terça-feira, 21 de junho de 2011

YULE SOLSTÍCIO DE INVERNO


O solstício de inverno é a noite mais longa do ano. No entanto, a partir deste dia, o Sol volta cada vez mais forte, para chegar ao seu ápice no solstício de verão.

A palavra Yule (pronuncia-se “iúle”) provavelmente vem da palavra escandinava “iul”, que significa “roda”. Sua data não é fixa, pois depende das correspondências astrológicas e climáticas de cada ano. No hemisfério sul, ocorre sempre por volta de 21 de junho, e no hemisfério norte por volta de 21 de dezembro.
Este dia marca a morte e o renascimento do Deus-Sol; marca também a derrota do Rei Azevinho, Deus do Ano Minguante, pelo Rei Carvalho, Deus do Ano Crescente. A Deusa, que era morte-em-vida no solstício de verão, exibe agora o seu aspecto de vida-em-morte, pois ela é a Rainha da Escuridão neste sabbat, mas também é a mãe que dá à luz a criança da promessa, que irá fertilizá-la mais tarde e trazer de volta luz e calor ao seu reino.
Apesar de no Brasil termos o costume de dizer que trata-se do “primeiro dia de inverno”, a data por volta de 21 de junho simboliza o meio do inverno, ou seja, quando o inverno está no ápice. Tanto é que, originalmente, o nome é “middle-winter” (em inglês, meio do inverno).

segunda-feira, 20 de junho de 2011

A Arte De Não Adoecer

Se não quiser adoecer - Fale de seus sentimentos. Emoções e sentimentos que são escondidos, reprimidos, acabam em doenças como gastrite, úlcera, dores lombares, dor na coluna. Com o tempo a repressão dos sentimentos degenera até em câncer. Então vamos desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, nossos segredos, nossos pecados. O diálogo, a fala, a palavra, é um poderoso remédio e excelente terapia.

Se não quiser adoecer - Tome decisões.
 A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagens e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

Se não quiser adoecer - Busque soluções.
 Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é a abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera perda de energia que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer - Não viva de aparências. Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho, etc., está acumulando toneladas de peso... uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

Se não quiser adoecer - Seja honesto. Este fato está muito co-relacionado com o anterior. Hoje o maior foco de ausência de saúde é nas empresas. Mas por quê? Porque vivemos um momento delicado de falsidade e desonestidade (marketing pessoal, intrigas, mentiras, armações, planos maquiavélicos para , puxar o tapete). Nada mais doentio do que isso. Finge-se que tudo está bem. Nada pior para a saúde das duas faces da moeda, ou seja, para quem atinge e para quem é atingido, é essa busca desenfreada pelo materialismo. Estamos vivendo um novo momento, onde a busca é pelo equilíbrio espiritual. Nunca buscou-se tanto Deus, como se procura hoje. Busque a sua "Inteligência Espiritual".

Se não quiser adoecer - Aceite-se. A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos, imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

Se não quiser adoecer - Confie. Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

Se não quiser adoecer - Não viva sempre triste. O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde e trazem vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. O bom humor nos salva das mãos do doutor.Alegria é saúde e terapia.


Por Dr. Dráuzio Varella



quinta-feira, 16 de junho de 2011

Nossa Aura


Você já deve ter tido essa sensação....
Chegar perto de uma determinada pessoa e simplesmente se sentir bem. Se sentir acolhida, e consequentemente tem até mais vontade de ficar mais perto dessa pessoa. Agora em contrapartida, tem pessoas que não podemos nem ver. Ou então só de falar já nos causa incômodo. Essa capacidade de se relacionar bem, ou não logo de cara pode estar diretamente ligada a vibração da nossa aura.

A aura é constituida de 04 campos:
  1. Campo físico
  2. Campo astral ou emocional
  3. Campo mental
  4. Campo etérico
A aura é um elemento etéreo e imaterial que envolve pessoas ou objetos.
Ela foi estudada nos anos setenta pelo físico russo Samuel Kirlian, que inventou a kirliangrafia, que não é nada mais que a fotografia da nossa aura. Através dela pode-se detectar visualmente que todo ser humano representa um gerador de energia que produz um campo energético.
A vibração e cor que emana com mais força, indica o estado físico e espiritual da pessoa. Ou ainda problemas psicológicos. Portanto, vale lembrar que seus pensamentos contribuem e muito para a formação da sua aura. Nem preciso lembrar que manter o pensamento positivo e as boas ações é importante. Isso forma a essencia da aura. Sentimentos como raiva, ciúme e inveja corrompem sua aura e a tornam escura e densa. Para assegurar o equilíbrio dos chakras e das cores, faça exercícios de relaxamento, caminhe diariamente, use os cristais para meditação, entre mais em contato com a natureza, enfim, mantenha-se saudável.

Veja abaixo algumas cores e seu significado:

Aura verde: Autoconfiança, capacidade de resolver problemas e de perdoar e de amar a paz; sensibilidade. É organizador, planejador e estrategista. A predominância da cor verde na aura das pessoas indica saúde e vigor. Esse tom costuma aparecer com grande intensidade na região da cabeça, pois está associado á atividade mental. Nos animais, a aura verde indica mansidão. Nas plantas, demonstra a emissão de fortes ondas de energia positiva, sendo muito comum nos vegetais dotados de propriedades curativas. Os objetos de aura verde são de uma autêntica fonte de positividade. Costumam apresentar esse tom depois de terem sido tocados por pessoas que estão de bem com a vida.

Aura amarela: Capacidade de dar e receber; ter esperanças; a saúde e a família desempenham um papel importante. Tem o dom de trabalhar em grupo harmoniosamente. O amarelo é uma das cores cinestésicas do espectro; isso significa que uma pessoa com aura desta cor tem uma reação física antes de ter uma resposta emocional ou intelectual. Quando ele entra numa sala cheia de gente, sabe de imediato se quer permanecer ou não. A predominância da cor amarela na aura das pessoas indica inteligência, facilidade para se comunicar e para aprender e supremacia da razão sobre a emoção. Nos animais, pode ser sinal de doença, debilidade física ou tristeza. Nas plantas significa falta de vitalidade, especialmente se a tonalidade do amarelo for muito fraca. Já os objetos de aura amarela costumam ser dotados de pouca energia ou emitir vibrações ruins.

Aura azul:Capacidade de cura através das próprias energias mentais e espirituais; age sobre os outros de modo agradável e calmante; altos ideais de vida; sinceridade. O Azul personifica as características do cuidado e do carinho. É a cor da aura que mais se preocupa em ajudar os outros. Predominância da cor azul na aura das pessoas indica paz interior, harmonia, saúde equilibrada. Bem estar, descanso e autoconfiança. Geralmente se manifesta com maior intensidade após um ato sexual satisfatório e durante o sono. Nos animais, a aura azul é sinal de felicidade e de satisfação com o tratamento que vêm recebendo do dono. Nas plantas, indica propriedades tranqüilizantes e analgésicas. Nos objetos, pode ser interpretadas como uma emanação de fluidos positivos.


Aura laranja: Sua busca espiritual é, na verdade, uma busca de um sentido de vida além de si mesmo. A predominância da cor laranja na aura das pessoas indica capacidade de realização, sensualidade, boa saúde, versatilidade e dinamismo. Nos animais é sinal de manifestação dos instintos (fome, sede, desejo sexual). Nas plantas, indica a produção de sementes ou o nascer das flores. Nos objetos, expressa um grande potencial energético (é comum na aura de sinos e de objetos religiosos em geral).

Aura dourada: Adora saber como e por que uma determinada coisa funciona, e lança mão de uma paciência infinita. A espiritualidade, para a pessoa de aura dourada, é o estudo da ordem superior do universo e de leis e princípios que o governam. Ele quer entender a organização mental, as leis ou as probabilidades que geraram a ordem no interior do caos espiritual. A predominância da cor dourada na aura das pessoas indica espiritualidade elevada e prosperidade. Ela surge com mais intensidade na região do tórax, pois está associada ao amor, qualidade inerente ao centro energético do coração. Nos animais, o dourado expressa felicidade. Nas plantas, simboliza suavidade e fluidos positivos. Nos objetos, mostra que foram tocados por uma pessoa bem intencionada.

Aura Vermelha: Ênfase no modo de vida material; sucesso alcançado através da dedicação pessoal completa; saúde física estável; tendência à irritabilidade quando contrariada. A predominância da cor vermelha na aura das pessoas indica vitalidade, excitação coragem e forte energia sexual. Porém se estiver muito concentrada num determinado ponto, pode ser sinal de um distúrbio. Nos animais, exprime instinto e vigor, ao passo que nas plantas está associado ao crescimento. Nos objetos, indica que eles foram tocados por alguém que estava entusiasmado ou ansioso e que os deixou impregnado dessa energia.

Aura violeta: Espiritualidade bem desenvolvida; inspirações criativas; capacidade de transformar os sofrimentos pessoais em fatores positivos para o próprio destino. O violeta é a cor do espectro mais próxima do equilíbrio psíquico, emocional e espiritual em vigor no planeta neste momento. A predominância dessa cor na aura das pessoas é expressão de poderes mediúnicos, capacidade de compreensão, saúde e mentes equilibradas.Quando surge nos animais, a aura violeta significa satisfação e fidelidade. Nas plantas, é sinal de uma força positiva tanto que as violetas e as flores de lótus que simbolizam a espiritualidade, costumam ter a aura dessa cor. Nos objetos, indica uma forte concentração energética, e, geralmente se manifesta depois que o objeto foi tocado por uma pessoa espiritualmente evoluída.

Aura prateada: Um curandeiro, médium natural. Utiliza energia para transformar luz em raios que curam, seu maior desafio é aprender a se conhecer e descobrir seus dons especiais.

Aura Anil Índigo: A aguda perspicácia intelectual é um dos aspectos mais gratificantes e mais exasperantes, é brilhante e inquiridor, com uma inteligência que vai muito além dos conceitos mais tradicionais.

Aura cristal: A predominância dessa cor (uma espécie de névoa brilhante e branca) na aura das pessoas indica dons telepáticos, poder de cura, para normalidade, pureza e bondade. Costuma se manifestar com maior força nas mãos de massagistas e outras pessoas que lidam com cura. Nos animais é sinal de capacidade de adaptação. Nas plantas, a aura cristal tanto pode significar positividade quanto falta de vigor e vulnerabilidade. E, nos objetos, a aura cristal, expressa o poder de receber e emanar energias.

Vamos falar mais sobre esse assunto. Pois ele é util, interessante e abrangente. Mas por enquanto, coloco abaixo um vídeo sobre um relaxamento e limpeza da aura.  E até a próxima!


quarta-feira, 15 de junho de 2011

Ritos de passagem na menopausa





A menopausa – e a vida da mulher após esta transição - tem múltiplos significados. O mais simples é o biológico, assinalando o fim da fase fértil, as mudanças hormonais, as alterações físicas, psíquicas e emocionais. Outro aspecto, que pesa muito para a mulher moderna, é o medo da perda da juventude, da beleza, a diminuição da sua sexualidade e feminilidade. Ao aceitar os conceitos culturais e comportamentais da sociedade atual, a menopausa torna-se um vaticínio sombrio para a mulher que teme perder seus encantos, seu poder ou sua capacidade de realização. Mas há ainda, um outro aspecto mais profundo e complexo, de significado espiritual, que pode transformar o processo da menopausa em um verdadeiro rito de passagem.
A mulher não tem escolha em relação à ocorrência da menopausa, mas ela pode escolher suas atitudes e conceitos a respeito do fato, bem como os significados e os novos valores que esta fase da sua vida pode lhe trazer.
Nas sociedades antigas, as mulheres idosas desfrutavam de privilégios e posições de destaque, detendo o poder sacerdotal e curador e a responsabilidade das decisões nos conselhos da comunidade. As sacerdotizas oraculares de Delfos, na Grécia, eram escolhidas entre as mulheres pós-menopausa. Nas “Casas de Conselho” dos povos nativos, as anciãs têm lugares de honra e o poder de escolher os chefes do clã.
Com o advento do patriarcado e principalmente com as perseguições da Inquisição, as mulheres sábias (parteiras, curandeiras, rezadeiras, profetizas, adivinhas), começaram a ser perseguidas, difamadas e por último proibidas de exercerem seus dons. Criaram-se lendas e histórias grotescas denegrindo as figuras das bruxas corcundas com pêlos no rosto e verrugas no nariz, sinais de envelhecimento da mulher. Na verdade, o que a sociedade patriarcal e a Igreja temiam, era o poder e a sabedoria das mulheres que representavam o terceiro aspecto da Deusa – o da Anciã.
Após o ostracismo a que foi relegada nos últimos 3000 anos a figura da Matriarca e da Mulher Sábia ressurge atualmente pelo movimento da espiritualidade feminina, devolvendo à mulher pós-menopausa a dignidade, o valor, o respeito e o reconhecimento de sua sabedoria.
Diferente da mulher que menstrua e que entra em contato com o seu poder interior durante a sua fase menstrual, a mulher pós-menopausa tem acesso permanente aos planos sutis, podendo ultrapassar o limiar entre os mundos sempre que quiser, não mais restringida pelo seu ciclo. Adquirindo essa nova habilidade da percepção constante dos dois mundos (o da realidade comum e o incomum, ou astral), a mulher, ao guardar seu sangue e não mais vertê-lo, torna-se uma curadora, xamã, profetiza ou sacerdotiza em potencial. Era este o dom que era reconhecido e valorizado antigamente, quando as mulheres idosas eram respeitadas como conselheiras, guardiãs das tradições, intermediárias entre a comunidade e os espíritos ancestrais, mestras nas curas, oráculos e nos ensinamentos passados para as novas gerações.
Os ritos de passagem da menopausa marcam a transição da mulher da sua antiga percepção do mundo e o despertar para a nova realidade do mundo sutil. Aceitando este processo de morrer para o passado, mergulhando profundamente na escuridão dos seus medos, ela pode renascer como uma Mulher Sábia, representante da face escura da Deusa, conselheira e guia para as mulheres mais jovens.
Trecho extraído do livro "O Legado da Deusa" (Mirella Faur)




Uma Etapa de Grande Poder


Muitas mulheres ficam tristes quando deixam de menstruar, pois é justamente uma época em que começam realmente a compreender este acontecimento em suas vidas; no entanto o que precisamos entender nesse momento é que a menopausa também é uma época de grande poder para as mulheres.
Antigamente as mulheres velhas foram reverenciadas pela sua sabedoria e pela sua magia; hoje estamos voltando a esse tempo ao comprovar que a menopausa nos traz uma energia extra, assinalando o momento no que a mulher é capaz de sustentar a sua própria sabedoria , isto é a conexão com suas ancestrais.
A experiência da menopausa representa uma pausa, e se a mulher consegue manter-se nessa pausa, acontece uma transformação dentro dela, isto lhe permitindo alcançar a sabedoria.
Ao longo da historia dos povos matrifocais podemos comprovar que acreditava-se que
quando as mulheres entravam na menopausa, retinham seu sangue e com ele todo o seu poder, o que levava estes povos a ver com certo temor e respeito estas mulheres.

Hoje em dia muitas delas quando alcançam os quarenta anos, e algumas antes inclusive, ao chegarem aos trinta, decretam sua morte pois começam a canalizar energia num processo de envelhecimento, apartando-se assim de seus próprios ciclos naturais o que serve de base para maus pensamentos e sentimentos sobre esta etapa, desequilibrando elas mesmas seu corpo com criticas e maldições.

Tudo isto é porque há um grande mal entendido no que se refere á menopausa, semelhante ao que acontece quando acredita-se que a menstruação é um castigo e não uma bênção como deviam ser encaradas estas duas fases maravilhosas na vida de toda mulher.
Todo o mundo tem a tendência a adotar estas interpretações equivocadas, sendo que a menopausa deveria ser vista como um enorme presente e que na verdade nesse momento da vida não perdemos nada, ao contrário, é um momento que contem um ganho enorme e um real e verdadeiro florescimento para todas aquelas que procuram saber e aceitar esta nova fase cheia de Liberdade e Poder.




segunda-feira, 6 de junho de 2011

Afinal, o que é amar alguém? Existe alma gêmea?

O amor é um dos maiores temas de todas as épocas, sobre ele muito se escreveu e se escreverá. As abordagens vão desde o romantismo adolescente e apaixonado, passam pela cumplicidade madura dos casais mais experientes e, não raro, pelo divã dos psicanalistas.

Palavras e conceitos são bem diferentes. A maioria das nossas confusões afetivas parte da nossa incompreensão e da nossa inexatidão com respeito aos conceitos.


"Um bom indicador da veracidade de nosso amor por alguém é o quanto ele nos transforma, o quanto cedemos, vencendo o nosso egoísmo e narcisismo e evoluindo para vivê-lo intensamente"Afinal o que é o amor? Como é o amor? Existe realmente uma única definição para um tema tão complexo ou estamos reféns do relativismo? E, então, haverá tantas definições de amor quantas pessoas neste planeta?
Longe de desenvolver complicadas teses filosóficas a este respeito, sejamos práticos, vamos primeiro definir o objeto do nosso amor: ele está centrado em nós, no outro, ou em um tipo especial de relação entre nós e o outro?
Será que encontrei, de fato, o amor de minha vida?

Todos os dias você encontrará pessoas reclamando que não encontraram o grande amor de suas vidas. Não encontraram? Não procuraram? Não sabiam o que estavam procurando? Encontraram e não reconheceram? Encontraram e não souberam valorizar?

Na vida, você não encontra o que procura, apenas o que está preparado para encontrar.

Muitas pessoas se queixam da ausência do par ideal, mas não percebem que estão vivendo a ilusão da busca da sua outra metade e que, por consequência, se sentem divididos ao meio, seres incompletos em busca de alguém que os complete.

Buscar a outra metade significa delegar para outra pessoa a difícil missão de te fazer feliz e de suprir faltas que sua personalidade apresenta e que só podem ser supridas por você.

Seres humanos sempre serão “metades” diferentes que juntas não formarão uma unidade, mesmo nos casos de amor mais lindos e perfeitos que você conheça.
Quando duas pessoas “inteiras” se encontram podem ser felizes, já duas metades...

Vale o conselho em tom de ironia e brincadeira: “Se você quer ser feliz, não case; mas se quiser fazer alguém feliz, então case, pois duas pessoas com esta filosofia contribuirão uma com a felicidade da outra”.

União, expansão e crescimento

O desejo de união amorosa é mais lúcido se for um desejo de expansão e crescimento, de compartilhar universos diferentes em alguns aspectos, semelhantes em outros, mas onde a busca pela semelhança total ou a convivência com diferença plena seriam tolices.

Ninguém é responsável pela nossa felicidade e nem nós pela de ninguém, mas somos todos co-responsáveis por participar na construção da felicidade uns dos outros.

Entregar a outra pessoa “o fardo” de fazer você feliz é eximir-se da responsabilidade sobre suas próprias emoções, sentimentos e escolhas e assumir o confortável papel de vítima. Afinal, se não der certo, a culpa é do outro que falhou em te fazer feliz.

Esse comportamento de fazer com que o outro se responsabilize por nossa felicidade caracteriza egoísmo, vaidade e narcisismo, pois parte do pressuposto que nós somos muito importantes, a tal ponto que o outro tenha a “obrigação” de nos fazer feliz. A pergunta é: Isso é amor pelo outro ou apenas por si mesmo?

Os dois casos mais frequentes nos relacionamentos amorosos são sempre os das pessoas que se apaixonam pelo “espelho” (alguém extremamente parecido com ela) e o daqueles que se apaixonam pelo seu oposto - alguém totalmente diferente dela.

No primeiro caso a pessoa não se dá conta que está procurando a confortável, porém, tola posição de não ter que aprender ou se adaptar a nada, afinal vive com uma cópia de si mesmo, seja real ou submissa.

No segundo caso, não se dá conta que está procurando alguém que compense as áreas não trabalhadas da sua personalidade e das suas competências sociais, transferindo ao outro tudo aquilo que tem dificuldade em fazer. Em ambos os casos, observamos um nítido egoísmo de face facilmente reconhecível: o narcisismo.

Como eternizou Caetano, “narciso acha feio o que não é espelho”.

Sejam quais forem os caminhos escolhidos para falar do amor (paixão é outro tema) perceberemos que amor é legitimamente um sentimento que parte de nós em direção ao outro e não algo que esperamos parta do outro em relação a nós.

O desejo de amor está ligado ao desejo de expansão, à presença simultânea das semelhanças e diferenças. O sentimento de amor mais legítimo que podemos conceber parte sempre de uma doação sem necessidade de submissão; de tolerância sem necessidade de omissão; de compartilhar sem necessidade de auto-abandono. Amar é somar, multiplicar e dividir, nunca subtrair.

Amar continua sendo a maior aventura e o maior desafio da espécie humana!

Por isso, um bom indicador da veracidade de nosso amor por alguém é o quanto ele nos transforma, o quanto cedemos, vencendo o nosso egoísmo e narcisismo e evoluindo para vivê-lo intensamente.

Carlos Hils Dorf

NO CAMINHO DAS ROSAS..


domingo, 5 de junho de 2011

O Retorno de Lilith





Temos dois momentos nesse tema e que precisam ser tratados de forma clara.
Enquanto homens e mulheres, temos nossas realidades existenciais.
Nestas realidades estamos inseridos numa sociedade que tem o pseudo-patriarcalismo como norma.
Digo pseudo porque o que temos na civilização dominante não é o patriarcal, mas uma paródia do mesmo.
Assim como os mercenários a soldo dos países poderosos não podem ser chamados de guerreiros, no sentido taoísta e xamânico do termo, não podemos chamar de patriarcal esta sociedade, que tem no despotismo, na valorização dos valores desequilibrados dos conquistadores suas referências.
Somos uma civilização criada para gerar escravos.
De vários níveis, mas escravos a servir um sistema, servir a Matrix, doar nossa energia vital para manter o sistema que aí está existindo.
Portanto sair dessa prisão é romper com os paradigmas que nos mantém atados a mesma.
E é um longo processo.
O paganismo tem uma diferença fundamental das crenças judaico-cristãs.
O ser humano não é especial, à parte da natureza.
É parte integrante da natureza, nem mais nem menos.
Assim somos unos com a vida.
Enquanto homens temos características que nos marcam.
As mulheres tem as suas.
A Deusa não é apenas feminina, é o principio feminino e mais que isso.
A mulher não é tudo que a Deusa é.
A mulher precisa se trabalhar muito para recuperar a sintonia com a Deusa e depois seguir trabalhando para deixar a condição de fêmea dos primatas e continuar sua fusão com a energia feminina da existência.
Assim como o Deus não é apenas masculino. É o principio masculino e mais que isso.
Nós, homens, temos que nos trabalhar muito para recuperar a sintonia com o Deus e deixarmos de ser apenas a condição de macho dos primatas e continuar nossa fusão com a energia masculina da existência.
Todos trazemos em nós energias masculinas e femininas.
Biologicamente, somos levados a manifestar a energia masculina, se somos homens, e feminina, se somos mulheres, mas existem homens profundamente femininos e muitas mulheres masculinas, quer manifestem isso sexualmente também ou não.
Enquanto seres humanos nada mais sério e profundo que encontrarmos o equilíbrio dessas forças em nós, mas ao final, mesmo no nível que o casamento alquímico, interior, o Hierogamos sagrado foi realizado, o homem continua sendo homem, embora não mais um simples macho primata e a mulher continua sendo mulher, embora não mais uma simples fêmea primata.
Entraram em fusão com outros aspectos.
E neste nível, neste plano o equilíbrio perfeito é mais que necessário e bem vindo.
Isto é uma estância.
Mas no xamanismo também reconhecemos que a energia feminina é mais predominante na existência que a masculina.
Mais longe, os xamãs de várias linhagens consideram a própria existência feminina.
Mesmo biologicamente a mulher tem um papel muito mais complexo que o homem no manter da vida.
É claro que é fundamental a existência de ambos para "criar" um novo ser.
É o homem que estimula a vida que seguiria potencial.
Sem o esperma, semente, do homem o ovo não vingaria.
Mas, uma vez "ativado" o processo, a participação da mulher é muito maior.
É um fato.
Nenhum homem corre riscos durante a gestação de seu filho.
Nenhum homem tem enjoos, problemas de coluna, engorda enfim tudo que acompanha a gravidez.
Nenhum homem amamenta a cria.
E mesmo que o leite materno não venha e seja substituído por leite de cabra ou vaca é uma fêmea que está na história.
Isso não "diminui" o homem, a meu ver apenas nos localiza em nosso contexto real.
Para os xamãs de várias linhagens a energia predominante na existência é feminina.
A matéria original é feminina.
Por isso a Deusa aparece com mais poder que o Deus.
Mas isso de forma alguma quer dizer que devemos deixar a ligação com o Deus de lado e nos focarmos só na Deusa, pois isso seria perceber a parte e não o todo.
Algo profundamente desequilibrado.
É que falar de Deus e Deusa já me soa muito antropomórfico, parece que estamos falando de Jeová e Nossa senhora, imagens feitas a semelhança do ser humano para indicar o que está além da forma.
Se colocarmos que o principio feminino é predominante na eternidade fica mais claro.
O principio masculino é mais raro.
Na própria espécie humana sabemos que há muito mais mulheres que homens e note que países como a China e tantos outros fundamentalistas islâmicos buscam sofregamente um "varão" como herdeiro.
Falando ainda dentro dos paradigmas do xamanismo vem outra questão.
A mulher tem um elo mais fácil com a eternidade.
A intuição faz parte dos atributos femininos.
Nós homens temos que trabalhar para desenvolver essa outra abordagem.
Por isso que temos maior domínio sobre ela.
Fomos nós que estudamos e sistematizamos processos para o trabalho mágico, que nas mulheres é natural e sensível.
Daí que toda religião fundamentalista tem uma necessidade muito grande de afastar a mulher de seu centro de poder.
Vejam que as grandes religiões dessa era de escravos não tem mulheres fortes e elas só tem respeito dos cleros pseudopatriarcais quando são servis, como a virgem que gerou a semente de deus em si, logicamente resultando num "varão".
Sim, ambos, homem e mulher, são sagrados. Sim, ambos precisam se harmonizar de forma equilibrada e equipotente quando do casamento sagrado.
Mas o mundo, a existência é mais que o ser humano, e nesta amplitude pelo que estudei e sinto a energia feminina de fato é o estofo onde nos apoiamos.
Daí que isso reflita na visão pagã da Deusa e seu consorte.
Aí vamos para a outra questão.
Quando uma mulher se submete a um homem ela não apenas perde seu poder. Ela se torna a fonte de poder do homem.
Quantos homens dependem totalmente de uma relação vampiresca com a companheira para seu sucesso, daí o ciúmes doentio e o medo constante de perder sua "fonte" de energia.
É claro que uma troca justa entre pessoas maduras é mais que recomendável, mas isto ocorre?
Raramente.
E tem outro ponto que é ainda mais polêmico e só comento porque alguns autores, entre eles alguns taoístas e alguns xamãs já publicaram sobre o que me exime da responsabilidade de ser o primeiro a falar sobre isso, coisa sempre delicada.
Antes um detalhe.
Quando falo xamanismo estou falando do ramo que estudo. Se vocês dizem que o termo Wicca é um guarda chuva sob o qual muitas linhagens agem, o termo xamanismo é daqueles guarda-chuvas de hotel.
E precisar a fonte das tradições é delicado, pois o termo Maia é equivocado demais, pois os Maias existiram num tempo antes do aceito pelos registros históricos modernos, sendo os Maias por estes citados os que chamamos Maias históricos, que herdaram a forma, mas não o conteúdo da ampla civilização maia.
Astecas eram conquistadores, como os romanos, que tomaram as terras e a cultura dos conquistados, muito deturpando, criando sacrifícios de sangue onde antes havia outra coisa.
Incas então é um termo completamente equivocado, chamar de Incas o povo que se desenvolveu em certa região dos Andes é como chamar de Faraós todos os egípcios.
Que não dizer então das sofisticadas civilizações da Amazônia que não construíram monumentos em pedras (os que ali existem ainda perdidos são de civilizações mais anteriores) e não deixaram "vestígios" classificáveis pela arqueologia?
Assim uso o termo genérico xamanismo para especificar as linhagens as quais estou exposto, com o cuidado de deixar claro que o tema é amplo.
Bom, o fato é que nestas linhagens consideramos que a mulher não apenas gera e amamenta o ser, mas sustenta o homem também energeticamente através do ato sexual.
Só um homem que trabalha bem sua sexualidade e sua energia realmente oferece para a mulher uma "troca justa de energia".
Os que não fazem isso na realidade sugam a energia feminina durante o orgasmo.
Lembro-me quando uma garota do meu grupo questionou a Marta sobre isso.
Ela explicou que as mulheres por processos seus tem mais facilidade de guardar energia que os homens, até por terem útero, um órgão mágico.
Assim é normal que esta energia a mais vá se acumulando, se a mulher não sabe levar essa energia para outras oitavas num trabalho consciente acaba que tal energia afeta o emocional e o mental.
Ai a mulher se sente "elétrica", com "muita energia", irriquieta.
Daí que após ficar com um homem essa energia extra é toda levada embora.
Aí ela vai considerar que está bem, quando na realidade foi vampirizada.
Se a mulher em questão não pretende nenhum trabalho transcendente de beleza, foi mesmo um equilíbrio, mas se pretende ir a esferas mais amplas da percepção, tchau, vai demorar bem, pois a energia suplementar necessária lhe foi tirada.
O tema é amplo, complexo, mas vale a pena abordar.
Aí vem minha total concordância quando se diz que se a mulher não rompe com o vício de crer que o homem amado é o centro de sua vida e para o qual ela deve viver nunca chegará a bruxa nem a xamã.
Falo isso observando as mulheres do meu grupo, como isso é fato.
Isso não quer dizer que a mulher não vai estabelecer uma relação sagrada de troca e harmonia com um homem, apenas não vai fazer dele o centro de sua vida, sua única meta, como via de regra as mulheres fazem, por terem sido condicionadas a fazer.
E nós, homens, temos que redimensionar nossa visão da mulher, da companheira, aceitando que não somos o centro da vida das mesmas, somos seus companheiros, se somos aves livres voando nos céus nenhum dos dois é o centro, o prazer de compartilhar o voo é que nos une.
Tive uma namorada que dizia ser a melhor relação a suplementar, não a complementar, pois quando precisamos de outra pessoa para nos complementar é sinal que não estamos inteiros e vamos sempre ter medo que a outra parte, a "cara metade" vá embora e nos sintamos menos que inteiros de novo, palco fácil para ciúmes, crises e tudo mais.
Se somos completos em nós não estamos em busca, da "cara metade", este mito platônico que tanto já confundiu. Estamos em busca de outra pessoa também inteira, também plena para partilhar conosco a aventura fantástica e empolgante que chamamos vida.
Ora, se somos inteiros não haverá insegurança, medo de perder, ciúmes doentio.
Aí podemos "viver e deixar viver".
Sem medos, sem ranços.
Só quem já viveu relações assim vai entender como isso é demais.
Aceitar a mulher na sua total liberdade é o passo para nossa plena liberdade também.
E não se esqueçam que sou um escorpião, com toda a possessividade de um, daí que fique claro que não foi em dois dias que consegui atingir essa visão das coisas, que isso não me caiu do céu, mas após anos de árduo trabalho interior.



Fonte: Caminhos Pagão

Sabbath de Yule


Por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte e por volta de 21 de junho no hemisfério Sul


Yule é o momento na Roda do Ano no qual o Rei do Azevinho (Senhor das Sombras) é vencido pelo Rei do Carvalho (o Rei do Sol, a Criança da Promessa) que chega.


É impossível discutir as Tradições de Yule sem mencionar o Natal. Muitos dos costumes de Yule foram absorvidos pela Igreja Cristã, quando o Catolicismo tentava se estabelecer na Europa.


O Natal Cristão já foi festejado em várias datas diferentes no decorrer do século, mas se estabeleceu no dia 25 de dezembro, pois associou muitos dos costumes da antiga e milenar celebração do Solstício de Inverno, que ocorre por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte.


As Tradições Cristãs dizem que Maria deu à luz Jesus no vigésimo quinto dia, mas não confirma de qual mês. Finalmente em 320 d.C., a Igreja Católica decidiu marcar o nascimento de Cristo em dezembro para absorver o culto sagrado do Solstício de Inverno dos celtas e saxões.



O Nascimento de um Deus no Solstício de Inverno não é exclusivo do Catolicismo, pois muitos “bebês divinos” nasceram nesta época. Mistras é um exemplo claro disso.Há muitas práticas que são utilizadas por Cristãos hoje que possuem origens essencialmente Pagãs. A Árvore de Natal, decorada com bolas e uma estrela no topo, não é nada mais nada menos que a antiga árvore que os Pagãos decoravam nos tempos ancestrais com velas, comidas e bolas coloridas (símbolos fálicos relacionados ao Deus) encimada por um Pentagrama, o símbolo da Bruxaria.


As guirlandas, o azevinho, a Tora de Yule (Yule Log) queimando no fogo são todos costumes Pagãos.Yule, o Solstício de Inverno, acontece por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte e por volta de 21 de junho no hemisfério Sul. O Sol agora encontra-se em Nadir, por isso é a noite mais longa do ano.Muitos Pagãos celebram Yule com o festival da Luz, que comemora a Deusa como Mãe que dá nascimento ao Deus Sol, a Criança da Promessa. Outros celebram a vitória do Deus da Luz (Rei do Carvalho) sobre o Rei das Sombras (Rei do Azevinho), pois a partir desse momento os dias se tornarão visivelmente mais longos com o passar do tempo, mesmo com frio.Esse Sabbat representa o retorno da luz.


Aqui, na noite mais escura e fria do ano, a Deusa dá nascimento à Criança do Sol e as esperanças renascem, e Ele trará calor e fertilidade à Terra. Yule é o tempo de celebrar o Deus Cornífero. Nesse dia, muitas tradições Pagãs se despedem da Deusa e dão boas-vindas ao Deus, que governará a metade clara do ano.Em tempos antigos pequenas bonecas de milho eram carregadas de casa em casa com canções típicas de Yule. Os primeiros Pagãos acreditavam que esse ato traria as bênçãos da Deusa às casas que fossem vistiadas pelas Corn Dollies.Era um tempo ideal para colher o visco, considerado muito mágico para os Antigos Druidas, que o chamavam de o “Ramos Dourado”.


Os druidas acreditavam que o visco possuía grandes poderes de cura e possibilitava ao homem mortal acessar o Outro Mundo. O visco é um dos símbolos fálicos do Deus e possui esse significado baseado na idéia de que as bagas brancas representam o Divino sêmen do Deus, em contraste às bagas vermelhas do azevinho, semelhantes ao sangue menstrual da Deusa. O visco representa a simbólica substância divina e o senso de imortalidade que todos precisam possuir nos tempos de Yule.


A Tradição da Árvore de Natal tem origem nas celebrações Pagãs de Yule, nas quais as famílias traziam uma árvore verde para dentro de casa para que os espíritos da Natureza tivessem um lugar confortável para permanecer durante o Inverno frio. Sinos eram colocados nos galhos da árvore. Os espíritos da Natureza eram presenteados e as pessoas pediam aos elementais que as mantivessem tão vivas e fortes durante o Inverno como a árvore que recebia lindos enfeites.


O pinheiro sempre esteve associado com a Grande Deusa. As luzes e os ornamentos, como Sol, Lua e estrelas que faziam parte da decoração das árvores, representavam os espíritos que eram lembrados no final de cada ano. Presentes era colocados aos pés da árvore para as Divindades e isso resultou na moderna troca de presentes da atual festa natalina.As cores tradicionais do Natal, verde e vermelho, também são de origem Pagã, já que esse é um Sabbat que celebra o fogo (vermelho) e usa uma Tora de Yule (verde). Um pedaço de tronco que havia sido preservado durante todo o decorrer do ano era queimado, enquanto um outro novo era enfeitado e guardado para proteger toda casa durante o ano que viria. Os troncos geralmente eram decorados com símbolos que representassem o que as pessoas queiram atrair para sua vida.


A tradição da Tora de Yule perseverou até os dias atuais entre os Wiccanos, que fazem três buracos ao longe de um pequeno tronco e colocam três velas em cada buraco, uma branca, uma vermelha e uma preta para simbolizar a Deusa Tríplice. A Tora de Yule também é decorada com azevinho sempre verde para simbolizar a união da Deusa e do Deus.


Em Yule a casa era decorada com azevinho, representando a metade escura do ano, para celebrar o fim da escuridão da Terra.Para os antigos celtas, celebrar o Solstício de Inverno era o mesmo que reafirmar a continuação da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessaremos até a chegada da Primavera. É o momento de contar histórias, canta e dançar com a família, celebrando a vida e a união.


O tema principal desse Sabbat é a Luz em todas as suas manifestações, seja o fogo da lareira, seja de uma fogueira, de velas, etc. A Luz nesse Sabbat torna-se um elemento mágico capaz de ajudar o Sol a retornar para a Terra, para nossa vida, corações e mentes.Correspondência de YuleCores: vermelho, verde, dourado e branco.
Nomes Alternativos: Solstício de Inverno, Winter Rite, MidWinter, Alban Arthan, Carr Gomm, Retorno do Sol, Dia de Fionn.Deuses: o Deus, como a Criança da Promessa, e a Deusa, como a Mãe.


Ervas:
azevinho, carvalho, visco, alecrim, urze, cedro, pinho, louro.


Pedras:
rubi, granada, olho-de-gato.


Comidas e Bebidas Tradicionais:
bolos de frutas, nozes, pães variados, vinho quente e frio, uvas e maçãs, melões, porco ou peru assado.


Atividades:
- Cantar com a família.
- Decorar a árvore de Yule.
- Pintar cones de pinheiro como símbolos das fadas e pendurar na árvore de Yule.
- Tocar sinos para homenagear as fadas.
- Colocar guirlandas na porta principal de casa.
- Espalhar visco pela casa.
- Colocar sementes de flores e alpiste do lado de fora para os pássaros.
- Colher folhas verdes no dia de Yule e queimá-las em Imbolc para afastar o Inverno e invocar os poderes da Primavera.
- Fazer uma boneca de milho.
- Fazer uma Tora de Yule.


Fazendo uma Tora de Yule (Yule Log):
Uma Tora de Yule tradicionalmente é feita de carvalho, mas qualquer outro tronco de árvore pode substituí-lo.
Antigamente era utilizado para proteger a casa. A tora do ano anterior era queimada na lareira, enquanto uma nova era decorada e colocada no lugar da antiga.


Para fazer uma Tora de Yule você vai precisar de:
• Uma fita vermelha, uma fita verde e uma fita dourada;
• Ramos verdes;
• Uma tora de madeira.Enfeite a tora com ramos verdes e amarre-os com as fitas vermelha, verde e dourada. Enquanto enfeita a tora, peça à Deusa que o seu lar seja protegido e abençoado.


Guarde-a em um lugar de destaque em sua casa até o ano seguinte, no qual ela deverá ser queimada e substituída por uma nova.


Tora de Yule Alternativa
Esta Tora de Yule é ideal para enfeitar o Altar na celebração do Sabbat.
Você precisará de:
• Uma vela branca, uma vela preta e uma vela vermelha;
• Fitas verdes, vermelhas e douradas;
• Ramos verdes;
• Um tronco fino de aproximadamente 30 cm e com três furos subseqüentes ao longo da madeira.
Enfeite o tronco com as fitas e com os ramos verdes. Coloque um avelã em cada furo. Coloque a Tora de Yule sobre o Altar e acenda as velas como parte de cerimônia do Sabbat.


Árvore de Yule
A Árvore de Yule é um costume pagão que perdurou por séculos, tanto que foi incorporado nas celebrações natalinas realizadas no Solstício de Inverno, que no hemisfério Norte ocorre em dezembro, como parte integrante de suas Tradições.
A Árvore de Yule é uma forma simples de homenagear os elementos e pedir proteção.


Para fazer a árvore você precisará de:
• Um pequeno pinheiro verde;
• Pequenas bolas multicoloridas de preferência pintadas por você;
• Símbolos como Sol, Lua e estrelas;
• Pequenas velas.
Enfeite o pinheiro com as bolas coloridas, os símbolos de Sol, Lua, estrelas e espalhe as velinhas pelos ramos do pinheiro.
Na noite de Yule, acenda todas as velas da árvore, fazendo um pedido para cada vela acesa.
Cante e dance em volta da árvore, festejando e honrando os espíritos da Natureza e o Deus, a Sagrada Criança da Promessa, que nasce novamente nesse dia.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A Sacralidade da Terra


Cultura, religião e sociedade sempre caminharam juntas, e apenas recentemente houve uma separação desses setores. Para os povos antigos, que dependiam essencialmente da terra para viver, culto e celebrações eram a mais natural forma de honrar a Natureza.Pode-se dizer que há uma relação de troca: da mesma forma que a Terra lhes dava boas colheitas, o povo retribuía com celebrações, cultos, sacrifícios, oferendas.Hoje em dia fala-se tanto em desenvolvimento sustentável, que é até irônico notar como mais uma vez os povos celtas tinham costumes avançados para o seu tempo. Antigamente, quando as aldeias atingiam uma população muito grande, eles dividiam a aldeia em duas, sendo que esta segunda migrava para um outro lugar, a fim de preservar a Natureza no local anterior. Eles sabiam que, se a população continuasse a crescer, logo os recursos naturais acabariam, e isso era uma questão de sobrevivência. Não só deles, mas da própria Terra.A Hipótese Gaia, que afirma que a Terra é um ser vivo, está cada vez mais sendo aceita. Vemos o nosso planeta como algo sagrado porque moramos nele e dependemos dele. Por mais que a maioria de nós more em cidades urbanas, afastados da Natureza, não podemos jamais nos esquecer que dependemos dela para sobreviver.A água, as árvores, plantações, animais, tudo isso faz parte do nosso dia-a-dia. Muitas vezes escuto algumas pessoas dizerem: "Eu não sou chegado a essa coisa de Natureza!", mas é inevitável. É como dizer que não gosta de política. É algo que se vive diariamente, o tempo todo. Você pode "não ser chegado" em Natureza, mas respira o ar que vem dela, bebe água, toma banho, faz comida com alimentos orgânicos. Não dá pra fugir disso.O grande problema hoje em dia é que a população mundial está crescendo rapidamente e, com isso, os recursos naturais estão se esgotando. Um dia, se não cuidarmos, nada mais teremos. No Japão, já se discute o fato de que daqui a 50 anos não haverá mais água no país. Esse caos não pode acontecer.É por isso que cuidar da Terra não é uma frescura de quem se diz pagão ou bruxa; é uma necessidade. Não só celebrar os rituais da Roda do Ano, mas também botar a mão na massa literalmente, participando de campanhas contra o derrubamento de árvores, ajudar animais perdidos, plantar árvores e plantas, cultivar uma horta em seu quintal, participar de manifestações etc. Há tantas formas de ajudar!A conexão com a Natureza deve ser permanente. De nada adianta celebrar maravilhosamente um ritual de solstício de inverno se depois de duas horas você joga fora uma latinha de alumínio sem reciclar. De nada adianta celebrar um solstício de verão com seu caldeirão cheio de água e flores se você demora mais de uma hora no banho. São questões de bom-senso e de preservação.Sejamos bruxos sim, mas acima de tudo pagãos, no sentido literal da palavra, que significa "ser do campo". Cuidar da Terra é a vitalidade do Paganismo, mas deveria ser a prioridade na vida de todas as pessoas, sejam elas pagãs, cristãs, budistas, taoístas, o que seja.



segunda-feira, 30 de maio de 2011

Porque existe preconceito contra a mulher?

Uma série de conceitos preconceituosos de grandes pensadores contribuiu para relegar a mulher a uma posição de inferioridade e reprimir qualquer manifestação do feminino na história

A imagem de fragilidade e submissão sempre esteve ligada à mulher na história, principalmente na antiguidade, idade média e moderna. Muitos pensadores, teólogos e filósofos contribuíram para aumentar sua posição de inferioridade, mas o que não impediu que muitas mulheres se rebelassem contra tal atitude em todos os tempos.

Muitos são eles que contribuíram para o preconceito contra o sexo feminino ao longo dos tempos veja alguns deles. Na antiguidade Platão dizia “que os homens covardes que foram injustos durante sua vida, serão provavelmente transformados em mulheres quando reencarnarem”; Aristóteles afirmava que “a fêmea e fêmea em virtude de certas faltas de qualidade”.

Na idade média as mulheres foram classificadas de três formas como prostitutas, bruxas ou santas servindo como modelo a virgem Maria. As prostitutas eram as que se entregavam aos vícios da carne e utilizavam seus corpos para saciar os desejos ou para ganho. As mulheres bruxas eram as que de alguma forma iam contra os dogmas da igreja, muitas mulheres que tinham de alguma forma acesso as artes, as ciências ou a literatura padeceram nas mãos da santa inquisição. Buscar alguma forma de conhecimento custou à vida de milhares de mulheres. As mulheres da idade média tinham que ser moldes de virtudes da Virgem Maria, dóceis, puras e devotadas aos seus maridos. Religiosos como São Tomas de Aquino dizia que “ela era um ser acidental e falho e que seu destino é o de viver sob a tutela de um homem, por natureza é inferior em força é dignidade“ Tertuliano dizia que “era a porta do Demônio”.

Na idade moderna não foi muito diferente, renomados pensadores tiverem sua parcela de contribuição nas justificativas de sexo frágil. Rousseau no século 18, disse que a mulher e um ser destinado ao casamento e a maternidade, Lamennais chamava – a de “estátua viva da burrice”, Diderot escreveu que embora pareçam civilizadas “continuam a ser, verdadeiras selvagens” e que ela era propriedade do homem. Napoleão não menos Machista afirmava “a mulher é nossa propriedade e nos não somos propriedade dela”. Kant a considera “pouco dotada intelectualmente, caprichosa indiscreta e moralmente fraca”; Schopenhauer coloca a mulher entre o homem e o animal e diz “cabelos longos inteligência curta”; Nietzsche “o homem deve ser educado para a guerra a mulher para a recreação do guerreiro” para Balzac a única glória das mulheres estava em fazer pulsar o coração de um homem, para Proudhon a mulher que trabalhava era umas ladra que roubava o trabalho de um homem.

Exemplos são o que não faltam na história de preconceitos contra o gênero feminino, como alguns que continuam a resistir ao tempo e vem mascarado, a exemplo temos a música, que cada vez mais traz em suas letras “piriguetes, safadonas, cachorronas, mulheres melancias, maças, enfim mulheres frutas” rótulos que acabam fazendo sucesso entre o público masculino, mas que limitam as mulheres ao culto de seus corpos.

Mesmo com a implacável perseguição ao longo dos séculos, que colocou as mulheres em uma posição de inferioridade, houve uma mudança cultural dos papeis atribuídos às mulheres. Muitas mulheres tiveram um papel essencial para tais mudanças e acabaram colocando seus nomes na história entre elas se destacam: Anita Garibaldi “a heroína de dois mundos”, Betty Friedam norte – americana uma das precursoras do feminismo escreveu vários livros sobre o tema, Caroline Herschel astrônoma e matemática alemã, Frida Kalo pintora mexicana, Katharine Graham jornalista americana foi a primeira mulher poderosa da mídia e presidente do The Washington Post, Cleópatra, Elizabeth I, Evita Perón, Indira Gandhi, Lady Di, Joana D’Arc., Madre Teresa de Calcutá, Margaret Thatcher, Maria Bonita, Marilyn Monroe e Simone de Beauvoir entre outras tiveram grande importância em diversas áreas.

Se a repressão perdurou por várias fases históricas hoje as mulheres respiram mais aliviadas com a conquista de vários direitos como o avanço no mercado de trabalho, apesar do sexo masculino ainda ganhar mais e o direito ao voto. E como diz a frase da primeira dama da 



Califórnia Maria Shriver “mulheres bem-comportadas não fazem história”.



quinta-feira, 26 de maio de 2011

Seja você mesmo


Ontem eu estava pensando em como nosso coração fica tranquilo quando nos relacionamos verdadeiramente com outra pessoa. Os relacionamentos verdadeiros só podem os ser se formos nós mesmos durante o processo.
Muitas vezes colocamos uma couraça de proteção, para “ninguém” pensar nada de mal ou fazerem juízo de valor – mas esquecemos que esse é o principal motivo que faz com que as pessoas nos julguem e nos considere alguma coisa que nós não somos.
Quando somos nós mesmos, falamos do que gostamos, o que sentimos, nossos receios. Damos gargalhadas sem motivo (mesmo quando sua casa está sem luz – metaforicamente ou não), comemos bolo de chocolate com consciência das calorias e o mais importante, ficamos com o coração tranquilo, pois não estamos burlando nada e nem tentando demonstrar algo diferente da nossa essência.
Mas é claro que só conseguimos sermos nós mesmos, quando nos relacionamos com alguém que se porta da mesma forma e que está de coração aberto para ver o que o outro tem para oferecer.
Ser você mesmo, de coração aberto, com certeza é um bom sinal para ser feliz.

Bons sentimentos

Ontem a noite estava deitada na minha cama, com uma xícara de chá, lendo um livro e me veio um pensamento e um sentimento: Estou feliz; sinto-me tranquila e em paz. Sensação gostosa. E hoje me peguei pensando mais uma vez  na felicidade.
O que é ser feliz afinal? É ter tudo que desejamos, é alcançar nossos objetivos? É ter amigos queridos, ter uma família que é unida e íntegra? Acredito que a felicidade pode ser isso tudo e muito mais.
A minha percepção de felicidade hoje – digo hoje, porque amanhã posso ter outra percepção:
  • Estar em equilíbrio emocional e afetivo;
  • Sensação de tranquilidade;
  • Acreditar que tudo vai dar certo;
  • Fazer o bem ao próximo;
  • Ser sorridente;
  • E o mais importante, olhar o melhor das pessoas.
Acho que além do desejo de felicidade, meu sentimento é de tranquilidade. Hoje estou tranquila na minha vida, sem muitas expectativas, sem muitos planos, apenas tentando vivenciar o que há de melhor: nossas relações com pessoas queridas.

Fonte::Paula Barouchel