quarta-feira, 15 de junho de 2011

Ritos de passagem na menopausa





A menopausa – e a vida da mulher após esta transição - tem múltiplos significados. O mais simples é o biológico, assinalando o fim da fase fértil, as mudanças hormonais, as alterações físicas, psíquicas e emocionais. Outro aspecto, que pesa muito para a mulher moderna, é o medo da perda da juventude, da beleza, a diminuição da sua sexualidade e feminilidade. Ao aceitar os conceitos culturais e comportamentais da sociedade atual, a menopausa torna-se um vaticínio sombrio para a mulher que teme perder seus encantos, seu poder ou sua capacidade de realização. Mas há ainda, um outro aspecto mais profundo e complexo, de significado espiritual, que pode transformar o processo da menopausa em um verdadeiro rito de passagem.
A mulher não tem escolha em relação à ocorrência da menopausa, mas ela pode escolher suas atitudes e conceitos a respeito do fato, bem como os significados e os novos valores que esta fase da sua vida pode lhe trazer.
Nas sociedades antigas, as mulheres idosas desfrutavam de privilégios e posições de destaque, detendo o poder sacerdotal e curador e a responsabilidade das decisões nos conselhos da comunidade. As sacerdotizas oraculares de Delfos, na Grécia, eram escolhidas entre as mulheres pós-menopausa. Nas “Casas de Conselho” dos povos nativos, as anciãs têm lugares de honra e o poder de escolher os chefes do clã.
Com o advento do patriarcado e principalmente com as perseguições da Inquisição, as mulheres sábias (parteiras, curandeiras, rezadeiras, profetizas, adivinhas), começaram a ser perseguidas, difamadas e por último proibidas de exercerem seus dons. Criaram-se lendas e histórias grotescas denegrindo as figuras das bruxas corcundas com pêlos no rosto e verrugas no nariz, sinais de envelhecimento da mulher. Na verdade, o que a sociedade patriarcal e a Igreja temiam, era o poder e a sabedoria das mulheres que representavam o terceiro aspecto da Deusa – o da Anciã.
Após o ostracismo a que foi relegada nos últimos 3000 anos a figura da Matriarca e da Mulher Sábia ressurge atualmente pelo movimento da espiritualidade feminina, devolvendo à mulher pós-menopausa a dignidade, o valor, o respeito e o reconhecimento de sua sabedoria.
Diferente da mulher que menstrua e que entra em contato com o seu poder interior durante a sua fase menstrual, a mulher pós-menopausa tem acesso permanente aos planos sutis, podendo ultrapassar o limiar entre os mundos sempre que quiser, não mais restringida pelo seu ciclo. Adquirindo essa nova habilidade da percepção constante dos dois mundos (o da realidade comum e o incomum, ou astral), a mulher, ao guardar seu sangue e não mais vertê-lo, torna-se uma curadora, xamã, profetiza ou sacerdotiza em potencial. Era este o dom que era reconhecido e valorizado antigamente, quando as mulheres idosas eram respeitadas como conselheiras, guardiãs das tradições, intermediárias entre a comunidade e os espíritos ancestrais, mestras nas curas, oráculos e nos ensinamentos passados para as novas gerações.
Os ritos de passagem da menopausa marcam a transição da mulher da sua antiga percepção do mundo e o despertar para a nova realidade do mundo sutil. Aceitando este processo de morrer para o passado, mergulhando profundamente na escuridão dos seus medos, ela pode renascer como uma Mulher Sábia, representante da face escura da Deusa, conselheira e guia para as mulheres mais jovens.
Trecho extraído do livro "O Legado da Deusa" (Mirella Faur)




Uma Etapa de Grande Poder


Muitas mulheres ficam tristes quando deixam de menstruar, pois é justamente uma época em que começam realmente a compreender este acontecimento em suas vidas; no entanto o que precisamos entender nesse momento é que a menopausa também é uma época de grande poder para as mulheres.
Antigamente as mulheres velhas foram reverenciadas pela sua sabedoria e pela sua magia; hoje estamos voltando a esse tempo ao comprovar que a menopausa nos traz uma energia extra, assinalando o momento no que a mulher é capaz de sustentar a sua própria sabedoria , isto é a conexão com suas ancestrais.
A experiência da menopausa representa uma pausa, e se a mulher consegue manter-se nessa pausa, acontece uma transformação dentro dela, isto lhe permitindo alcançar a sabedoria.
Ao longo da historia dos povos matrifocais podemos comprovar que acreditava-se que
quando as mulheres entravam na menopausa, retinham seu sangue e com ele todo o seu poder, o que levava estes povos a ver com certo temor e respeito estas mulheres.

Hoje em dia muitas delas quando alcançam os quarenta anos, e algumas antes inclusive, ao chegarem aos trinta, decretam sua morte pois começam a canalizar energia num processo de envelhecimento, apartando-se assim de seus próprios ciclos naturais o que serve de base para maus pensamentos e sentimentos sobre esta etapa, desequilibrando elas mesmas seu corpo com criticas e maldições.

Tudo isto é porque há um grande mal entendido no que se refere á menopausa, semelhante ao que acontece quando acredita-se que a menstruação é um castigo e não uma bênção como deviam ser encaradas estas duas fases maravilhosas na vida de toda mulher.
Todo o mundo tem a tendência a adotar estas interpretações equivocadas, sendo que a menopausa deveria ser vista como um enorme presente e que na verdade nesse momento da vida não perdemos nada, ao contrário, é um momento que contem um ganho enorme e um real e verdadeiro florescimento para todas aquelas que procuram saber e aceitar esta nova fase cheia de Liberdade e Poder.




2 comentários:

  1. Amiga!! Que bom que voltou, rsrsrs
    Fico muito feliz!
    O nosso corpo nos diz o que fazer sempre, é só escutarmos, e aprendermos sempre com as novas etapas.
    Beijos encatados.
    Lua.

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  2. Amiga, estou por aqui de novo, para te fazer um convite, voltei a postar em meu blog de doces, passe por lá e ve se gosta.
    Beijos doces.
    sua amiga Lua.

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