primitivo. Para a Wicca, existe um princípio criador , que não tem nome e está além de todas as definições. Desse princípio, surgiram as duas grandes polaridades, que deram origem ao universo e a todas as formas de vida. A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora e é associada a lua, intuição, noite , escuridão , receptividade; é o inconsciente, o lado escuro e desconhecido da mente. A contraparte , nasceu da Deusa pois achavam que toda luz nasce da escuridão. Essa contraparte é o Deus , símbolo solar da energia masculina com atributos de coragem, fertilidade, saúde e alegria.É preciso perceber seu caráter simbólico e mítico, pois todas as coisas nascem do útero da Deusa Mãe e para ele tudo retornará. "Os rituais de bruxaria tem a sua origem perdida no tempo, desde os Tempos Celtas, diga-se de passagem, Belos Tempos, onde a natureza era o princípio de tudo, onde a fé era profunda, onde a mente humana tinha um poder incalculável, pois o ser humano sabia como fazer uso do que lhe era proporcionado."
 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Celebrando Samhain

Samhain é um dos oito festivais do calendário litúrgico da Bruxaria Moderna, sendo esse uma celebração especialmente inspirada no ano agro-pastoril da cultura celta.

Os celtas compunham uma confederação de povos, tribos e clãs, surgidos a partir do desenvolvimento de uma cultura que floresceu ao redor do rio Danúbio por volta de 1.200 e 700 a.E.C, quando a partir de então se espalharam pelo resto da Europa e pelo Oriente próximo.

Apesar de terem exercido forte influência sobre boa parte do continente Europeu, foi na Península Ibérica e especialmente nas Ilhas Britânicas, que seu legado foi preservado de forma praticamente integral - despindo a leve camada de cristianizações - nas regiões da Irlanda, Escócia, País de Gales e alguns lugares da Inglaterra, nos permitindo assim hoje contemplar sua belíssima cultura e seu riquíssimo folclore.

Mesmo após a Cristianização, países como a Irlanda, conseguiram preservar por séculos os festivais celebrados por seus antigos ancestrais: Samhain era celebrado por volta de 31 de outubro, quando naquela região os primeiros indícios do rigoroso inverno europeu apareciam e já era o momento de se recolher para os escuros meses que chegavam. Era uma época de sacrifícios, especialmente do gado que certamente não sobreviveria com o frio. Sutilmente, esses antigos celebrantes do Espírito da Terra, relacionaram a esse dia o Culto aos Ancestrais e aos Mortos (somando à sua crença trazida de terras distantes, ao culto encontrado na Bretanha quando por lá chegaram), fazendo com que a noite de Samhain fosse regada a alegres procissões de lanternas, banquetes festivos e celebrações em honra aos ancestrais de poder, aos seus mortos, ao inverno que se iniciava e aos seus Deuses.

Quando se deu a imigração irlandesa para os EUA, muito da cultura da Irlanda foi depositada nas terras da América do Norte. Curiosamente, os irlandeses carregaram consigo o festival de Samhain (já cristianizado sob o Dia de Todas as Almas ou de Todos os Santos), procurando adaptar sua celebração para a realidade local. Conta a lenda, que originalmente na Irlanda, as famosas lanternas (os hoje conhecidos como "Jack O'Lanterns) era esculpidas em nabos e carregadas nas procissões. Aos chegarem nos EUA, constaram os irlandeses que havia uma abundância em abóboras, transferindo assim o costume de esculpirem lanternas esse dia em abóboras... Foi exatamente daí que surgiu o Halloween, atualmente festa popular conhecida em boa parte do mundo ocidental - na verdade, uma paródia bem-humorada (as vezes um tanto ridicularizada) do espírito desse festival.

É importante se estar sempre atento para o fato de que os oito festivais que compõem o calendário litúrgico da religião Wicca e de outras religiões pagãs, não se limita às celebrações da cultura celta. Tão pouco o festival conhecido como "Samhain" para os celtas, se limita somente a eles, pois a Roda do Ano para muitos bruxos é considerada realmente universal.

Nos países nórdicos do norte europeu, essa também era uma época de se celebrar os espíritos escuros - não necessariamente "maus", já que essa conceitologia de bem contra o mal foi e é inexistente na religiosidade pagã. Entre os romanos, celebravam-se as deusas Fortuna e Pomona, em agradecimento às colheitas, fazendo oferendas e pedindo pela fortuna para o tempo frio que chegaria.

Da imigração espanhola nas terras do atual México, unindo à cultura dos nativos descendentes dos astecas, também surgiu o famoso "Día de Los Muertos", um dia bastante diferente do melancólico "Dia de Finados" que alcançou “Terra Brasilis”. Nesse dia, famílias mexicanas visitam cemitérios levando comidas típicas e flores aos seus mortos, de forma alegre e bem-humorada, misturando o lúdico à religiosidade. São feitas comidas e bonecos em formas de crânios e caveiras, assim decorando suas casas, seus altares e as ruas das características cidades mexicanas, homenageando de forma pura e não-hipócrita o espírito que alimenta nossa vida no dia-a-dia: a própria Morte.

Pois sim... E o que é que dá a tudo aquilo que vive, sustento 24 horas por dia? Certamente, o sustento físico dado aos animais e humanos é o alimento que, que foi igualmente ceifado, seja animal ou vegetal, da mesma forma que um dia todos serão, em igualdade perante aos Deuses e diante às outras formas de natureza. É esse o espírito do Samhain: celebrar a Morte, porque é somente Dela que advém a Vida!

Para aqueles que celebram a Roda do Norte, em 1º de maior estarão celebrando o Beltane, o sabá exatamente oposto a Samhain.  Para aqueles que celebram a Roda do Sul, sendo a maioria em nosso Hemisfério, estão abaixo, algumas dicas rápidas para incrementar e enriquecer sua celebração:

Aromas relacionados (óleo, essências e incensos): alecrim, olíbano, alfazema, patchouli, cipreste, sálvia, carvalho, copal, cedro, mirra, beijoim e sândalo.

Pedras e cristais (para contato com a energia do sabá, enfeitar altares, criar talismãs etc): cristal esfumaçado, ônix, obsidiana, jaspe sangüíneo, âmbar.

Cores (para velas, decoração, roupas etc): preto (ligado à profundidade da noite, do inverno, ao Ventre da Deusa e à Morte), roxo ou lilás (ligado a purificação, à transmutação das energias), laranja e verde (ligado às abóboras, presenças sempre garantidas para essa celebração!).

Alimentos (para o banquete da celebração): pratos com abóbora, carnes (especialmente de porco e/ou vermelhas), lentilhas, feijões assados, beterraba, nabo, rúcula, doces a base de maçãs, bergamotas, romãs. Bebidas como sidra, vinho quente e suco de uva são bastante adequados.

Símbolos (para decoração e outras infinitas possibilidades): caveiras, esqueletos, caldeirões, serpentes, espirais, teias.

FELIZ SAMHAIN, FELIZ NOVA RODA!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

As Bruxas são necessárias

Aprendi em meus superficiais estudos esotéricos, que os mestres espirituais da Antiguidade, utilizaram os Contos de Fadas para transmitirem, através dos tempos e de maneira simbólica, conhecimentos elevados do Sagrado. Assim sendo, passariam esses conhecimentos, sem o perigo de serem destruídos por aqueles que discordam, ou crêem, apenas, na vida material.  


Se estivermos atentos ao conteúdo dessas histórias, observaremos que sempre estão presentes: a Fada, a Bruxa, a Madrasta Má, etc. 


Esses arquétipos representam aquilo de que necessitamos para chegarmos à compreensão de que só ascendemos a um nível de crescimento pessoal e de espiritualidade, pela vivência consciente dos aspectos negativos (Bruxas) e positivos (Fadas) da vida.  



A Bruxa representa no nosso dia a dia, tudo aquilo que nos é impostos pela família, escola, religião, sociedade, tais como: limites e frustrações; carências afetivas e materiais; perdas, etc.  




A Fada, por sua vez, simboliza o que é agradável ao nosso EGO: ganhos; sucesso; riqueza, ou seja, o lado gostoso de nossa caminhada.  
Ambas são imprescindíveis ao nosso processo de crescimento. E ambas estão dentro de nós. Tanto podemos exercer amorosamente, os nossos lados Bruxa e Fada, em relação ao outro, como o outro poderá exerce-los em relação a nós. É um movimento contínuo e recíproco. Muitas vezes, no entanto, o excesso de emocionalismo impede a exteriorização equilibrada dos dois lados.

A compreensão da importância da prática consciente dessa dualidade, é que favorece a formação harmoniosa do ser humano, tornando-o menos egoísta e mais solidário em suas relações interpessoais, preparando-o para exercer, com maturidade, a sua cidadania.
Acontece que o mundo moderno distanciou-se bastante dessa diretriz dual. 
Pouquíssimos são aqueles que aceitam os deveres e limitações exigidas pela Bruxa. Só querem saber do lado gostoso que a Fada põe à disposição, ou seja, a curtição do mundo fantástico dos apelos sensoriais, do consumismo, do conforto exagerado, etc. 
E a Bruxa se encontra quase que totalmente esquecida, tanto no contexto familiar, como na escola e na sociedade como um todo. E as conseqüências são catastróficas.
É comum, no âmbito familiar, a ocorrência de fatos graves, que causam traumas e muito sofrimento. E até se diz, nessas ocasiões, 
que “a bruxa anda solta...” 
Em geral, os membros da família preferem racionalizá-los ou mesmo “esquece-los”, sem a menor preocupação pela “leitura” da sinalização expressa nesses fatos. E tudo continua como antes... O que poderia ou deveria servir de degrau para uma melhor compreensão da vida e de si mesmo, não passa de mais um acontecimento doloroso e cruel.  
Como conseqüência, gera-se um vazio na vida de cada um, levando-os a procurar compensações que, na aparência e superficialmente, vêm minimizar as dores sofridas.




As perdas, de uma maneira geral, não são entendidas como mensagens para um
 redirecionamento de vida, uma revolução pessoal em todos os seus aspectos.  




Algum dia chegar-se-á à compreensão de que um dos males do mundo de hoje é o número insuficiente de Bruxas, por não se compreender o que elas significam para a formação equilibrada e completa do ser humano.
  

quarta-feira, 13 de abril de 2011

As Fadas






As fadas são seres de luz que se transformam nas cintilações quando a luz do sol bate na água.


São a emoção de existir quando uma flor desabrocha, quando um bebê de qualquer tipo nasce ou quando um novo jogo é inventado.


As fadas são o meio pelo qual a alegria é transmitida dentro de um sistema ou de um ser físico. Sua alegria clara e cintilante é intensa e espontânea.

Embora as fadas prefiram ficar ao ar livre, entram quando convidadas. Gostam de áreas de beleza, como coleções de cristais, fontes de mesa, altares e plantas.

Contudo, as fadas tendem a cair no sono se elas - ou a área bonita - não forem freqüentemente notadas. Ao tirar o pó de seu altar, vocês as despertam!
É realmente bem difícil descrever a aparência de uma fada, pois elas vivem em um mundo paralelo ao nosso e segundo algumas pessoas que já as viram, dizem que para poder notar sua presença, temos que silenciar a mente, pois elas aproximam-se como uma suave melodia, ou mesmo um pequeno murmúrio.

Outra forma de percebê-las é quando de repente nos sentimos envolvidos com um doce perfume com uma fragrância indescritível.

Mas estas qualidades comuns ao mundo angelical podem confundir-nos e não saberemos discernir se estamos na presença de um anjo ou de uma fada. Só quando visualizamos a sua forma é que podemos diferenciá-los, dados que os primeiros adotam formas mais leves, mas apresentam-se com vestimentas mais corpóreas.

No caso das fadas, suas vestes possuem um grande diferencial: apresentam-se sempre ataviadas e cobertas por gases ou muselinas, quase transparentes com cores translúcidas, ocupando espaços fluídicos e seus graciosos corpos são esbeltos e femininos, possuem mãos alongadas, pés pequenos, tronco estilizado, cabelo com cor de arco-íris, que caem cobertos por véus transparentes. Algumas delas têm a cabeça coberta com uma touca cônica, muito parecida com a dos magos e como eles também utilizam varas mágicas com as quais produzem seus fenômenos.

Entretanto, a matéria da qual as fadas provêm é sutil e etérea, translúcida. Seu corpo é fluídico e pode se moldar com a força do pensamento. Sendo assim, a aparência dos seres feéricos, refletirá com freqüência as idéias pré-concebidas que deles já tenhamos.

Em virtude da natureza de sua estrutura corpórea, a fada pode também variar seu tamanho.





Teósofos que estudam este tema, afirmam que a função das fadas é absorver "PRANA", na vitalidade do sol e distribuí-la em nosso plano físico.

Desde os primórdios da civilização, segundo nos contam livros muito antigos, as pessoas estavam mais em contato com a natureza e seus fenômenos, essas fantásticas "presenças" faziam parte da vida cotidiana, instaladas nos bosques, nos arroios, na cozinha, na cabeceira da cama das crianças doentes, etc. Depois que o homem trocou o campo pela turbulência dos grandes centros urbanos, elas deixaram de ser ouvidas.
Popularmente, se crê que as fadas e o resto do Povo Pequeno remontam dos tempos mais antigos da Terra, quando ainda estavam em formação os montes e os oceanos e não havia ainda surgido o primeiro "homo sapiens". Viviam em um lugar determinado do planeta, mas não tardaram a se estenderem por regiões mais longínquas, ao mesmo tempo que se iam formando as montanhas, os mares e os rios, e aparecia o homem primitivo.

Para explicar sua remota origem, existem uma série de lendas, onde quase todas possuem uma fonte comum: a "caída" de anjos.

Na Irlanda, existiu a crença de que as fadas seriam anjos caídos, que foram expulsos do céu pelo Senhor Deus, em virtude de seu orgulho pecaminoso. Alguns caíram no mar, outros em terra firme e os que sobraram no mais profundo do inferno. Esses últimos, receberam do diabo o conhecimento, poder e os envia para a terra, onde trabalham para o mal. Entretanto, as fadas da terra e do mar seriam em sua maioria seres belos e bondosos, que não causam nenhum dano, se as deixarem em paz e lhe permitirem dançar em seus anéis feéricos a luz da lua com sua doce música, sem ser molestadas com a presença dos mortais.

Há uma outra versão irlandesa que conta que na época do Paraíso Terrestre, Eva estava lavando seus filhos nas margens de um rio, quando Yahvé veio lhe falar. Assustada escondeu os filhos que ainda não havia lavado, e Yahvé lhe perguntou se estavam ali todos os seus filhos, e ela respondeu que sim. Como não se convenceu da resposta, advertiu a Eva que aqueles que ela havia ocultado permaneceriam ocultos do homem também. Essas crianças se converteram em elfos e fadas, e nos países escandinavos são denominados raça "huldre". As jovens huldre são muito belas, mas apresentam rabos de vacas unidos aos seus corpos.

Os escandinavos contam ainda, em uma versão mitológica, que foram os vermes que surgiram do corpo em decomposição do gigante Ymir, que se converteram em: elfos claros, elfinas e elfos escuros. O verme é símbolo de vida que nasce da podridão. É ainda, símbolo da transição da terra para luz, da morte para a vida, do estado larvar para o vôo espiritual.


Em um período pré-cristão, existiu também, a crença que que as fadas seriam os espíritos dos mortos. Já na era cristã, se afirmava que as fadas eram anjos caídos ou então almas pagãs que não estavam aptas para subir aos céus, nem descer ao inferno. Por isso, ficaram destinadas a passar toda a eternidade nas escuras regiões de um "reino intermediário", a nossa Terra.
Acreditava-se ainda em Cornualles, uma região inglesa, que as almas das crianças mortas sem batismo, tornavam-se "PISKIES" (duendes) e apareciam no crepúsculo na forma de pequenas mariposas noturnas brancas. Os duendes "KNOCKER", das minas de estanho também eram considerados almas de mortos, mas nesse caso, eram os judeus que haviam sido transportados para lá por sua participação na Crucificação.

Todo o norte da Europa possui um rico conhecimento sobre as fadas, assim como as Ilhas Britânicas e de igual maneira, não são ignoradas na Alemanha, já que ali são conhecidas pelo nome de Norns, fiandeiras ao estilo das Parcas gregas. Na França encontramos a Dame Abonde, uma fada, cujo o próprio nome já invoca a abundância. Na Itália é venerada como Abundita, uma Deusa da Agricultura.
Em terra romana ainda, é muito conhecida a figura mítica da fada Befana, cuja função é estabelecer uma ligação das famílias atuais com seus antepassados, com uma troca de presentes. Ocupa, portanto a função de uma educadora-pedagoga que recompensa ou pune as crianças na época natalina.
Befana é a Grande Avó que preside várias fases de desenvolvimento das crianças. A "meia natalina" que todos nós, mesmo aqui no Hemisfério Sul, penduramos nas portas ou lareiras, não é só um lugar para depósito de presentes, mas tem o poder de invocar Befana, que tal como Frau Holda e Berchta visita as casas no período do Natal, recompensando todo aquele menino ou menina que foi bem comportado durante todo aquele ano.

Conforme a tradição mítica, Befana chega voando em uma vassoura, intensificando sua associação com as plantas e os animais, que antigamente eram considerados sagrados e muito utilizados como tótens. Befana voa do Reino das Fadas, para trazer presentes e alegria ao mundo dos homens.

O certo é que todas as culturas e todos os povos primitivos adoravam os velhos espíritos da natureza, suscitados pelo animismo (crença religiosa que considera todo o ver vivo e todo o objeto possui um espírito ou força interior), que mais tarde deram nascimento, entre os babilônios e gregos, à deidades terrestres e aquáticas, com toda uma sofisticada genealogia de Deuses. Muitas foram as teorias que se formaram sobre a possível etimologia das fadas, fazendo-as descender de antigas divindades celtas (Deusa Danann) ou de Dianas romanas.

Na realidade, no entanto, tanto sua origem como suas possíveis etimologias, se perdem na noite dos tempos ao se tratar de seres que iam se adaptando às circunstâncias das épocas, pois nem sempre se chamaram fadas, nem ninfas, nem lamias, nem elfos..., porém eles permanecem no meio de nós, com diversas aparências e revestidos de numerosos nomes.

Já dizia o inglês William Shakespeare, que há mais coisas nesta terra do que alcança a nossa precária percepção. Carl Jung complementa, ao afirmar que existe e sempre existiu, um realismo mágico contraposto a todo o mundo real.

É justamente através da dualidade destes opostos, é que se estabelece uma função reguladora. Se o ser humano não oscilar entre estas oposições, o espírito morrerá.

Entre o real e o mágico existe uma espécie de fluidez intemporal que se rege pelo inconsciente coletivo. O realismo mágico descrito por Jung, é regido por uma fonte que nos é mundo familiar e transcende a um mundo de contrastes entre os opostos. Isto é, toda a magia se nutre dos conteúdos do consciente coletivo, da nossa "memória ancestral". É através desta memória que ocorre a inversão do tempo.
A tradição celta possuía uma percepção admirável da maneira como o tempo eterno está entrelaçado com o nosso tempo humano. Existe uma história de Oisín, que era um dos Fianna, um grupo de guerreiros celtas, que sentiu uma grande vontade de aventurar-se a chamada Tír na n-óg, a Terra da Eterna Juventude, onde vivia o povo encantado.

Chegando ao seu destino, durante muito tempo viveu feliz com sua mulher Niamh Cinn Oir, conhecida como Niamh dos cabelos dourados. O tempo pareceu voar, por ser um tempo de grande felicidade. Mas um dia, a saudade de sua vida antiga passou a atormentá-lo. Tinha agora, curiosidade de saber como estavam os Fianna e o que estaria ocorrendo na Irlanda.
O povo encantado o desaconselhou, porque sabiam, que sendo ele um antigo habitante do tempo mortal linear, ele correria o risco de se perder ali para sempre. Apesar disso, ele resolveu voltar. Deram-lhe um belo cavalo branco e disseram-lhe para que nunca o desmontasse. Se o fizesse, estaria perdido.

Ele montou e seguiu até a Irlanda, mas chegando lá soube que os Fianna já tinham desaparecido. Ele consolou-se visitando as antigas áreas de caça e os locais onde junto com seus companheiros, haviam banqueteado, cantado, narrado velhas histórias e realizado grandes festas de bravura. Neste ínterim, o cristianismo já tinha chegado a Irlanda.

Enquanto passeava, rememorando seu passado, avistou um grupo de homens que não conseguiam erguer uma grande pedra para construir uma igreja. Sendo um guerreiro, ele possuía uma força extraordinária e, então, desejou ajudá-los, mas não se atrevia a desmontar do cavalo.

Ele observou-os de longe e depois se aproximou. Não conseguia mais resistir. Tirou o pé do estribo e enfiou-o por debaixo da pedra, a fim de erguê-la, mas assim que o fez, a cilha rompeu-se, a sela virou, e Oisín chocou-se com o solo. No exato momento em que tocou a terra da Irlanda, tornou-se um velho débil e enrugado.
Esta é uma excelente história para mostrar a coexistência dos dois níveis do tempo. Se se ultrapassasse o limiar que as fadas observaram entre estes dois níveis de tempo, terminava-se enredado no tempo mortal linear. O destino do homem neste tempo é a morte. Já no tempo eterno é a presença ininterrupta.
Todos os contos de fadas celtas sugerem uma região da alma que é habitada pelo eterno. Existe uma região eterna em nosso íntimo, onde não estamos sujeitos às devastações do tempo atual.

Tudo o que vivemos, experimentamos ou herdamos, fica armazenado no templo de nossa memória. Sempre que nos aprouver, podemos regressar e passear pelas salas desse templo para despertar e reintegrar tudo que já nos aconteceu. Será esta reflexão que irá conferir profundidade a todas as nossas experiências.

Hoje, início do terceiro milênio, com um mundo globalizado, com nações mais preocupadas em garantir seu poderio político-econômico, muito pouca atenção se dá a este tipo de memória. A verdadeira experiência fantástica difere dessa visão genérica do imaginário das fadas composta por uma literatura sentimentalista com eternos finais felizes. Esse mundo do "Era uma vez..." que todos conhecemos, não é verdadeiro mundo das fadas.

As fadas reais representam o "Poder", um poder incompreensível para os humanos, pois elas são criaturas com valores e ética muito distantes do gênero humano: não pensam e, o que lhe é mais singular, não sentem como os humanos. Essa é a essência que as separa dos mortais e a origem da grande parte da inquietude que causam, porque as fadas são em si criaturas da matéria prima da vida.

O reino das fadas é um mundo de misterioso encanto, de cativadora beleza, de malícia, de humor, júbilo e inspiração, de terror, de riso, amor e tragédia. Todavia, é um mundo para ser penetrado com extrema cautela!