domingo, 5 de junho de 2011

O Retorno de Lilith





Temos dois momentos nesse tema e que precisam ser tratados de forma clara.
Enquanto homens e mulheres, temos nossas realidades existenciais.
Nestas realidades estamos inseridos numa sociedade que tem o pseudo-patriarcalismo como norma.
Digo pseudo porque o que temos na civilização dominante não é o patriarcal, mas uma paródia do mesmo.
Assim como os mercenários a soldo dos países poderosos não podem ser chamados de guerreiros, no sentido taoísta e xamânico do termo, não podemos chamar de patriarcal esta sociedade, que tem no despotismo, na valorização dos valores desequilibrados dos conquistadores suas referências.
Somos uma civilização criada para gerar escravos.
De vários níveis, mas escravos a servir um sistema, servir a Matrix, doar nossa energia vital para manter o sistema que aí está existindo.
Portanto sair dessa prisão é romper com os paradigmas que nos mantém atados a mesma.
E é um longo processo.
O paganismo tem uma diferença fundamental das crenças judaico-cristãs.
O ser humano não é especial, à parte da natureza.
É parte integrante da natureza, nem mais nem menos.
Assim somos unos com a vida.
Enquanto homens temos características que nos marcam.
As mulheres tem as suas.
A Deusa não é apenas feminina, é o principio feminino e mais que isso.
A mulher não é tudo que a Deusa é.
A mulher precisa se trabalhar muito para recuperar a sintonia com a Deusa e depois seguir trabalhando para deixar a condição de fêmea dos primatas e continuar sua fusão com a energia feminina da existência.
Assim como o Deus não é apenas masculino. É o principio masculino e mais que isso.
Nós, homens, temos que nos trabalhar muito para recuperar a sintonia com o Deus e deixarmos de ser apenas a condição de macho dos primatas e continuar nossa fusão com a energia masculina da existência.
Todos trazemos em nós energias masculinas e femininas.
Biologicamente, somos levados a manifestar a energia masculina, se somos homens, e feminina, se somos mulheres, mas existem homens profundamente femininos e muitas mulheres masculinas, quer manifestem isso sexualmente também ou não.
Enquanto seres humanos nada mais sério e profundo que encontrarmos o equilíbrio dessas forças em nós, mas ao final, mesmo no nível que o casamento alquímico, interior, o Hierogamos sagrado foi realizado, o homem continua sendo homem, embora não mais um simples macho primata e a mulher continua sendo mulher, embora não mais uma simples fêmea primata.
Entraram em fusão com outros aspectos.
E neste nível, neste plano o equilíbrio perfeito é mais que necessário e bem vindo.
Isto é uma estância.
Mas no xamanismo também reconhecemos que a energia feminina é mais predominante na existência que a masculina.
Mais longe, os xamãs de várias linhagens consideram a própria existência feminina.
Mesmo biologicamente a mulher tem um papel muito mais complexo que o homem no manter da vida.
É claro que é fundamental a existência de ambos para "criar" um novo ser.
É o homem que estimula a vida que seguiria potencial.
Sem o esperma, semente, do homem o ovo não vingaria.
Mas, uma vez "ativado" o processo, a participação da mulher é muito maior.
É um fato.
Nenhum homem corre riscos durante a gestação de seu filho.
Nenhum homem tem enjoos, problemas de coluna, engorda enfim tudo que acompanha a gravidez.
Nenhum homem amamenta a cria.
E mesmo que o leite materno não venha e seja substituído por leite de cabra ou vaca é uma fêmea que está na história.
Isso não "diminui" o homem, a meu ver apenas nos localiza em nosso contexto real.
Para os xamãs de várias linhagens a energia predominante na existência é feminina.
A matéria original é feminina.
Por isso a Deusa aparece com mais poder que o Deus.
Mas isso de forma alguma quer dizer que devemos deixar a ligação com o Deus de lado e nos focarmos só na Deusa, pois isso seria perceber a parte e não o todo.
Algo profundamente desequilibrado.
É que falar de Deus e Deusa já me soa muito antropomórfico, parece que estamos falando de Jeová e Nossa senhora, imagens feitas a semelhança do ser humano para indicar o que está além da forma.
Se colocarmos que o principio feminino é predominante na eternidade fica mais claro.
O principio masculino é mais raro.
Na própria espécie humana sabemos que há muito mais mulheres que homens e note que países como a China e tantos outros fundamentalistas islâmicos buscam sofregamente um "varão" como herdeiro.
Falando ainda dentro dos paradigmas do xamanismo vem outra questão.
A mulher tem um elo mais fácil com a eternidade.
A intuição faz parte dos atributos femininos.
Nós homens temos que trabalhar para desenvolver essa outra abordagem.
Por isso que temos maior domínio sobre ela.
Fomos nós que estudamos e sistematizamos processos para o trabalho mágico, que nas mulheres é natural e sensível.
Daí que toda religião fundamentalista tem uma necessidade muito grande de afastar a mulher de seu centro de poder.
Vejam que as grandes religiões dessa era de escravos não tem mulheres fortes e elas só tem respeito dos cleros pseudopatriarcais quando são servis, como a virgem que gerou a semente de deus em si, logicamente resultando num "varão".
Sim, ambos, homem e mulher, são sagrados. Sim, ambos precisam se harmonizar de forma equilibrada e equipotente quando do casamento sagrado.
Mas o mundo, a existência é mais que o ser humano, e nesta amplitude pelo que estudei e sinto a energia feminina de fato é o estofo onde nos apoiamos.
Daí que isso reflita na visão pagã da Deusa e seu consorte.
Aí vamos para a outra questão.
Quando uma mulher se submete a um homem ela não apenas perde seu poder. Ela se torna a fonte de poder do homem.
Quantos homens dependem totalmente de uma relação vampiresca com a companheira para seu sucesso, daí o ciúmes doentio e o medo constante de perder sua "fonte" de energia.
É claro que uma troca justa entre pessoas maduras é mais que recomendável, mas isto ocorre?
Raramente.
E tem outro ponto que é ainda mais polêmico e só comento porque alguns autores, entre eles alguns taoístas e alguns xamãs já publicaram sobre o que me exime da responsabilidade de ser o primeiro a falar sobre isso, coisa sempre delicada.
Antes um detalhe.
Quando falo xamanismo estou falando do ramo que estudo. Se vocês dizem que o termo Wicca é um guarda chuva sob o qual muitas linhagens agem, o termo xamanismo é daqueles guarda-chuvas de hotel.
E precisar a fonte das tradições é delicado, pois o termo Maia é equivocado demais, pois os Maias existiram num tempo antes do aceito pelos registros históricos modernos, sendo os Maias por estes citados os que chamamos Maias históricos, que herdaram a forma, mas não o conteúdo da ampla civilização maia.
Astecas eram conquistadores, como os romanos, que tomaram as terras e a cultura dos conquistados, muito deturpando, criando sacrifícios de sangue onde antes havia outra coisa.
Incas então é um termo completamente equivocado, chamar de Incas o povo que se desenvolveu em certa região dos Andes é como chamar de Faraós todos os egípcios.
Que não dizer então das sofisticadas civilizações da Amazônia que não construíram monumentos em pedras (os que ali existem ainda perdidos são de civilizações mais anteriores) e não deixaram "vestígios" classificáveis pela arqueologia?
Assim uso o termo genérico xamanismo para especificar as linhagens as quais estou exposto, com o cuidado de deixar claro que o tema é amplo.
Bom, o fato é que nestas linhagens consideramos que a mulher não apenas gera e amamenta o ser, mas sustenta o homem também energeticamente através do ato sexual.
Só um homem que trabalha bem sua sexualidade e sua energia realmente oferece para a mulher uma "troca justa de energia".
Os que não fazem isso na realidade sugam a energia feminina durante o orgasmo.
Lembro-me quando uma garota do meu grupo questionou a Marta sobre isso.
Ela explicou que as mulheres por processos seus tem mais facilidade de guardar energia que os homens, até por terem útero, um órgão mágico.
Assim é normal que esta energia a mais vá se acumulando, se a mulher não sabe levar essa energia para outras oitavas num trabalho consciente acaba que tal energia afeta o emocional e o mental.
Ai a mulher se sente "elétrica", com "muita energia", irriquieta.
Daí que após ficar com um homem essa energia extra é toda levada embora.
Aí ela vai considerar que está bem, quando na realidade foi vampirizada.
Se a mulher em questão não pretende nenhum trabalho transcendente de beleza, foi mesmo um equilíbrio, mas se pretende ir a esferas mais amplas da percepção, tchau, vai demorar bem, pois a energia suplementar necessária lhe foi tirada.
O tema é amplo, complexo, mas vale a pena abordar.
Aí vem minha total concordância quando se diz que se a mulher não rompe com o vício de crer que o homem amado é o centro de sua vida e para o qual ela deve viver nunca chegará a bruxa nem a xamã.
Falo isso observando as mulheres do meu grupo, como isso é fato.
Isso não quer dizer que a mulher não vai estabelecer uma relação sagrada de troca e harmonia com um homem, apenas não vai fazer dele o centro de sua vida, sua única meta, como via de regra as mulheres fazem, por terem sido condicionadas a fazer.
E nós, homens, temos que redimensionar nossa visão da mulher, da companheira, aceitando que não somos o centro da vida das mesmas, somos seus companheiros, se somos aves livres voando nos céus nenhum dos dois é o centro, o prazer de compartilhar o voo é que nos une.
Tive uma namorada que dizia ser a melhor relação a suplementar, não a complementar, pois quando precisamos de outra pessoa para nos complementar é sinal que não estamos inteiros e vamos sempre ter medo que a outra parte, a "cara metade" vá embora e nos sintamos menos que inteiros de novo, palco fácil para ciúmes, crises e tudo mais.
Se somos completos em nós não estamos em busca, da "cara metade", este mito platônico que tanto já confundiu. Estamos em busca de outra pessoa também inteira, também plena para partilhar conosco a aventura fantástica e empolgante que chamamos vida.
Ora, se somos inteiros não haverá insegurança, medo de perder, ciúmes doentio.
Aí podemos "viver e deixar viver".
Sem medos, sem ranços.
Só quem já viveu relações assim vai entender como isso é demais.
Aceitar a mulher na sua total liberdade é o passo para nossa plena liberdade também.
E não se esqueçam que sou um escorpião, com toda a possessividade de um, daí que fique claro que não foi em dois dias que consegui atingir essa visão das coisas, que isso não me caiu do céu, mas após anos de árduo trabalho interior.



Fonte: Caminhos Pagão

Sabbath de Yule


Por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte e por volta de 21 de junho no hemisfério Sul


Yule é o momento na Roda do Ano no qual o Rei do Azevinho (Senhor das Sombras) é vencido pelo Rei do Carvalho (o Rei do Sol, a Criança da Promessa) que chega.


É impossível discutir as Tradições de Yule sem mencionar o Natal. Muitos dos costumes de Yule foram absorvidos pela Igreja Cristã, quando o Catolicismo tentava se estabelecer na Europa.


O Natal Cristão já foi festejado em várias datas diferentes no decorrer do século, mas se estabeleceu no dia 25 de dezembro, pois associou muitos dos costumes da antiga e milenar celebração do Solstício de Inverno, que ocorre por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte.


As Tradições Cristãs dizem que Maria deu à luz Jesus no vigésimo quinto dia, mas não confirma de qual mês. Finalmente em 320 d.C., a Igreja Católica decidiu marcar o nascimento de Cristo em dezembro para absorver o culto sagrado do Solstício de Inverno dos celtas e saxões.



O Nascimento de um Deus no Solstício de Inverno não é exclusivo do Catolicismo, pois muitos “bebês divinos” nasceram nesta época. Mistras é um exemplo claro disso.Há muitas práticas que são utilizadas por Cristãos hoje que possuem origens essencialmente Pagãs. A Árvore de Natal, decorada com bolas e uma estrela no topo, não é nada mais nada menos que a antiga árvore que os Pagãos decoravam nos tempos ancestrais com velas, comidas e bolas coloridas (símbolos fálicos relacionados ao Deus) encimada por um Pentagrama, o símbolo da Bruxaria.


As guirlandas, o azevinho, a Tora de Yule (Yule Log) queimando no fogo são todos costumes Pagãos.Yule, o Solstício de Inverno, acontece por volta de 21 de dezembro no hemisfério Norte e por volta de 21 de junho no hemisfério Sul. O Sol agora encontra-se em Nadir, por isso é a noite mais longa do ano.Muitos Pagãos celebram Yule com o festival da Luz, que comemora a Deusa como Mãe que dá nascimento ao Deus Sol, a Criança da Promessa. Outros celebram a vitória do Deus da Luz (Rei do Carvalho) sobre o Rei das Sombras (Rei do Azevinho), pois a partir desse momento os dias se tornarão visivelmente mais longos com o passar do tempo, mesmo com frio.Esse Sabbat representa o retorno da luz.


Aqui, na noite mais escura e fria do ano, a Deusa dá nascimento à Criança do Sol e as esperanças renascem, e Ele trará calor e fertilidade à Terra. Yule é o tempo de celebrar o Deus Cornífero. Nesse dia, muitas tradições Pagãs se despedem da Deusa e dão boas-vindas ao Deus, que governará a metade clara do ano.Em tempos antigos pequenas bonecas de milho eram carregadas de casa em casa com canções típicas de Yule. Os primeiros Pagãos acreditavam que esse ato traria as bênçãos da Deusa às casas que fossem vistiadas pelas Corn Dollies.Era um tempo ideal para colher o visco, considerado muito mágico para os Antigos Druidas, que o chamavam de o “Ramos Dourado”.


Os druidas acreditavam que o visco possuía grandes poderes de cura e possibilitava ao homem mortal acessar o Outro Mundo. O visco é um dos símbolos fálicos do Deus e possui esse significado baseado na idéia de que as bagas brancas representam o Divino sêmen do Deus, em contraste às bagas vermelhas do azevinho, semelhantes ao sangue menstrual da Deusa. O visco representa a simbólica substância divina e o senso de imortalidade que todos precisam possuir nos tempos de Yule.


A Tradição da Árvore de Natal tem origem nas celebrações Pagãs de Yule, nas quais as famílias traziam uma árvore verde para dentro de casa para que os espíritos da Natureza tivessem um lugar confortável para permanecer durante o Inverno frio. Sinos eram colocados nos galhos da árvore. Os espíritos da Natureza eram presenteados e as pessoas pediam aos elementais que as mantivessem tão vivas e fortes durante o Inverno como a árvore que recebia lindos enfeites.


O pinheiro sempre esteve associado com a Grande Deusa. As luzes e os ornamentos, como Sol, Lua e estrelas que faziam parte da decoração das árvores, representavam os espíritos que eram lembrados no final de cada ano. Presentes era colocados aos pés da árvore para as Divindades e isso resultou na moderna troca de presentes da atual festa natalina.As cores tradicionais do Natal, verde e vermelho, também são de origem Pagã, já que esse é um Sabbat que celebra o fogo (vermelho) e usa uma Tora de Yule (verde). Um pedaço de tronco que havia sido preservado durante todo o decorrer do ano era queimado, enquanto um outro novo era enfeitado e guardado para proteger toda casa durante o ano que viria. Os troncos geralmente eram decorados com símbolos que representassem o que as pessoas queiram atrair para sua vida.


A tradição da Tora de Yule perseverou até os dias atuais entre os Wiccanos, que fazem três buracos ao longe de um pequeno tronco e colocam três velas em cada buraco, uma branca, uma vermelha e uma preta para simbolizar a Deusa Tríplice. A Tora de Yule também é decorada com azevinho sempre verde para simbolizar a união da Deusa e do Deus.


Em Yule a casa era decorada com azevinho, representando a metade escura do ano, para celebrar o fim da escuridão da Terra.Para os antigos celtas, celebrar o Solstício de Inverno era o mesmo que reafirmar a continuação da vida, pois Yule é o tempo de celebrar o espírito da Terra, pedindo coragem para enfrentar os obstáculos e dificuldades que atravessaremos até a chegada da Primavera. É o momento de contar histórias, canta e dançar com a família, celebrando a vida e a união.


O tema principal desse Sabbat é a Luz em todas as suas manifestações, seja o fogo da lareira, seja de uma fogueira, de velas, etc. A Luz nesse Sabbat torna-se um elemento mágico capaz de ajudar o Sol a retornar para a Terra, para nossa vida, corações e mentes.Correspondência de YuleCores: vermelho, verde, dourado e branco.
Nomes Alternativos: Solstício de Inverno, Winter Rite, MidWinter, Alban Arthan, Carr Gomm, Retorno do Sol, Dia de Fionn.Deuses: o Deus, como a Criança da Promessa, e a Deusa, como a Mãe.


Ervas:
azevinho, carvalho, visco, alecrim, urze, cedro, pinho, louro.


Pedras:
rubi, granada, olho-de-gato.


Comidas e Bebidas Tradicionais:
bolos de frutas, nozes, pães variados, vinho quente e frio, uvas e maçãs, melões, porco ou peru assado.


Atividades:
- Cantar com a família.
- Decorar a árvore de Yule.
- Pintar cones de pinheiro como símbolos das fadas e pendurar na árvore de Yule.
- Tocar sinos para homenagear as fadas.
- Colocar guirlandas na porta principal de casa.
- Espalhar visco pela casa.
- Colocar sementes de flores e alpiste do lado de fora para os pássaros.
- Colher folhas verdes no dia de Yule e queimá-las em Imbolc para afastar o Inverno e invocar os poderes da Primavera.
- Fazer uma boneca de milho.
- Fazer uma Tora de Yule.


Fazendo uma Tora de Yule (Yule Log):
Uma Tora de Yule tradicionalmente é feita de carvalho, mas qualquer outro tronco de árvore pode substituí-lo.
Antigamente era utilizado para proteger a casa. A tora do ano anterior era queimada na lareira, enquanto uma nova era decorada e colocada no lugar da antiga.


Para fazer uma Tora de Yule você vai precisar de:
• Uma fita vermelha, uma fita verde e uma fita dourada;
• Ramos verdes;
• Uma tora de madeira.Enfeite a tora com ramos verdes e amarre-os com as fitas vermelha, verde e dourada. Enquanto enfeita a tora, peça à Deusa que o seu lar seja protegido e abençoado.


Guarde-a em um lugar de destaque em sua casa até o ano seguinte, no qual ela deverá ser queimada e substituída por uma nova.


Tora de Yule Alternativa
Esta Tora de Yule é ideal para enfeitar o Altar na celebração do Sabbat.
Você precisará de:
• Uma vela branca, uma vela preta e uma vela vermelha;
• Fitas verdes, vermelhas e douradas;
• Ramos verdes;
• Um tronco fino de aproximadamente 30 cm e com três furos subseqüentes ao longo da madeira.
Enfeite o tronco com as fitas e com os ramos verdes. Coloque um avelã em cada furo. Coloque a Tora de Yule sobre o Altar e acenda as velas como parte de cerimônia do Sabbat.


Árvore de Yule
A Árvore de Yule é um costume pagão que perdurou por séculos, tanto que foi incorporado nas celebrações natalinas realizadas no Solstício de Inverno, que no hemisfério Norte ocorre em dezembro, como parte integrante de suas Tradições.
A Árvore de Yule é uma forma simples de homenagear os elementos e pedir proteção.


Para fazer a árvore você precisará de:
• Um pequeno pinheiro verde;
• Pequenas bolas multicoloridas de preferência pintadas por você;
• Símbolos como Sol, Lua e estrelas;
• Pequenas velas.
Enfeite o pinheiro com as bolas coloridas, os símbolos de Sol, Lua, estrelas e espalhe as velinhas pelos ramos do pinheiro.
Na noite de Yule, acenda todas as velas da árvore, fazendo um pedido para cada vela acesa.
Cante e dance em volta da árvore, festejando e honrando os espíritos da Natureza e o Deus, a Sagrada Criança da Promessa, que nasce novamente nesse dia.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A Sacralidade da Terra


Cultura, religião e sociedade sempre caminharam juntas, e apenas recentemente houve uma separação desses setores. Para os povos antigos, que dependiam essencialmente da terra para viver, culto e celebrações eram a mais natural forma de honrar a Natureza.Pode-se dizer que há uma relação de troca: da mesma forma que a Terra lhes dava boas colheitas, o povo retribuía com celebrações, cultos, sacrifícios, oferendas.Hoje em dia fala-se tanto em desenvolvimento sustentável, que é até irônico notar como mais uma vez os povos celtas tinham costumes avançados para o seu tempo. Antigamente, quando as aldeias atingiam uma população muito grande, eles dividiam a aldeia em duas, sendo que esta segunda migrava para um outro lugar, a fim de preservar a Natureza no local anterior. Eles sabiam que, se a população continuasse a crescer, logo os recursos naturais acabariam, e isso era uma questão de sobrevivência. Não só deles, mas da própria Terra.A Hipótese Gaia, que afirma que a Terra é um ser vivo, está cada vez mais sendo aceita. Vemos o nosso planeta como algo sagrado porque moramos nele e dependemos dele. Por mais que a maioria de nós more em cidades urbanas, afastados da Natureza, não podemos jamais nos esquecer que dependemos dela para sobreviver.A água, as árvores, plantações, animais, tudo isso faz parte do nosso dia-a-dia. Muitas vezes escuto algumas pessoas dizerem: "Eu não sou chegado a essa coisa de Natureza!", mas é inevitável. É como dizer que não gosta de política. É algo que se vive diariamente, o tempo todo. Você pode "não ser chegado" em Natureza, mas respira o ar que vem dela, bebe água, toma banho, faz comida com alimentos orgânicos. Não dá pra fugir disso.O grande problema hoje em dia é que a população mundial está crescendo rapidamente e, com isso, os recursos naturais estão se esgotando. Um dia, se não cuidarmos, nada mais teremos. No Japão, já se discute o fato de que daqui a 50 anos não haverá mais água no país. Esse caos não pode acontecer.É por isso que cuidar da Terra não é uma frescura de quem se diz pagão ou bruxa; é uma necessidade. Não só celebrar os rituais da Roda do Ano, mas também botar a mão na massa literalmente, participando de campanhas contra o derrubamento de árvores, ajudar animais perdidos, plantar árvores e plantas, cultivar uma horta em seu quintal, participar de manifestações etc. Há tantas formas de ajudar!A conexão com a Natureza deve ser permanente. De nada adianta celebrar maravilhosamente um ritual de solstício de inverno se depois de duas horas você joga fora uma latinha de alumínio sem reciclar. De nada adianta celebrar um solstício de verão com seu caldeirão cheio de água e flores se você demora mais de uma hora no banho. São questões de bom-senso e de preservação.Sejamos bruxos sim, mas acima de tudo pagãos, no sentido literal da palavra, que significa "ser do campo". Cuidar da Terra é a vitalidade do Paganismo, mas deveria ser a prioridade na vida de todas as pessoas, sejam elas pagãs, cristãs, budistas, taoístas, o que seja.



segunda-feira, 30 de maio de 2011

Porque existe preconceito contra a mulher?

Uma série de conceitos preconceituosos de grandes pensadores contribuiu para relegar a mulher a uma posição de inferioridade e reprimir qualquer manifestação do feminino na história

A imagem de fragilidade e submissão sempre esteve ligada à mulher na história, principalmente na antiguidade, idade média e moderna. Muitos pensadores, teólogos e filósofos contribuíram para aumentar sua posição de inferioridade, mas o que não impediu que muitas mulheres se rebelassem contra tal atitude em todos os tempos.

Muitos são eles que contribuíram para o preconceito contra o sexo feminino ao longo dos tempos veja alguns deles. Na antiguidade Platão dizia “que os homens covardes que foram injustos durante sua vida, serão provavelmente transformados em mulheres quando reencarnarem”; Aristóteles afirmava que “a fêmea e fêmea em virtude de certas faltas de qualidade”.

Na idade média as mulheres foram classificadas de três formas como prostitutas, bruxas ou santas servindo como modelo a virgem Maria. As prostitutas eram as que se entregavam aos vícios da carne e utilizavam seus corpos para saciar os desejos ou para ganho. As mulheres bruxas eram as que de alguma forma iam contra os dogmas da igreja, muitas mulheres que tinham de alguma forma acesso as artes, as ciências ou a literatura padeceram nas mãos da santa inquisição. Buscar alguma forma de conhecimento custou à vida de milhares de mulheres. As mulheres da idade média tinham que ser moldes de virtudes da Virgem Maria, dóceis, puras e devotadas aos seus maridos. Religiosos como São Tomas de Aquino dizia que “ela era um ser acidental e falho e que seu destino é o de viver sob a tutela de um homem, por natureza é inferior em força é dignidade“ Tertuliano dizia que “era a porta do Demônio”.

Na idade moderna não foi muito diferente, renomados pensadores tiverem sua parcela de contribuição nas justificativas de sexo frágil. Rousseau no século 18, disse que a mulher e um ser destinado ao casamento e a maternidade, Lamennais chamava – a de “estátua viva da burrice”, Diderot escreveu que embora pareçam civilizadas “continuam a ser, verdadeiras selvagens” e que ela era propriedade do homem. Napoleão não menos Machista afirmava “a mulher é nossa propriedade e nos não somos propriedade dela”. Kant a considera “pouco dotada intelectualmente, caprichosa indiscreta e moralmente fraca”; Schopenhauer coloca a mulher entre o homem e o animal e diz “cabelos longos inteligência curta”; Nietzsche “o homem deve ser educado para a guerra a mulher para a recreação do guerreiro” para Balzac a única glória das mulheres estava em fazer pulsar o coração de um homem, para Proudhon a mulher que trabalhava era umas ladra que roubava o trabalho de um homem.

Exemplos são o que não faltam na história de preconceitos contra o gênero feminino, como alguns que continuam a resistir ao tempo e vem mascarado, a exemplo temos a música, que cada vez mais traz em suas letras “piriguetes, safadonas, cachorronas, mulheres melancias, maças, enfim mulheres frutas” rótulos que acabam fazendo sucesso entre o público masculino, mas que limitam as mulheres ao culto de seus corpos.

Mesmo com a implacável perseguição ao longo dos séculos, que colocou as mulheres em uma posição de inferioridade, houve uma mudança cultural dos papeis atribuídos às mulheres. Muitas mulheres tiveram um papel essencial para tais mudanças e acabaram colocando seus nomes na história entre elas se destacam: Anita Garibaldi “a heroína de dois mundos”, Betty Friedam norte – americana uma das precursoras do feminismo escreveu vários livros sobre o tema, Caroline Herschel astrônoma e matemática alemã, Frida Kalo pintora mexicana, Katharine Graham jornalista americana foi a primeira mulher poderosa da mídia e presidente do The Washington Post, Cleópatra, Elizabeth I, Evita Perón, Indira Gandhi, Lady Di, Joana D’Arc., Madre Teresa de Calcutá, Margaret Thatcher, Maria Bonita, Marilyn Monroe e Simone de Beauvoir entre outras tiveram grande importância em diversas áreas.

Se a repressão perdurou por várias fases históricas hoje as mulheres respiram mais aliviadas com a conquista de vários direitos como o avanço no mercado de trabalho, apesar do sexo masculino ainda ganhar mais e o direito ao voto. E como diz a frase da primeira dama da 



Califórnia Maria Shriver “mulheres bem-comportadas não fazem história”.



quinta-feira, 26 de maio de 2011

Seja você mesmo


Ontem eu estava pensando em como nosso coração fica tranquilo quando nos relacionamos verdadeiramente com outra pessoa. Os relacionamentos verdadeiros só podem os ser se formos nós mesmos durante o processo.
Muitas vezes colocamos uma couraça de proteção, para “ninguém” pensar nada de mal ou fazerem juízo de valor – mas esquecemos que esse é o principal motivo que faz com que as pessoas nos julguem e nos considere alguma coisa que nós não somos.
Quando somos nós mesmos, falamos do que gostamos, o que sentimos, nossos receios. Damos gargalhadas sem motivo (mesmo quando sua casa está sem luz – metaforicamente ou não), comemos bolo de chocolate com consciência das calorias e o mais importante, ficamos com o coração tranquilo, pois não estamos burlando nada e nem tentando demonstrar algo diferente da nossa essência.
Mas é claro que só conseguimos sermos nós mesmos, quando nos relacionamos com alguém que se porta da mesma forma e que está de coração aberto para ver o que o outro tem para oferecer.
Ser você mesmo, de coração aberto, com certeza é um bom sinal para ser feliz.

Bons sentimentos

Ontem a noite estava deitada na minha cama, com uma xícara de chá, lendo um livro e me veio um pensamento e um sentimento: Estou feliz; sinto-me tranquila e em paz. Sensação gostosa. E hoje me peguei pensando mais uma vez  na felicidade.
O que é ser feliz afinal? É ter tudo que desejamos, é alcançar nossos objetivos? É ter amigos queridos, ter uma família que é unida e íntegra? Acredito que a felicidade pode ser isso tudo e muito mais.
A minha percepção de felicidade hoje – digo hoje, porque amanhã posso ter outra percepção:
  • Estar em equilíbrio emocional e afetivo;
  • Sensação de tranquilidade;
  • Acreditar que tudo vai dar certo;
  • Fazer o bem ao próximo;
  • Ser sorridente;
  • E o mais importante, olhar o melhor das pessoas.
Acho que além do desejo de felicidade, meu sentimento é de tranquilidade. Hoje estou tranquila na minha vida, sem muitas expectativas, sem muitos planos, apenas tentando vivenciar o que há de melhor: nossas relações com pessoas queridas.

Fonte::Paula Barouchel

segunda-feira, 23 de maio de 2011

REVALORIZAÇÃO DO PAGANISMO

Quando falamos na revalorização do paganismo temos que ter muito cuidado. Assim como a questão da volta da Deusa.
A Deusa não é apenas um Deus travestido. É outra abordagem da realidade. Orgânica, ecológica, integrada.
O paganismo não pode ser trazido de volta baseado apenas nos seus segmentos decadentes. São outros paradigmas , totalmente distintos dos atuais.
Tão pouco pode ser uma adaptação fantasiosa e descontextualizada. Paganismo é um amplo movimento de recuperação da
confiança do ser humano em si mesmo, de sua libertação dos deuses únicos que as religiões estabelecidas, em luta pelo poder estabeleceram.

Um único deus no céu para justificar um único poder na Terra. O dos conquistadores.

Paganismo é nos assumirmos como seres limitados , mas desejosos de crescer. É amadurecer em busca da responsabilidade que de fato temos em tomas nossas próprias decisões que não podem mais ficar nas mãos desses pretensos representantes de divindades feitas a imagem e semelhança do que pior há na humanidade.

É a recuperação da autonomia moral e intelectual de cada ser, para que não sirvamos mais aos pretensos e auto intitulados intermediários da Divindade em nosso meio. É recuperar a consciência de que somos Deuses e Deusas e nos esquecemos disso.

É recuperar a consciência da presença da vida em todos as suas faces. Ecologicamente conscientes de que fazemos parte da teia da vida, que somos parte desta trama e que podemos simbioticamente interagir, mas não somos os donos do mundo.

Que tudo que fizermos ao mundo estaremos fazendo a nós mesmos. Quando nos multiplicamos desordenadamente destruindo os
outros sistemas de vida do mundo o câncer se ampliou. Destruímos as defesas do mundo, como sua camada de ozônio e agora temos a SIDA.

Por quanto tempo ignoraremos as evidências?

E por quanto tempo ficaremos presos a cultos de dor, de culpa e de medo que pregam um deus pseudopatriarcal, externo ao mundo , moralista, que manda seu filho, único lavar com seu sangue os "pecados " de todos?

Recuperar o elo do paganismo é recuperar uma outra abordagem da realidade , responsável, que não precisa do sangue alheio para existir, orgânica, viva.
E neste momento temos que tomar um grande cuidado. Ou nos tornaremos outro movimento New Age, que nada tem de novo, apenas uma reedição de fantasias, que afastam ainda mais o ser da questão fundamental:

Recuperar a consciência de si mesmo.

Basta de trocar velhos medos por novos medos, velhas farsas por novas farsas. Temos que ter coragem e estarmos plenos de nós mesmos para essa verdadeira jornada iniciática que nos é proposta. Como na antiga lenda Navajo estamos em busca das armas e da magia para nos libertarmos desses monstros fundamentalistas que ameaçam nosso mundo.

A invasão do mundo por estes grupos sequiosos de poder começou há muito. A invasão destas terras vem por 500 anos sendo realizada e agora enquanto estas palavras são lidas povos nativos ainda estão sendo destruídos, em corpo por fazendeiros, madeireiros e mineradores ou em alma, por padres e pastores.

Até quando seremos útil massa de manobra, coniventes em nossa covardia silenciosa? É uma batalha e nada menos que a própria sobrevivência não só da humanidade, mas de toda a vida sobre a terra está em jogo. Basta prestar atenção nos fatos e compreenderemos que estamos num momento de decisão.

Quando perguntaram ao Doutor Carlos Castañeda qual seria a mais forte razão para a publicação de suas obras ele colocou que ao lado do fato de desejar fechar com chave de ouro sua linhagem ele reconhecia que a única forma de realmente salvar esse mundo hoje está na magia. Partilho totalmente deste parecer do novo Nagual e considero que o retorno do paganismo é de fato o caminho.

Mas é importante compreender que o paganismo nada tem de convertor, não somos sacerdotes sequiosos de poder e por isso impondo com armas nossas idéias. Estamos em busca dos que são como nós, reencontro é nossa trilha.

Estamos apenas propondo um retorno à vida.

Você já viu uma enchente perto de um rio?
A água sobe muito e cobre tudo em volta.

Então quando vem a estiagem e o sol evapora a água pequenas lagoas surgem. Nessas lagoas muitos peixes ficam, agora isolados do rio. Se ali ficarem, mais cedo ou mais tarde a água vai secar e eles morrerão.

Podemos criar um canal que coloque a lagoa isolada em contato de novo com o rio e assim, os peixes, que quiserem, poderão nadar novamente para o fluxo principal. É deste fluxo principal da vida que fomos apartados com estas crenças impostas.

O retorno do paganismo que falamos é esse canal , que pode nos auxiliar a voltar ao fluxo principal da vida. A liberdade de ir rio afora, ou mesmo nadar contra a correnteza, voltando as nascentes para, quem sabe, renascermos de nós mesmos. Com todos os riscos e com toda a beleza de estar vivo de fato.

Sem imposições, sem medo ou culpa.

Livres, plenos, como a vida é.

domingo, 22 de maio de 2011

Ser Bruxa é Ser:


Transformar-se em bruxa é um processo lento e cheio de

cuidados. É necessário um doce encanto da grande Mãe Terra: o trabalho da Lua e seus ciclos, o calor do Sol e a dança silenciosa dos Astros.


De repente você se vê perdida observando o passar das nuvens, o colorido da natureza, arrepiando-se com o vento morno das tardes de verão, sentindo o fluxo da Lua em seu corpo, e, quando se dá conta, aconteceu: a bruxa nasceu!



Outras coisas acontecem, como o telefone tocar e se saber quem é, pensar na pessoa e ela aparecer. Mas a alquimia do cozinhar é uma das experiências mais fortes na velha arte da bruxaria.

Quando se cozinha, os elementos estão em nossas mãos, fazemos o supremo feitiço da transmutação da matéria. A transformação do trigo em pão, do vinho em vinagre, o poder mágico dos ingredientes.

Com o ato de cozinhar você se verá com a sensibilidade da Lua, o profundo olhar prateado que tudo vê e descobre. Cozinhar é o mais sagrado ritual. No ato de transformar os alimentos estamos nos transformando. Claro que quem cozinha sem amor e concentração, como se fosse um sacrifício, produz alimentos sem mágica, sendo só um amontoado de massa que se digere sem prazer...





Descobrimo-nos bruxas quando conseguimos nos perceber enquanto mulher. De nada adianta querer ser feiticeira se não se conhece o segredo do feminino! É necessário primeiro o reconhecimento da fêmea que trazemos dentro de nós, essa parceira desconhecida que nos acompanha desde o nosso nascimento. Uma parceira silenciosa, que aponta a cada instante o caminho da sensibilidade...

O universo feminino foi por séculos sufocado por uma sociedade fálica, onde predominou a linguagem do poder. Nesse discurso, não encontramos em momento algum a doçura da transcendência. Tudo fica estabelecido num sistema quadrado, composto por retas e inibidor de curvas. Voltas sinuosas que nos indicam sempre o caminho da profundidade.

Só seu coração poderá sentir o chamado...



Bruxas-visão antiga




Uma bruxa é geralmente retratada no imaginário popular como uma mulher velha e encarquilhada, exímia e contumaz manipuladora de Magia Negra e dotada de uma gargalhada terrível. É inegável a conexão entre esta visão e a visão da Hag ou Crone[1] dos anglófonos. É também muito popularizada a imagem da bruxa como a de uma mulher sentada sobre uma vassoura voadora, ou com a mesma passada por entre as pernas, andando aos saltitos. Alguns autores utilizam o termo, contudo, para designar as mulheres sábias detentoras de conhecimentos sobre a natureza e, possivelmente, magia.

Algumas bruxas históricas adquiriram alguma notoriedade, como é o caso chamadas Bruxas de Salem, a Bruxa de Evóra e Dame Alice Kytler (bruxa inglesa). São também bastante populares na literatura de ficção, como nos livros da popular série Harry Potter, nos livros de Marion Zimmer Bradley (autora de As Brumas de Avalon, que versam sobre uma vasta comunidade de bruxos e bruxas cuja maioria prefere evitar a magia negra, ou a trilogia sobre as bruxas Mayfair, de Anne Rice.
As bruxas foram implacavelmente caçadas durante a inquisição na Idade Média. Um dos métodos usados pelos inquisidores para identificar uma bruxa nos julgamentos do Santo Ofício consistia na comparação do peso da ré com o peso de uma Bíblia gigante. Aquelas que fossem mais leves eram consideradas bruxas, pois dizia-se que as bruxas adquiriam uma leveza sobrenatural. Frequentemente as bruxas são associadas a gatos pretos, que dentre as Bruxas Tradicionais são os chamados Puckerel, muitas vezes tidos como espíritos guardiões da Arte da Bruxas, que habitam o corpo de um animal. Estes costumam ser designados na literatura como Familiares.
Diziam que as bruxas voavam em vassouras a noite e principalmente em noites de lua cheia, que faziam feitiços e transformavam as pessoas em animais e que eram más.
Hoje em dia essas antigas superstições como a da bruxa velha da vassoura na lua cheia já foram suavizadas, devido à maior tolerância entre religiões, sincretismo religioso e divulgação do paganismo. Gerald Gardner tem destaque nesse cenário como o pai da Religião Wicca- A Religião da Moderna Bruxaria Pagã, formada por pessoas que são Bruxos/as mas que utilizam a "Arte dos Sábios" ou a "Antiga Religião" mesclada a práticas e conhecimentos de outras tradições. A classificação de magia como negra e branca´não existe para os bruxos, pois se fundamentam nos conceitos de bem e mal, que não fazem parte de suas crenças, por isso, como costumam dizer, toda magia é cinza.
A Arte das Bruxas como era feita antes é chamada de Bruxaria Tradicional, ainda remanescendo até os dias atuais em grupos seletos, via de regra ocultos. Hoje também pode-se encontrar uma vasta quantidade de livros e sites que explicam a "Antiga Religião" mas geralmente se tratam de Wicca, pois os membros de grupos de Bruxaria Tradicional costumam preferir o ostracismo, revelando-se publicamente apenas em ocasiões especiais ou para que novos candidatos os localizem.



sábado, 21 de maio de 2011

Eu Acredito em Fadas

Sim, eu acredito em fadas…

                    E em duendes, gnomos, elfos, etc.
                    Em seres que a maioria
                    dos “mortais” não consegue
                    sentir e nem visualizar…
                    E, em toda essa minha
                     caminhada pelo mundo,
                    esses seres diáfanos
                    tiveram importancia
                    significativa
                    em minha vida…
                    Pois eles, para mim,
                     surgiram e apareceram
                    nos momentos certos…
                    Sim, foram as fadas
                    e os magos, meus mestres,
                    que me trouxeram
                    uma nova visão do universo.
                     Da natureza,
                    das plantas, dos animais
                    e dos elementais…
                    E uma nova maneira
                    de ver e de entender
                    o ser humano…
                    E de sentir
                    a paixão e o amor…
                    E, foram as fadas, os duendes,
                    gnomos e elfos que,
                     em certos momentos,
                     chegaram, em minha vida,
                     na hora certa…
                     Para me mostrar coisas,
                     realidades e verdades,
                    que, até então, eu nunca
                    havia percebido…
                    A importancia dos sentimentos,
                    da paixão e do amor.
                    Dos rios,
                    dos mares, dos lagos
                    e dos oceanos…
                    Da água e das florestas…
                     Para sustentar
                    a nossa vida
                     e a dos seres etéreos…
                    E para criar e desenvolver
                     a vida animal e vegetal…
                    Sim, eles nunca me faltaram
                     e sempre surgiram,
                    diante de mim,
                    sem medos nem dúvidas…
                    Com palavras de apoio,
                    de incentivo
                     e de esperança…
                    Acreditando
                    num mundo e em seres
                    humanos melhores…
                    Mas lamentando não mais serem
                     percebidos e nem vistos
                    pela maioria dos humanos…
                     Que tanto se afastaram
                    do mundo da magia,
                    do encantamento
                    e do elemental…
                    Das forças
                    e das energias, lúdicas,
                    da natureza…
                    E, quanto as minhas fadas,
                    sim, minhas fadas,
                    essas nunca me faltaram…
                    Pois, com elas, eu sempre tive
                    total união e integração…
                    Através
                    de suas poções de magia,
                    infinita e universal…
                    Sim, foram elas
                    que iluminaram
                    os meus dias…
                     E a quem eu devo muito
                     de minha capacidade
                    de sentir e de amar…
                     Com erotismo,
                    carinho, criatividade,
                     sensibilidade e doçura…
                    Pois o sentimento, a paixão,
                    o amor e o sexo,
                     também, fazem parte
                    do mundo das fadas…
                    E dos outros seres elementais…
                    Sim, eu sinto e vejo as fadas
                     e todos os demais
                    seres étereos…
                     E onde quer que eu esteja
                    recebo deles um banho de força,
                     de energia, de sentimento
                    e de amor…
                    E, se sou um privilegiado
                     nesse mundo, onde quase tudo
                    é matéria ou é material, 
                    credito a eles
                    essa minha capacidade
                    de vê-los, de sentí-los
                    e de compreendê-los…
                    E, talvez, por isso, eu me sinta
                    mais e mais, a cada novo dia,
                     um homem realizado e feliz…
                    Pois eu acredito em fadas…
                    E como acredito!
ROBERTO ROMANELLI MAIA